” A vida é combate, que os fracos abate... os fortes só pode exaltar”


 

No início da década de noventa, tive a chance de conhecer a capital pernambucana, aproveitando para conhecer Olinda e as histórias das duas cidades. Fiquei encantada. Era um congresso de professores, nossa hospedagem, em uma escola, dormindo nos colchonetes, banhos ao ar livre, mas tudo era novidade e animador; como foi oportuno o passeio.  Auditório lotado de professores que contavam sobre suas conquistas e falavam de suas reivindicações Antes de nós outras pessoas travaram lutas para a aquisição de direitos...  Sair dali, com o semblante contagiante. Que linda capital!

Posse na Academia Maranhense de Belas Artes 

Numa fase incrédula acerca de minha cidade não me dava conta das riquezas naturais que haviam em nossos redores: as praias maravilhosas da capital, as ruas históricas, a safra enorme de escritores maranhenses, e tanta riqueza sendo vista mesmo pelos leitores menos avisados,  e bem mais perto de mim; nosso lar, nossa cidade, nossos rios, nossas histórias, nossas plantações da mandioca, a farinha d’água, a escondida e preservada Lagoa do Cassó, cada povoado com sua beleza, um rio passando em meu quintal, as Cachoeiras dos Domingos... deu-se em mim uma sensação estranha com a descoberta dessas fontes. Retomei algumas leituras, atravessando o Romantismo, troquei todas as informações para dizer: Que lindo e maravilhoso é meu estado, nossa capital, minha cidade.   Que tanta maravilha posso desvelar em minha terra ! “Tem palmeiras, e também o sabiá”! Passados esses 30 anos, de minha viagem citada, “dando a César o que é de César”; nossa terra tão bem cuidada e bonita, que em nossas festividades atrai visitantes de todos os lugares, traz em seu bojo, conquistas, avanços, notoriedade, e tantas pessoas de grande representatividade. E hoje podia trazer toda Canção do Exilio para dentro de meu conto, homenagear nosso maior poeta brasileiro e fazer toda a referência ao seu legado em nossa literatura; passados os 200 anos de seu nascimento, Gonçalves Dias é bom que se diga foi  “um dos primeiros poetas brasileiros, a ver a poesia como um caminho sem saída”. Fiz algumas leituras, em livro recebido de presente do amigo confrade Domingos Dutra e me deparei com a riqueza   literária que nosso maior poeta nos deixou. E como anda minha poesia?

Todos os dias em nossas caminhadas há descobertas, lê sobre suas andanças, suas cartas encaminhadas aos amigos, seu diário deixado contando sua enfermidade, sua vida amorosa mal sucedida e o desejo de voltar para o Maranhão a todo custo, percebo, ser poeta é uma soma de sacrifícios, um conjunto de amparo e de generosas mãos que acolhem e aplaudem; trago  pois essa lição: Nosso poeta ficou órfão muito cedo, uma limitação que causa dano a qualquer alma grandiosa, diga-se ainda em todo em “qualquer artista , há aspectos a considerar: o homem, a obra, a convivência e as conveniências”. Perguntei-me: por que devo, em meu egoísmo escrever sobre melancolia? Sou rodeada de tantas bênçãos tenho uma família que sempre foi meu abrigo, desde cedo tive tempo e oportunidade de estudar, adquirir formação, tenho uma profissão; filho, nora e neta que me fazem ser cada dia uma pessoa melhor; as minhas reflexões hoje são para que não se tornem postergações. A gente constrói amizades em todos os cantos, ‘ “por onde passamos, deixamos e recebemos um tanto”.  Conhecer novas terras, nos dar a capacidade de entender “que os santos de casa fazem milagre sim”, na bíblia já traz esse entendimento “Não há profeta sem honra, a não ser em sua própria terra, e em sua própria casa”.( Marcos 6:1.)

