"Por onde andei"? __ Nossa última de 2016

Recentemente fui convidada a estudar e conhecer sobre determinado assunto por alguém que pessoalmente, pelos meus precedentes não o faria assim gratuitamente porque na semântica do escrito não havia em nada espírito de solidariedade! Um convite para conhecer! Não aceitei; pois se há uma coisa da qual não gosto é estudar, sobretudo desses assuntos que extrapolam as possibilidades de entendimento para meus cansados neurônios!  E o convite ficou no ar com essa impressão : fiz errado porque eu  já estava errada em não conhecer e nem demostrar interesse em saber...
Para não fugir à regra , não é disso que pretendo falar, pode ser que em decorrência do desenrolar dos dados e fatos expostos haja coesão clara entre o que eu disse inicialmente e todos os demais assuntos; fiz hoje uma reflexão e ontem dia vinte e oito já contam seis anos e sete meses do brutal assassinato de nosso irmão Cabo Sodré; em agosto através do impeachment a Presidenta Dilma foi definitivamente afastada do cargo;  há três meses o ator global Domingos Montagner morreu subitamente 
A vida é frágil
 nas águas do Velho Chico de afogamento; hoje faz um mês daquela tragédia com a equipe Chapecoense; e eu podia elencar tantos outros fatos e atentados que comoveram e mudaram as rotinas desse tão batalhador povo brasileiro; podia trazer algumas citações , daí lembrei-me que fiz um grande esforço para a última publicação há um mês atrás; de lá para cá, atravessei emoções festivas e bem alegres desde o inicio do mês de Dezembro, na função,  o Premio Selo Unicef Município Aprovado, saber que por menor que tenha sido minha participação, fomos agraciados, e esse registro estará nas estatísticas de nosso município! BINGO! Nós acertamos! Da emoção do dia a dia e a alegria compartilhada do casamento de meu lindo filho dia dez, sinto um orgulho enorme de tudo isso; a ida ao Povoado São Raimundo, do aprendizado,  das lembranças e agradecimentos de alguns colegas no encerramento do ano, das músicas, as viagens, as brincadeiras, das preferencias , sim 2016 está quase findando e “ a gente” faz um balanço, uma reflexão, envia tantas mensagens bonitas e inspiradoras e dentro de nós: o que será que muda!? A nossa vida, de todos nós está repleta de episódios assim : de sinais, de impertinências, de mudança de rumo, de períodos turbulentos entre os equilíbrios e alienações! Provoco muito o incentivo para estudar! É paradoxal!
Sondados todos após a tragédia da Chapecoense, as respostas e supostas reflexões eram  muito iguais, todos chocados e extremamente emocionados entre o recebimento da noticia , a chegada dos corpos no Brasil , o velório coletivo e individual , recordou-me a letra da música de Ana Vilella: “Não é sobre tudo que o seu dinheiro/É capaz de comprar/e sim sobre cada momento/Sorrindo a se compartilhar/também não é sobre correr/Contra o tempo pra ter sempre mais/Porque/quando menos se espera /a vida já ficou pra trás” Saudações à letra! Linda canção! E à mensagem quase todo dita no Filme “Vendedor de Sonhos” o protagonismo fala do recomeço, de coisas que edificam nosso caráter, sem as experiências negativas de mágoas e ressentimentos ! Fala da nossa vida! Da importância que damos aos nossos egoísmos! Foi isso que todas as pessoas disseram quanto ao fato da tragédia: “a vida é trem bala” ! Por que nos apegamos a tantas coisas pequenas e insignificantes, provocando cada vez mais àqueles que discordam de nossas opiniões? Por que quando a estrada melhora e nos tornamos tão mais importantes nos esquecemos de potencializar energias de agradecimentos e reciprocidades? Por que não nos sentamos com o outro e no convite para o estudo, não dizemos assim: senta aqui, meu irmão, o que não souberes eu te ensinarei, por quê?
Lembrei-me de tudo isso agora, quando retornei de uma sessão com meu querido fisioterapeuta, dei “um passamento”, ao chegar em casa e ver papai ali, sentado, metade das irmãs por perto, mamãe sempre colada, nem disse logo desse conflito que eu havia passado! Na hora, numa imperfeita situação, pensei: “ e se eu morresse”? Pronto!Em segundos tudo muda... Não tenho queixas, não tenho murmurações, meu sentimento é de gratidão; reconhecer verdadeiramente que sinto abaixo de Deus outras tantas mãos e colunas que me ajudam a permanecer em pé! Por onde andei que deixei de reparar em tantas coisas positivas e agradáveis no conviver? Por onde andei que enquanto alguns me procuravam ,eu em meus pequenos poderes não os atendi? E a pergunta inicial , antes de mais nada , é uma homenagem ao amor de meu filho, contemplado na letra da canção de Nando Reis, de quem nós três: eu, ele e a Naryelle somos fãs! “A vida é frágil, irrelevante”, mas tudo, tudo vale muito a pena!Obrigada a todos pela tolerância! Feliz 2017! Novidades, de onde são as chaves?


