"Por onde andei"? __ Nossa última de 2016

Recentemente fui convidada a estudar e conhecer sobre determinado assunto por alguém que pessoalmente, pelos meus precedentes não o faria assim gratuitamente porque na semântica do escrito não havia em nada espírito de solidariedade! Um convite para conhecer! Não aceitei; pois se há uma coisa da qual não gosto é estudar, sobretudo desses assuntos que extrapolam as possibilidades de entendimento para meus cansados neurônios!  E o convite ficou no ar com essa impressão : fiz errado porque eu  já estava errada em não conhecer e nem demostrar interesse em saber...
Para não fugir à regra , não é disso que pretendo falar, pode ser que em decorrência do desenrolar dos dados e fatos expostos haja coesão clara entre o que eu disse inicialmente e todos os demais assuntos; fiz hoje uma reflexão e ontem dia vinte e oito já contam seis anos e sete meses do brutal assassinato de nosso irmão Cabo Sodré; em agosto através do impeachment a Presidenta Dilma foi definitivamente afastada do cargo;  há três meses o ator global Domingos Montagner morreu subitamente 
A vida é frágil
 nas águas do Velho Chico de afogamento; hoje faz um mês daquela tragédia com a equipe Chapecoense; e eu podia elencar tantos outros fatos e atentados que comoveram e mudaram as rotinas desse tão batalhador povo brasileiro; podia trazer algumas citações , daí lembrei-me que fiz um grande esforço para a última publicação há um mês atrás; de lá para cá, atravessei emoções festivas e bem alegres desde o inicio do mês de Dezembro, na função,  o Premio Selo Unicef Município Aprovado, saber que por menor que tenha sido minha participação, fomos agraciados, e esse registro estará nas estatísticas de nosso município! BINGO! Nós acertamos! Da emoção do dia a dia e a alegria compartilhada do casamento de meu lindo filho dia dez, sinto um orgulho enorme de tudo isso; a ida ao Povoado São Raimundo, do aprendizado,  das lembranças e agradecimentos de alguns colegas no encerramento do ano, das músicas, as viagens, as brincadeiras, das preferencias , sim 2016 está quase findando e “ a gente” faz um balanço, uma reflexão, envia tantas mensagens bonitas e inspiradoras e dentro de nós: o que será que muda!? A nossa vida, de todos nós está repleta de episódios assim : de sinais, de impertinências, de mudança de rumo, de períodos turbulentos entre os equilíbrios e alienações! Provoco muito o incentivo para estudar! É paradoxal!
Sondados todos após a tragédia da Chapecoense, as respostas e supostas reflexões eram  muito iguais, todos chocados e extremamente emocionados entre o recebimento da noticia , a chegada dos corpos no Brasil , o velório coletivo e individual , recordou-me a letra da música de Ana Vilella: “Não é sobre tudo que o seu dinheiro/É capaz de comprar/e sim sobre cada momento/Sorrindo a se compartilhar/também não é sobre correr/Contra o tempo pra ter sempre mais/Porque/quando menos se espera /a vida já ficou pra trás” Saudações à letra! Linda canção! E à mensagem quase todo dita no Filme “Vendedor de Sonhos” o protagonismo fala do recomeço, de coisas que edificam nosso caráter, sem as experiências negativas de mágoas e ressentimentos ! Fala da nossa vida! Da importância que damos aos nossos egoísmos! Foi isso que todas as pessoas disseram quanto ao fato da tragédia: “a vida é trem bala” ! Por que nos apegamos a tantas coisas pequenas e insignificantes, provocando cada vez mais àqueles que discordam de nossas opiniões? Por que quando a estrada melhora e nos tornamos tão mais importantes nos esquecemos de potencializar energias de agradecimentos e reciprocidades? Por que não nos sentamos com o outro e no convite para o estudo, não dizemos assim: senta aqui, meu irmão, o que não souberes eu te ensinarei, por quê?
Lembrei-me de tudo isso agora, quando retornei de uma sessão com meu querido fisioterapeuta, dei “um passamento”, ao chegar em casa e ver papai ali, sentado, metade das irmãs por perto, mamãe sempre colada, nem disse logo desse conflito que eu havia passado! Na hora, numa imperfeita situação, pensei: “ e se eu morresse”? Pronto!Em segundos tudo muda... Não tenho queixas, não tenho murmurações, meu sentimento é de gratidão; reconhecer verdadeiramente que sinto abaixo de Deus outras tantas mãos e colunas que me ajudam a permanecer em pé! Por onde andei que deixei de reparar em tantas coisas positivas e agradáveis no conviver? Por onde andei que enquanto alguns me procuravam ,eu em meus pequenos poderes não os atendi? E a pergunta inicial , antes de mais nada , é uma homenagem ao amor de meu filho, contemplado na letra da canção de Nando Reis, de quem nós três: eu, ele e a Naryelle somos fãs! “A vida é frágil, irrelevante”, mas tudo, tudo vale muito a pena!Obrigada a todos pela tolerância! Feliz 2017! Novidades, de onde são as chaves?


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