Assim, permeio minhas escritas e leituras, trazendo em parte o eixo central sobre o grande poeta , mas um nincho em seus 200 anos, o quanto ainda traz sutis inquietações,  grandes e exploradas inspirações. Enquanto escrevo, completo meus 50s, minhas condições subjetivas são outras e bem distintas daquelas em que escrevi há quinze anos, em meu primeiro livro;  reafirmo minha resistencia e a vontade de percorrer novos caminhos; minha literatura  e quiçá minha intelectulidade tem pouca função, e até perguntaria para que servem mesmo?  Porém, vejo como proposta de grande significado. E todo “mundo canta sua terra, por que não posso cantar a minha?” Estamos numa década de inúmeros avanços , minha cidade fez 94 anos, conta hoje com diferentes campos de atuação, distintas formações acadêmicas e  presença da Universidade Federal do Maranhão, como marco e tantos espaços ativos de politicas públicas, somos uma gente abençoada com as missões e a celebração de nossa Mãe Natividade; participamos com muita honra da publicação do primeiro livro feito por autores locais “Urbano Santos: minha cidade, minha memoria, minha história”, e faço muita questão de valorizar os nomes dos companheiros mestres: Ana Paula, Antonia Rodrigues, Domingos Dutra, Edmar Pedrosa, e deixar em relevo  a iniciativa do Professor Prefeito Clemiltom Barros.

Sentindo que ainda não contei tudo, recorro para outras escritas e trago à tona a emoção de também ter sido imortalizada, demos o nome de nossa Academia , Casa professora Maria de Lourdes, com ela e com professor Manoel Ramos , nas séries iniciais, comecei a minha identificação com a declamação de poemas; cantando o Hino do Maranhão, decorando a Canção do Exilio, tendo os cadernos grifados em vermelho  para não esquecer uma letra, e agora todas as vezes em que viajo para outras cidades reconto: minha terra , milhões de palmeiras que se transformam diariamente em novos plantios; colheitas, exploração, exportação e centenas de plantações, meu canto de vida,   “guerreiros ouvi”, sou filha dos Silva, entre os Silvas cresci, minha cidade é minha pátria, minha pátria é aqui . Encerro , dizendo  “ a vida é combate”, há fontes, há fortes, tempestade pouca, “aqui ou cá”  não cessa o Sabiá. De possibilidades , e de outras arquiteturas, minha canção, meus movimentos, minhas mãos: “Os fortes só pode exaltar.”

 

 

 


Que a força da mente seja o mote para novos desafios



Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela Terra com seus olhos voltados para o céu, pois lá você esteve e para lá deseja voltar” (LEONARDO DA VINCI)

  

Há um monte de outras coisas boas acontecendo, circulando entre nós , nos dando a chance de escolhas . E que ótimo! Ainda era Maio quando começamos a idealizar um pedal diferente, para nós, no caso. Aprendi   que fazer aniversario é como escrever uma poesia, não apenas uma cronologia a ser contada , mas acrescentar experiências , perceber as mudanças de atitudes, acreditar,  circular e ser a pessoa que mais se importa com você mesmo. E assim com parcerias especiais criamos o Pedal Previa de Aniversario , sentido Cassó; uns pés daqui, outros dali, mãos dispostas e estava tudo certinho... apoio de nosso Prefeito Clemilton Barros, de nossos vereadores Edinilson Moura e Juraci Lisboa, meu primo Acacio. Em nosso grupo só falávamos das expectativas.