# Em tempo: “Flores, Frutos, Fé...” “e a intenção das sementes?”


      Já tentei escrever essa história de diferentes formas e por várias vezes, apaguei toda, reescrevi algumas partes, pensei em escrever em terceira pessoa... alguém  aí há uns dois meses, insinuou com uma certa dose de ironia  de que eu  havia  “quebrado  o pé...”Não levei em conta porque quem manda “bilhete” aos outros sem se identificar não merece atenção, não levei em conta porque quanto ao meu pé, não o quebrei,(houve um incidente)  por último não levo em conta asneiras de quem ocupa seu tempo com invejas e pensamentos pessimistas, desejando o mal para os outros. Não levo em conta quem não consegue delimitar afrontas pessoais com ocupações em espaços públicos. Para mim, inclusive, eu já disse isso, nesse mesmo canal, quem pretende participar do processo de discussão ou pretende merecer reconhecimento pelo nome, se apresenta sem ter que jogar “panfletos” por debaixo de portas, para amedrontar e desqualificar nenhum cidadão.
        E a minha história começa daqui, trouxe como parte do  título, a conotação de uma música conhecida por muitos de nós : Coração de Estudante para encaminhar minhas divagações e ratificar:  não tenho  demandas nessa página, elas  surgem , dependo de minhas inspirações e em parte de minhas intuições; no mais, qualquer comentário contrário são impressões infundadas; pretextos inventados por quem só aceita concessões se for para beneficio próprio. Aqui eu teço as cores, eu escolho as linhas, faço a opção pelos tamanhos da fonte, dos números, dos estilos.  Uso vermelho, amarelo ouro; uso azul! Procuro dizer para incitar aos que tem tempo de ler que os canais permanecem abertos para o desejo de um diálogo físico , a respeito do direito de liberdade de expressão, do acesso aos dados e informações . Em dois mil e oito,por exemplo, quando escrevi “para não dizer que não falei de eleições ” tratava de minha visão acerca daquele período e dos resultados obtidos ; em minhas escritas não contribuo de nenhuma maneira com dados ou percentuais das participações ativas, não  cito, nem lembro daqueles que na suas ignorâncias extremas  partem  para os insultos pessoais, ( há fatos que são prerrogativas de quem faz pesquisas) e nesse mérito não sei quantificar. Há quase noventa dias não escrevo uma linha nessa página, e até minhas convicções  não são as mesmas de três meses atrás. Escrever para mim ficou meio cinza, com a impertinência de uma cultura vazia que tomou conta de meu ego, perdi minha credibilidade devido  uma amnésia; fiz uma avaliação que não saiu do papel: para que mesmo?  Sobre fatos, sobre fotos e tantas felicidades expostas... baixei a guarda e a autoestima e nem mesmo de minha janela pude ver com mais precisão os mesmos tons.  Ademais, não pretendo dissertar sobre nenhum assunto, nesses dias , em que as perspectivas são completamente outras, “há coisas que não são para nós”,  e não caberia a mim a subestimação de ideias, de escolhas, sigo guiada pelo “reto raciocínio” para evitar qualquer desvario. Há virtudes; há outras que se destacam!
     Venho de uma lesão no ombro que mexeu com meu braço direito, e automaticamente com minha mão, meus dedinhos, um conflito entre as dores , as causas, as  consequências e as preocupações ( mas já estou no tratamento certo, eu acho) e com todo esse despropósito nesse ensaio, no mês de Outubro fomos envolvidos nas mais diferentes sensações, e o que mais nos abalou (sobretudo a mim)  foi a tragédia com a Professora Ana Léa que não resistiu ao incidente causado por uma arma de fogo... em meio a tudo isso, executamos nossa IV edição do Fórum de Leitura, desse ciclo, nosso último; nesse campo, me dei por satisfeita pela excelente palestra proferida, pela execução dos trabalhos e resultados, porque promovemos com outras centenas de mãos, o incentivo para a leitura e escrita! A intenção naturalmente é fazer o bem, querer que essa cultura seja acessível a todas as classes, dizer que nossa cidade com as conquistas alcançadas merece leitores bem avisados. Deixemos nossos nomes inscritos para que mereçamos maiores reconhecimentos, tem sido meu incentivo por onde passo! Pretendo dizer mais uma vez que sou uma pessoa de inúmeros defeitos, desorganizada, "arrogante", com escolhas que me causam inclusive desequilíbrio emocional; porém mantenho a calma para validar melhor os contrapontos da razão.