Em nossos planos, acordávamos 3:30h, “botava as botas” e as roupas e partiu...  porém, nada absolutamente ocorre conforme nossas vontades, uma chuva forte, veio para alertar nossas condições , no grupo, não deu para quantificar quantas ideias e dúvidas começaram a surgir. E a pergunta que não calaria: E aí vamos ou não vamos? De pronto, tomei a iniciativa de mandar vamos sim . Deixa só aliviar a chuva e iremos para nosso ponto de encontro. Ansiosos por aquela experiência desafiadora, em meia hora, já era possível, ler as mensagens de todos: Pronto. De maneira que uma hora depois os ciclistas que haviam combinado de ir, estávamos ali, na Praça da Igreja para nossa aventura. Nossa concentração não havia dores de cabeça, resfriados, sinusite, “dores nas juntas” , entre veteranos e novatos, a vontade era a mesma: fazermos o percurso até o Cassó. Tivemos a grata satisfação de contar com os amigos do Mocambo Pedal (que já fizeram pedais longos) , mas ali, principalmente percebi que todos nós somos motivos de inspiração para outros, quer no fazer da profissão, quer na escolha do esporte, da maternidade, do apoio, da amizade; quer no poder de estabelecer parâmetros na conquista de outras histórias . Lembrei-me por exemplo da Professora Dulciane, que nos motivou para esse passeio, e nem pode ir conosco,  Dra Norma Silva  é exemplo, com incentivos e orientações, comadre Fatima Silva desportista de primeira , por toda superação, com quem dá orgulho de pedalar, comadre Mocinha que subia e descia ladeiras em sua Monark anos 2000, mereceu medalha virtual, a Liliane Moreno que vem há meses lutando para curar uma lesão, a professora Enildes, em seu primeiro pedal, e quando ficávamos para trás , a desculpa era do outro...

Café com a familia de seu Juraci

E antes que você me pergunte, já edito, saímos daqui às 4:45 , tempo ainda fechado, madrugada  escura , e eu já me sentia orgulhosa de fazer parte daquela memoria, melhorei minha performance de pedal de uns dias para cá, como diz a Raymara “ nossa vibe são esses pedais leves”; o dia amanhecendo chegamos na entrada do Povoado Sitio do Meio, antes , mais uma chuva para nos molhar , dali em diante parecia impossível que pudéssemos trafegar de bike, “ gente sem condições”, e “agora , vamos voltar”, “ que nada , vem por aqui”, lamas, atoleiros, mais lamas, e quase meia hora até  que todos tivessem atravessado o primeiro desafio; logo , duas bikes quebraram as correntes, nosso carro de apoio, por perto, já deu abrigo aos ciclistas. Vigiando meus pensamentos para que vencesse cada etapa, seguíamos, geralmente eu, Raymara, Enildes , comadre Mocinha, Marlison...  E a narrativa ganha outra emoção quando passamos o Povaodo Jacu. Valorizar aqui e agradecer a recepção de nossos companheiros Franciney, vereador Juraci e sua esposa, numa previa de café, parceria com vereador Edinilson. As nossas bikes cada vez mais pesadas , os moradores do lugar nos disseram que pelo Povoado Arara seria mais perto, e a estrada estaria menos cheia de lama ...fomos ! Todos desceram e pareciam conectados com a mesma velocidade; dali eu já estava no carro de apoio, nos atrasamos esperando um ciclista que ficou para trás. Mais uma ponte, mais umas lamas, estradas cruzadas, ciclistas se perderam de nós, ciclista passou mal, empurrou bike , alguns aborrecimentos, histórias para contar e depois de longos minutos, na saída do Mato Grande nos reunimos todos e voltamos a pedalar... Fiz os 5km finais com nossa equipe.

Olha , essa experiência foi de fato ímpar, sou grata demais a todos que compartilharam dessa grande aventura, já fiz centenas de pedais, encontrei um reservatório de energia e alegria, revelar os fatos e as fotos com quem nos honrou com sua beleza; e a minha sede mais frequente é a de que meu equilíbrio passe pelo sentimento de “ que fora de meu alcance e controle não devo me importar”. A previa de meus cinquentas, tem essa narrativa, não tenho tempo para reclamar, sobre impressões e respostas... refaça-as, foco minhas energias para dizer que no campo da literatura , me orgulha dizer que faço parte da história de meu estado. Que a força da mente seja o mote .. pedalo como quem escreve, “nem quero queijo” porque não me faz bem.