      E se alguém achar que essas minhas "divagações" não tem “nada a ver” hei de concordar  e passo  a acreditar que  a minha maneira de manter viva essa página sem eficácia pode não me render bons  frutos..  Contudo, o nosso novembro teve tudo a ver com o que proponho no título, num desses dias, papai tem lembrado  de pedir música pelo nome do intérprete, dessa vez pediu Martinho da Vila, acompanhou o ritmo, batendo palmas, como se soubesse a canção, dela o trecho “ como diz a sabedoria popular, um bom cabrito não berra, se um sonho dançou, sabe o que eu faço?” [...] ‘mantenho viva a esperança”.  Nesses dias, nossos irmãos que moram noutros estados estavam presentes, o mais velho , sempre alertando para nossa caçula sobre “a colheita”, sobre o cuidar e respeitar; reconhecer e agradecer; porque para cada mil mudas a gente nunca sabe quantas murcham e precisamos que algumas floresçam... a par disso fica minha reflexão:  um bom pardal sabe quando deve voar, antes que lhe cortem as asas...Saudades. Por fim, acompanho o raciocínio de Henfil para dizer “vale a intenção das sementes”! Valem as flores, as folhas,e para todas as horas vale muito  a fé!  E “(eu)canto a alegria Senhor de ser perdoada”, na paz! Trinta de novembro! Quarenta vezes mais Dulce e mais doce seria esse mês se não fosse a tragédia com  o Chapecoense! #Emluto para que a vida dê outros frutos!



“Atrás do filho vem o avô”: é impossível não falar de amor!

Li recentemente uma crônica escrita pelo professor José Lemos e me senti bastante atraída pelo título: “Quando o Setembro chegar”, achei pura poesia, infelizmente versava sobre alguns descaminhos da política social do país entre o final da década de setenta até os dias atuais. Não me frustrei , nem impliquei, procurei um outro ideário para desmistificar essa de “mau agouro”  do mês de agosto; como alegação positiva não trago fotos , não marco em negrito essas minhas recapitulações que estão por trás de minha memória, “minha intuição”, minha provável inspiração. Cresci sabendo exatamente  quais coisas eram supérfluas e que em nada nos acrescentariam, nesse compartilhar, trago como experiência as boas lembranças dos três anos de imobilidade física de nosso pai, dele, extraio o indispensável vigor, a energia positiva, a força, a fé e não somente como meros figurantes nessa narrativa.
É impossível não falar sobre, porém não tenho a intenção de convencer ninguém, há quem apresente objeções, de todo modo, convenço-me de que  uma das mais ricas experiências da humanidade é justamente essa: a de cuidar do outro, colocar-se a disposição do outro sem necessariamente publicar bonitas fotos, (nada contra), sem a sequencia de um paradigma, sem fazer juras eternas. Passo a copiar  a afetividade é mais do que uma realização de sonhos. ”Orgulha-nos” passar agora por essa (a)provação, da necessidade de demonstrar em vida, amor por quem sempre cuidou de nós: nossos pais; além do significado subjetivo que aparece em meus relatos, a intensidade em saber que de condições bem mais simples já sobrevivemos; já ouvimos os depoimentos do menino que carregava carvão às costas, da criança às vezes indisposta indo à roça sem ao menos ter a primeira refeição, de ter saído de sua terra natal, com o pensamento de que pudesse “ser grande”, ser diferente em seu destino, do jovem policial desobediente ao comando, que pediu para sair, quando sentiu-se muito oprimido. Meu pai! Nosso pai! Nossos pais! De beleza e vaidade exuberante que passou para filhos, às filhas, e aos tão lindos e amados netos ... ( a roupa tinha que está impecavelmente passada). Para essas aquisições, alertava a todos nós, todo santo dia: Estudem meus filhos, estudem, eu não os quero na roça! Hoje quando comecei a editar essa página, sob as nossas mais frequentes  viagens, ouvindo excelentes músicas, escolhi Relicário, de Nando Reis... (ontem foi dia do Show dele em São Luís... ) E são dois cílios em pleno ar atrás do filho vem o pai e o avô [...] o que está acontecendo ? o mundo está ao contrario e ninguém reparou, uso-a como metáfora pra outros fins. Depois, li pelo menos umas três vezes, depoimentos de pais que vivem nos asilos, sem contato nenhum com os filhos. Um deles quando perguntado pela reportagem: “Eu mesmo escolhi vir para cá/ sinto saudades, mas eles não me tratavam bem/ não os vejo há bastante tempo”. Em dia dos pais, essa foi uma das repostas.  O que estaria acontecendo? Imaginei o que é chegar à velhice e não ter com quem contar para os cuidados mais básicos, imaginei esse nosso egoísmo, a ausência de nossa maturidade sendo substituída pelas coisas mais imediatas e supérfluas! Imaginei esses nossos jogos de interesses e vaidades exorbitantes! Quanta tristeza em nossos olhares pela ausência, pela desistência da vida!
Gratidão! Proteção! Crédito Kaio Sousa 
De lá para cá, (são muitos dias) tomei conta dessa máxima “por aqui a vida grita, e grita muito, por aqui não falta chão, não falta fé, não faltam mãos”! Quem nos acompanha sabe sobre o que falo.  E para nós quando setembro chegar é mês de celebrar a vida, mês de filho e também de irmão. E não  perdi de vista  as atividades literárias, em nosso III Chá Literário, no mês dos pais,  falamos de Morte e vida Severina, como disseram meus colegas de ‘bancada”: riquíssima apresentação, sensibilidades, provocações de que hoje se vive em uma cidade melhor e com muito mais qualidade de vida. Eu contei de minha lembrança bem remota de quando chegamos aqui nesse bairro, vendo doentes chegando em redes , trazidos por seus pares, da zona rural! De vê-los retornar mortos na mesma rede! Ninguém tem foto! Pouca gente sabe! Pouca gente viu! Onde estão e o que fazem nossos  severinos?

Além disso, preciso dizer, quando a primavera chegar estaremos celebrando Maria, a mãe, a irmã, a amiga, a filha; celebraremos ainda a vida de filho, sobrinhos queridos,
Crédito Carla Roberta: neta
de colegas, de amigos,da gratidão e de tantas bênçãos! E o nosso mês falará de gente interessante! Dirá aos pares que é narcisista, com vaidade desinteressada, sendo humilde, tendo a personalidade de quem sabe “crescer em ser”. Enquanto isso,  nesse trinta de agosto, sob o testemunho emocionante de Padre Orlando Cruz, do agradecimento e reconhecimento do milagre da vida, já posso encerrar minha “crônica” para não cansar meu leitor, e se pudéssemos todos adotar no cotidiano, o refrão do hino:  “ Maria Santa e fiel, ensina-nos a viver como escolhidos”, por zelo, por amor ao próximo! Ensina-nos a viver! E quando eu achei que já havia superado as emoções desse dia 30, quando eu ainda pensava negativo sobre as expressões  “sempre e nunca” geralmente mal colocados, veio em oração, em resposta ao que temos sido e vivido nesses três anos, em crédito para mim e todos os fiéis dessa noite: “Deus tem cuidado de vós, sim Deus tem cuidado de vós”, “tem cuidado de mim, tem cuidado de nós”, levantemo-nos todos os dias com essa certeza : Ele sempre cuidará de nós... E o nosso setembro já mostra as caras: nas vozes dos filhos estarão a voz do  pai, do amigo, do irmão, do avô, para todos os entendedores,e aos que se enxergam nesse texto,  é impossível não falar de amor. Um cálice! Um vinho! Um brinde! 

Das pontes... de algumas janelas... de pessoas que insistem em desconhecer


Nesses dias, desde o dia 30 de julho, guardo assunto e motivações para escrever. Podia dessa vez, começar do meio ou do final dessa história; tempo mais uma vez de colheitas, em decorrência dos terrenos férteis, continuar semeando! Fiz um pequeno percurso logo pela manhã rumo a convenção de nosso partido e com um justo orgulho as pessoas tomavam assento, sentiam-se privilegiadas de participarem daquele momento... e o nosso discurso era uniforme “ nenhum de nós , nessa trajetória, no cenário politico consegue grande coisa , se na hipótese de mudar de opinião , não contar com outras mãos”. No calor dos abraços, dos climas entre pessoas, nas concentrações, nos bastidores, nos palcos, é possível que haja uma diferença: há os que agradecem pela existência das pontes, e os que concentram forças em suas próprias vaidades. É uma escolha!