 

 













Em tempo, “ o florescer dar ao cultivador uma certeza: os frutos virão"



 

Ontem já ficou para trás, como ficam as fotos, os fatos, as mensagens... recebi uma mensagem carinhosa de uma pessoa perguntando se eu escreveria uma mensagem pela passagem de aniversário da cidade, respondi talvez, possivelmente, meio indisposta , com uma missão daqui outra dali, as preocupações com a titia, a internação de Victor Gabriel, todas de algum modo tão importantes e especiais ... acordei lembrando da mensagem “ caso escreva, gostaria de compartilhar amanhã na festa da cidade”. Já passou, e minhas energias não deram conta de fazer essa escrita.

Prefeito Clemilton, Soraya , Vereador Paulequinha
Lilica Moreno 

Tomo como iniciativa, uma frase pronta “ quando alguém está prestes a tomar uma inspiração, ela certamente fará uma expiração”; nós na condição de escritores temos espirito de resistência, o que quer que publiquemos agora alcançará as mesmas pessoas que desejam ser alcançadas. Ano passado em Junho, escrevi em minha página para compartilhar conhecimento “

foto cedida por Alcebiades Filho
O florescer seja de qual planta for, dá aos cultivadores a clareza de que o fruto vem, é assim com a terra ...Os frutos virão”!  Convenço-me diariamente de que não sou apenas palavras, reajo, porque todos nós dotados de algumas virtudes somos o “conjunto das escolhas e renuncias”. E para todos nossos leitores, em mês de aniversário, não será redundante repetir essa mesma passagem: “Cuidar do que é nosso é tarefa para a qual fomos ensinadas desde cedo”. Escrevo então para dizer que convenço-me com os que cuidam de nossa cidade, orgulho temos das conquistas que são compartilhadas e perceber os desafios que ficaram noutro campo... traduzindo minhas próprias palavras “com muitas mãos”, no contraponto mais juvenil ninguém “é foda “o suficiente para definir , conduzir e fazer tudo sozinho; temos um Professor Prefeito e de certo saberá que todo bem que fizer entre os pares ecoará por muitos anos na vida dos companheiros conterrâneos, ecoará por aqui e cidade afora, tudo é conjunto. Em tempo, coloco em relevo minha participação no Programa Alfabetizar para valer, na ocasião eu disse aos pequenos de que tudo é exercício; ler e escrever são treinos diários, “o nadador não vence fora da água”.

Participei da Missa em homenagem ao Aniversário da cidade, uma missa cheia de significados dada a presença e as homenagens ao Dom Xavier, as homenagens lidas pelas crianças da catequese, o cordel de seu Bruno, depois a simbologia da Bíblia trazida pelo Confrade Flor,  (em minha memória estava uma carta sendo lida por meus pais de quando Dom Xavier e Padre Jose Antonio foram presos) e foi muito feliz, trazer para a oferta as especialidades médicas de nosso município, não apenas a forma , o conteúdo ; ao deparar-me com a imagem das profissões , lembrar-me das professoras que cuidam de nossos pequenos e dão sinais de que eles podem sim serem grandes profissionais. Nossa cidade hoje abriga “aqueles pequenos “ que foram nossos alunos, sendo Mestres pela Universidade Federal, nossa cidade completa mais um ano, e tem escritores espalhados por todo canto, levando informação, compartilhando conhecimento, levando incentivo e sendo inspiração. Que bom nesse aniversario saber que tivemos a iniciativa da gestão municipal em escrever páginas da história de nosso município, e bem melhor saber que os escritores locais deixaram suas marcas, que maravilhoso saber que nossa cidade, em sua versão de novos anos, criou a Academia de Letras. Definitivamente não vivemos em tempos de criar expectativas, os canais nos orientem todos os dias de que devemos criar possibilidades; a história diz muito sobre isso, começar as histórias com euforias e manter os ritmos não é tarefa fácil, nossa liderança Iracema Vale, sabe bem disso.