Depois do saboroso almoço, servido entre amigos, mais tarde, peguei minha bicicletinha , sai
Da arte sobre a arte, de mãos que pintam 
 rua acima para visitar duas pessoas especiais para mim... inicialmente uma delas não estava, adiantei uns passos; chegando lá, nossa conversa inicial foi sobre o sucesso da convenção; contei-lhe de minha frustração de quando fui candidata a vereadora há vinte anos, de minha resposta áspera e muito mal educada para uma autoridade autoritária, das lutas iniciais de classe, entre 2004 e 2007 com o Professor Raimundo e Professora Paizinha  para a criação do núcleo sindical; disse-lhe das vezes que fiquei no vácuo, compartilhei de minha leitura e releitura do livro Pollyana !Que leitura sadia! Tanta coisa boba e mal feita nesses cinquenta... vale a pena contar? Para mim, Vale... ainda teve a nossa história de 2004 quando só nós, apenas nós saímos às ruas de vermelho , na candidatura da Julia Almeida, e outras  que nem contei,  de ir e vir nas garupas de motos, para a zona rural, de adormecer na calçada até o dia clarear ; ocupei por equivoco as primeiras cadeiras, fui hostilizada por minha disposição e opção naquele período e no cenário.  Na minha história, na história do município de Urbano Santos  houve o trinta de julho, em que mais uma vez, com redundância, tive orgulho em vestir a camisa vermelha! De ouvir e ver bons nomes repetidos, de perceber a chegada de novos sangues, de somar ,de multiplicar porém, e especialmente de compartilhar ! Não trago declaração ou reclamação velada de ninguém para ninguém, eu me comprometo sozinha, nessa hora! Vesti vermelho porque tenho clareza de minha contribuição e participação no cenário. Vesti vermelho porque sei do esforço que há para o “educar e empoderar -se de politicas publicas.”  Nós perseguimos a qualidade, prosseguimos na boa hipótese de que em cada um há uma importante contribuição a ser potencializada. E como nada é consensual entre todos os pares; o que Vale sob minha ótica  é no dizer de Freire, uma “reflexão para a ação” da coletividade, da concepção afetiva sobre si mesmo e sobre os outros! Saio dali, com esses pensamentos, “tomando pé” sobre minha parcela de soma,  tomando consciência de meus comportamentos, da suposta arrogância, de decisão interior... arrisquei “ pernas, para que as quero”? _ para isso, para imprimir marcas, para apressar meus passos e encontrar condições favoráveis às relações espontâneas, às considerações sobre aquilo que desafia a humanidade.  Pegar minha bicicleta , retornar...
À noite, colori, vesti outras cores, conheci a pequena Lavinge e uma mãe atenta às descobertas, às realizações da maternidade, os anjos em vida...entendo , na conclusão da escrita, se misturo, quando falho, nas vezes em que sou omissa ou conivente com alguma inserção, mais, há controvérsias entre algumas falas e outras atitudes, no entanto , quem nessas circunstancias não convive diariamente com esse paradoxo? Agora, preciso aliar essa minha “crônica”, aos meus exercícios, às aplicabilidades, às divergências ou às promissoras ideologias, são latentes em mim. Aprendi equação muito cedo, ainda no ginasial... É disso que falo, digo, ou  faço para dirimir ressentimentos . Retomei para a minha leitura de Pollyana , no enredo traz os ensinamentos de altruísmo adquiridos nas lições com seu pai “veja sempre o lado bom das coisas”,  a ausência de telas das janelas fez com que a pequena menina visse outras belezas... porém ela perdeu os movimentos. Nessa lida , lembrei-me de minha ida para visitar meus pais, firmes e fortes, cheios de fé, dão cores às nossas vidas, dão confiança para os desafios parecerem mais cheios de graça. É sobre isso que aprendemos! É isso que valorizamos! E hoje eu dizia numa fala minha, citando minhas leituras, meu pai nos encorajava da seguinte forma: “ Quando Deus fecha uma porta, Ele abre janelas”, profecia para todos os otimistas .Nossa Maria caçula se esquece disso: de pessoas que são pontes, da abertura de janelas, e outras tantas gentes que nas primeiras chances, batem às portas, fecham as janelas.
Isso dito, levo em consideração que sou professora há mais de vinte anos , peço desculpas àqueles que negam nossos ensinamentos  por eu não ter conseguido compartilhar grandes transformações, " as vezes a gente pensa que ensina alguma coisa que sabe", fiz cinquentas e não sei se ainda terei mais vinte para reparar esse grande desperdício, por ter ocasionado um descaminho,  porém me convenço de uma coisa, essas miudezas não devem mais servir  para nós que temos espirito elevado, precisamos nesse tempo, porque ainda há tempo, “arder em caridade” como foi ensaiado pelo Apóstolo Paulo,  aliás, em todos os lugares há sujeitos anônimos precisando de nós, de nossa caridade, de nossa gratidão, de nossos reconhecimentos.  De minha gratidão a Deus por tantas mãos em minha vida, recortar Fernando Pessoa “ Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. Trinta de julho... da arte, sobre a vida, sobre a arte, de mãos que pintam, que escrevem, de quem imprime marcas, de todas as formas de pontes, daquelas janelas... de pessoas que insistem em desconhecer. Uso outras tintas no cabelo, visto outras cores!  Sigo meus passos... PT saudações.

Nunca sou só, posso ser sol_ quando So(l) : Mar agitado!




Comecei a editar essa minha história, desde o dia vinte e cinco , e não é novidade, estava no ônibus, quando deduzi que nesse mês, justamente  julho eu escreveria baseada em minhas corriqueiras lembranças , no entanto , retomaria algumas conquistas , importantes avanços nos  quais estou envolvida no campo profissional; noutras mais comprometida. É tempo de ouro, de gratidão ! E atravesso pelo menos duas semanas de intensas emoções para trazer de modo tão parecido e tão original essa minha opção de escrita; naquela manhã , logo cedo o Santo Anjo  Miguel  havia partido, tornou-se uma saudade, uma lembrança, foi para perto do Pai! Em situações assim, mudo o rumo de minha história “sei” quantas vezes. Volto ao tempo em que fui estudante, de minhas desenfreadas buscas por livros emprestados, do meu primeiro contato com Clarice Lispector  e todas as vezes após as leituras , quaisquer que fossem,  havia no dia seguinte uma desconcertante solidão ou inquietação, mais que isso: como será o dia em que tantas gentes tiverem acessos aos meus “contos”? Como farei para atrair tantos leitores e avançar no estilo e qualidade de gênero? Presunçosa, acho que cheguei nesse tempo! É o estilo!
orientemos voos
Depois das minhas “memoráveis” publicações faço releituras tantas vezes, empenho mais emoção no título ou no próprio texto, faço promessas silenciosas, temendo o ridículo , as críticas absurdas daqueles que por maldade trazem amargas deturpações, às  vezes , encaro como antídoto como se houvesse sabor do sucesso a cada final.. Na melhor das hipóteses: de quais vidas estou mesmo falando? Os santos juninos, anjos e Marias desfilaram nos corredores no final desse mês e nada mais honroso para mim do que encerrar o período letivo com o Sarau, cujo tema desperta meu interesse: “de projeto em projeto um olhar sobre ..” não posso me apropriar de um trabalho que é coletivo, ainda assim,  promovemos qualidades, inclusive naqueles que protestam e não veem mãos valiosas “tecendo manhãs”. E o mês termina para nós com essa enorme festa! Contudo, preciso dizer: “eu não quero vencer sem forças”, se me faltam dedicação, saberes e impressionante conhecimentos, espero oferecer ideias relevantes.  Algumas pessoas estranharão pela vértice, pela pobreza de conteúdos ou porque em vez de minha postura pessoal enxergarão mais a postura de quem assume as obrigações da função! Que seja! Em não havendo nada de excepcional , nessa página eu dou legitimidade para minhas escritas. Eu mesma assino. Nesses quatro anos de criação do blog, nesses quase quatro no exercício da função, concorrida função; as minhas declarações a pretexto de qualquer coisa, é a de que não traremos confrontos para momentos de oportunidades, não cabe aqui brilho para uma única estrela, exceto para nosso próprio município, porém não se pode defender a teoria de Machado de Assis em um de seus contos  prevendo que “jamais devemos discordar das pessoas para evitar inimizades”; temos amadurecido e falo por minha própria experiência. Vivemos em tempos de inovação, de produção de conhecimento, de novos cuidados.
"Me ensinando tanto do mundo"
Daí, depois do dia 28, inesquecível dia 28 de junho!  Eu já até havia feito o post em meu facebook “ nunca sou só, posso ser sol...” reescrevi essa história bem daqui, nossa equipe como em tantas outras vezes foi convidada a participar da culminância de um projeto , sobre os talentos de nosso município, retruquei antes de minha ida, pedindo que outra colega nos representasse, ainda bem que para todas as coisas Deus nos mostra um propósito, os trabalhos feitos no Polo do Povoado Lagoa dos Costas ; de inicio pelos murais, nas escolhas de escritores maranhenses meu cérebro já arquitetava a descoberta de um novo mundo ali, dentro de mim; um artista daqui mesmo de minha cidade havia feito um lindo quadro capaz de encantar qualquer um! Que honra! Que alegria! Acalma Senhor, meu coração porque não posso confundir esse dia histórico como algo latente apenas para minha vaidade pessoal! Obrigada comunidade do povoado Mangabeirinha! Em passant , remontei alguns fatos históricos e muito bons , a exemplo do 30 de Outubro, nosso primeiro Fórum Municipal de Leitura;  dia 30 de abril quando da publicação de meu segundo livro... desmontei mesmo nas apresentações orais, de homenagens lindas, de paródia do “Aprender e ser” do primeiro livro, no destaque do assassinato de nosso irmão, referendado no segundo livro! Que grandes trabalhos somos capazes de fazer! Com quantas influencias estamos lidando e liderando diariamente! Emoções infinitas eu tive até ao final! Obrigada Senhor por me conceder tão boas oportunidades! Obrigada aos que convivo e me provocam para a não desistência!  Muito obrigada! Ao chegar, cheia do orgulho humano, mostrava à minha mãe, ao meu filho, a minha irmã , exaltando: Que lindo! Já pensou se eu não tivesse ido!! Chorei rios de lágrimas, com lembranças boas, experiências maravilhosas. Eu sou a mais pura e maravilhosa intenção de Deus, linda aos olhos Dele, dizia a canção que escolheram para encerrar a homenagem.