Assim, passado o aniversário, estamos ainda todos contagiados pela alegria das festas, da maratona, do ciclismo, das homenagens necessárias e especiais, das inaugurações, dos brindes, da linda avenida, diga-se de passagem; da reestruturação, e tantas outras motivações, nossas estradas de acessos a outros municípios, em dando certo, não são as casualidades, são anos de cobranças e pedidos de nossos governantes. E será grande avanço e alegria. De repente, como não posso deixar passar, lembrei-me de que tão logo Maitê faça seus cinco anos, também farei meus cinquentaS, percorro minhas lembranças para dizer que trago livro novo, edição especial, de poucas unidades;  já na ansiedade para tomar posse ainda esse mês na Academia Maranhense de Ciências e Belas Artes, em São Luis- MA,  estou tal qual a Nonatinha quando vê suas crianças nas apresentações...

Bem, termino, mas não encerro; deixo outras leituras para as centenas de leitores imaginários . Antes parabéns para minha querida cidade, parabéns ao nosso Prefeito Clemilton Barros e toda equipe por estarem a serviço. Trago um recorte da leitura da confreira Antonia Rodrigues:“viva nossa história”. “Nossa missão é viva e é inspiração para outras vidas”! Ler e escrever é um pouco isso, confundem-se com o abandonar-se ... Talvez não caiba, Fernando Pessoa teria dito “... se não ousarmos, teremos ficado, para sempre, `a margem de nós mesmos”. Bons plantios, boas colheitas para todas as representatividades. Viva. Um salve, graças a Deus que olha por todos nós.


 

 

Sec. Adjunta de Esporte Lila , Sec do Trabalho, Nevinha, Francinete Borges , Priscila 
 

 

Soraya, vereador Paaulequina , Lilica

Comadre Fátima, Francisco Rocha

Urbano Santos e a fundação da Academia de Letras: singularidades


 

                             Se você acha que pode ou se você acha que não pode, em ambos os casos você tem razão

 (HENRY FORD)


                                                                                                                             

               
                                                         
Longe de ser expoente...assim começa meu discurso e aqui registro que a noite de 31 de Março de 2023 foi marcada por um grande ato histórico e cultural, em nossa cidade a Fundação da Academia Urbano- santense de Letras, Cultura ,Ciências e Arte- AULCA. Tudo bem preparado com o apoio da Prefeitura de Urbano Santos para receber os novos imortais , receber as autoridades, as famílias, poetas, escritores, entre outros convidados
 ! Inicialmente 28 cadeiras serão ocupadas por membros fundadores , com objetivos comuns de valorizar e difundir a cultura de nosso município  . Na noite da solenidade estiveram prestigiando , Prefeito  do Municipio Clemilton Barros; Presidente da Câmara Municipal Edinilson Moura, a Presidente da Academia de Letras de Vargem Grande, Alice Pires , representando a Presidente da FALMA Jucey Santana , o Presidente da Academia de Letras de Presidente Vargas , Hilton César , o Presidente da Academia de Letras de Magalhães de Almeida, Gilberto Wagner! E centenas de familiares e amigos dos imortais da referida academia.
 Essa motivação ganhou força a partir dos Contatos com Jucey Santana , que desde 2019 mantém acesa a chama e o desejo de realizar esse grande sonho ! E com a soma de esforços da Comissão Provisória, dos demais membros fundadores e outras parcerias foi possível tornar real esse projeto.