Tomo essa liberdade, não para fazer teatro, trilho, confiando e agradecendo a Deus e todas as vezes às mãos generosas que com discernimento me ajudam nessas caminhadas ... e dia trinta de Junho não foi diferente mais alegrias coletivas, mais ensaios para a vida, para o bem.  E de outra vez na estrada, dessa vez de volta para casa,   quatro de julho de 2016, oitenta e três anos, três anos: quantos milhões de histórias? Parabéns ao nosso pai! Ainda com as “alegrias” das ondas do mar, na travessia! Dizia comigo mesma: logo hoje aniversário de teu pai, pega outro itinerário, são os deveres, bons deveres ( lembrei de minha mãe de suas agendas cheias de dedicação e seriedade no trabalho). E só à noite, bem noite, vi as tão lindas homenagens feitas ao meu pai naquele dia. Primeiro aquela do post de meu querido filho “ meu querido meu velho meu amigo” ! "O Captain! My Captain!" Avohai- Avô e Pai! E aqui não cabe só uma emoção (...)  Assistindo aos vídeos, ouvindo as canções escolhidas pela equipe do programa Melhor em Casa, canção linda como “Acalma meu coração” , dela o trecho: “Não quero interromper o teu silêncio, oh, pai, mas é só orando que eu encontro paz ,” é assim nosso pedido , nossa oração! E uma voz me disse: Teus pais tem orgulho dos filhos que tem! Sim , eles tem! E lá de Maceió, veio o áudio , cantado pelo meu irmão, com a voz embargada, ao vivo e em cores, (devia dizer nosso saudoso irmão) e eu também compartilho um trecho :“  Se você caminhando encontrar /  alguém chorando pare um pouco por favor não siga andando/ Esse alguém precisa um pouco de você, com certeza uma palavra vai fazer esquecer a dor...” Preparo-me para uma apresentação oral, outro enorme e orgulhoso  trabalho, cinco de julho, embargo a voz, fraquejo nas palavras, mas uma voz amiga, vindo de uma das Marias me diz “ você conseguirá”! Me disseram depois, que minha voz estava linda... mas ninguém  sabe como me mantive em pé! No mar, nas travessias, ainda bem que a gente pode ajustar as velas! Depois desse trabalho, ainda ouço minha própria voz: nunca sou só! Sou sol! E tenho mãos humanas maravilhosas! E para diminuir as lágrimas, eu não danço Carimbó! Obrigada! Muito Obrigada! Dia 04 de julho nós também merecemos parabéns!Três anos: nós e nossa mãe!

Cinquenta (s) Travessia: entre o céu, as areias e a maresia!



abençoe nossa cidade
Eu ainda pensei em escrever algumas linhas para homenagear minha querida cidade, no dia dez,  no entanto, envolvida demais com as emoções da última escrita de  “Santo Anjo Miguel...”, consumida pela sensibilidade de mensagens de agradecimento ,  deixei  passar em branco.  Mas acompanhei todas as festividades, digo, grande parte; logo na manhã do dia nove , a celebração da Missa pelo nosso Pároco Padre André, momento de gratidão, de ouvir as palavras de nossa Prefeita Iracema Vale, das preces  e passagens bíblicas que evocavam o momento e para todos nós, dia de gratidão! Aproveitei que nos foi dado espaço e também manifestei meus sentimentos, minha alegria em comemorar naquela manhã, os 87 anos de nossa querida cidade.  E agora percebo, me pareceu salutar que eu não houvesse escrito nada dia 10, naquele dia fomos acordados com os foguetes simbólicos para a aniversariante e outros pela passagem de um ano das Santas Missões Populares e aqui em nossa Praça perto de casa, nos preparamos a partir das cinco da matina com um café para os que vinham em oração. Fomos úteis  em mais esse dia! Era dia de plantios, de colheitas, de exemplo de comprometimento com a comunidade, com nosso município e entre os momentos mais emocionantes daquele dia, posso destacar a entrega do “Santuário” Sagrado Coração de Jesus, pela bonita receptividade e tão calorosa homenagem. Nossas mãos, nossos artistas, filhos e filhas queridos dessa tão boa terra concluíram a bela arte exposta e estavam ali, para receberem o presente.
Para mim, mês de Junho é sempre mês de festa, embora eu não tenha aprendido a dançar, (canto) os refrãos necessários e pude dizer : “eu sou a juventude que canta, que encanta ,que marcha unida, que se levanta e faz de mãos dadas.. e agora de olho num sonho lindo que espera logo ali”. E outras tão queridas pessoas nesse mês também fazem aniversário, a exemplo de nossa Prefeita e de meus queridos irmãos e especialmente minha  irmã, tão prestativa, nosso braço forte do dia a dia nesses quase três anos de condução de vida de nosso pai; parabéns Soraya é para ti que  presto minha homenagem. Nossas vidas tem muito mais sentido porque tens quase sempre te colocado a disposição para “nos substituir” para ser de ferro, de aço e quando , em momentos precisos, de flores. É Junho! Mês de ouro, de alegria, mais uma vez cinquenta! O amarelo ouro arquiteta os passos à frente. Ainda que em atividades, pedi licença para minha gestora e como ganhei um presente maravilhoso , acompanhei meu querido filho, em seus dias de férias , para uma viagem ao Ceará! Maravilhada com as conversas, as gargalhadas, as brincadeiras, as lembranças boas, as estradas, o GPS  que nunca falhou, tudo encantador! Em nossa ida, na passagem pela Serra de Tianguá, senti uma emoção dupla, de estar ali fazendo a viagem com meu filho, e lembrar de quando nosso pai, dono de um pequeno comércio de tecidos , nas suas idas para as compras, contava-nos sobre o Ceará, ao chegar nos alegrávamos com “os tijolos”, ou rapaduras comprados naquela Serra! Lembrei-me de tantas lições; lições de vida, de amor, de oportunidades, cada uma mais bonita do que a outra! E a minha viagem que apenas começara já surtia efeitos catalisadores. Muito pouco metódica agindo grande parte das vezes pela intuição, dali já dizia: _ Será um grande presente!
Estando lá, nos dias em que ficamos na capital, muitas histórias bacanas, as lembranças dos irmãos, dos sobrinhos sempre abençoados, dos colegas do trabalho, dos amigos, fomos bem ali, para assistir os melhores humoristas do Brasil, encantados com os repentes, com as piadas entre eles mesmos ou ainda com os maranhenses, me fez pensar de o quanto é bom poder passear, conhecer outras cidades, outra cultura, mas igualmente saboroso é voltar à sua terra, ter a convicção de que suas mãos contribuem para o engrandecimento dela, agradecer por saber encontrar discernimento para distintas situações; agradecer pela vida de todos aqueles que optam para que tornemos nosso município cada dia melhor e com mais qualidade nos atendimentos, agradecer e poder repetir nessa nova idade “ que eu seja todos os dias menos interessada e muito mais interessante"!Outras formas de agradecimento pelas agradáveis companhias,minha futura nora Naryelle, minha amiga Laurilene ! Quantas versões de histórias eu escreveria após essa viagem, do ver o por do sol lá em Jeri... voltando pelo litoral, fiz  a piada inocente em querer andar no cavalo marinho, na parada do mangue seco, das dunas com as emoções, na travessia em Camucim com o mar quase agitado, ao final passei em todos os testes, ora ou outra lembrando daquele refrão que quando provocando meu pai entoa: “segura nas mãos de Deus e vai”! Chegamos às vésperas de meu aniversário.. dessa vez, lembrando de quando fomos a Maceió, meu filho dizia: Essa  dá um livro maior
eu vi, lá de Jeri!
Sou da simplicidade, de esquisitas atitudes, é fato! Estava no meio dessa narrativa quando duas amigas minhas (quase meio dia) disseram-me que eu teria que ir ali para comer um pedaço de bolo que elas haviam encomendado, mesma ressabiada fui lá, e para essa parte, embora parecesse de cara feia, não há palavras que eu possa usar para descrever tão bom sentimento que tomou conta de mim, como uma delas definiu depois em sua rede social : “momento único: gesto de carinho e amizade”! O “improviso” segundo ele, feito pelo querido professor Manoel Vieira, logo na primeira estrofe : No trilhar de nossos caminhos, nunca estamos sozinhos; lembro-me de um quase jargão que uso no cotidiano , precisamos de outras mãos para que nossos méritos tenham mais valia.  Felicitações ditas ou sentidas pelas grandes amizades que estavam   presentes no momento! E de pensar: “Quase não vou comer esse bolo nesse horário, eu quero almoçar!” E quando me faltarem as palavras certas, pela fragilidade da passagem, porque sei que sinto muito mais, quero que todos os meus colegas e amigos se sintam como fontes de inspiração para essa minha história. "Tudo no mundo é frágil, tudo passa" , mas momentos iguais a esse se eternizam em nossa memória, porque é um bem que se faz ao outro. Muito obrigada! E se sou especial para Deus , (e todos somos)  nas vezes em que sou perguntada, já tenho a resposta certa: Sou Nilma da Silva Sodré, professora da rede pública, natural de Urbano Santos, melhor lugar do mundo para se viver! Parabéns terra querida! Parabéns para nós nascidos em Junho! Parabéns às mãos que se doam! Obrigada! Muito obrigada por todas e bonitas felicitações! Obrigada aos óculos de Maria... essa é outra história



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