A historia não começou naquela noite, há registros dos Chás Literários, dos encontros que antecedem, dos incentivos e apoios, das propostas, das lembranças de nomes e das contribuições para o município , todos os momentos foram importantes e necessários para que houvesse a grandiosa concretização, de igual modo o debate ganha força quando nos deparamos com pessoas que entendem que é possível fazer acontecer. Aproveito para registrar mais uma vez todos os nomes que nos   encorajaram e demonstraram enorme satisfação na realização desse projeto! Obrigada Clemilton Barros, Prefeito Municipal, Secretaria de Esporte, em nome de Fabio Serra, Secretaria da Juventude , Kelly Correia, Secretaria de Cultura, em nome de Lais Matias (nos acompanhou de perto),  às Empresas Star 1 e Bital Agro, nossa gratidão; à Norma Silva Advocacia, Flavia Celi Araújo, ao Presidente da Câmara Edinilson Moura, Joelia Reis, Primeira Dama;  às famílias de Mirian Alice Araújo, Fernanda Carvalho, Laurilene Correia, Nilma Sodré, Luis Ramos;  Miguel Massoterapeuta e  aos demais que nos ajudaram a fazer dessa  solenidade algo tão marcante e especial, nossa gratidão enorme ! Até ontem era apenas um sonho; com vossas  parcerias e tão valiosas foi possível o  “fazer acontecer”. Outras mãos estiverem presentes e deixaram suas marcas, a exemplo de Darlene Bastos (em memória)  Noemia Souza que teve presença e papel relevante em toda construção, nossos amigos e amigas  Laura Correia, Fabricia Valentim, Ruan Rick, José Antonio, Luis Veras, Gracinete, Jamilson Correia e tantos outros companheiros  cada um com suas particularidades acompanharam o crescimento desse sonho...

Segundo o filósofo Cicero “ onde se está bem, aí é a pátria”, eu mesma já havia me apropriado desse discurso sem fazer a devida referencia, “meu país começa por aqui”, e num discurso breve no dia de nossa posse , não fui capaz de dizer ou quão gratificante estava sendo aquele momento ; pela acolhida de todos, pela aceitação, por acreditarem que somos capazes e fomos , nesse dia ficou marcado também como uma grande reflexão para mim, do resgate do soldado que tornou-se Capitão, das milhares de lições; do propósito em tornar imortal os companheiros que mesmo sem extenso currículo, cada um , em sua família e para nós que os escolhemos tem uma grande história e servirá de estudo, e pertinentes provocações. Agradeço a todos, ao tempo em que parabenizo; aproveito para dizer o quanto foi contagiante a presença de cada um em nossa fundação.

Por fim, a experiência não nasce pronta, a trajetória tem inicio lá atrás, tive grandes mestres em minha caminhada, a começar por minha mãe Raimunda Sodré; Nona Oliveira, Anita Batista, Valdomir Muniz, Manoel Ramos...grata mais uma vez aos confrades e confreiras por aceitarem que o nome de nossa casa fosse uma homenagem a Professora Maria de Lourdes, não apenas porque me alfabetizei com ela, mas por compreender de sua grande contribuição em nosso municipio. E numa paráfrase singular, mulher, mãe, professora, escritora, cidadã *urbano-santense, avó da Maitê,  com a permissão de nosso Criador, dos demais membros dessa nobre casa, escrevo hoje como Presidente da Academia Urbano-santense de Letras , Cultura, Ciências e Arte- AULCA. Muito obrigada. Ousadia e limitações quase no mesmo assento, destaco a grande parcela de minha nora Naryele Rissane: Obrigada!





 




 

 


 

A graça da última palavra, dos últimos gestos, do último café...


“A
  gente é a soma de nossas decisões”, até  o dia do último adeus, é assim que começo, remonto  minha escrita. Dia 14 de Outubro , digo, há um mês, ainda estava entre nós; cada um de nós é um “ser sem previsão de manuais” ...ainda é possível ler com frequência : depois o café esfria, a rota muda, a dor cessa, a hora passa, tudo passa . Por obra e graça todos nós somos cientes disso; levantar hipóteses com ou sem medo de errar faz parte da natureza humana; cuidar das sementes porque sabiamente alguém nos alertou “não é sobre quem recebe é sobre quem semeia”. Cuidemos. Copiemos e espalhemos as boas sementes.  Quantas?  __As respostas não estão conosco.

De uns tempos, não sei precisamente, opto por essas ideias de compartilhar chá, café, mingau de milho, aqui acolá eu mesma ”apronto”,  e fica aprovado, mas via de regra, conto com outras mãos , e assim tem sido nos diferentes espaços ... em Julho de 2020 em que tudo era tão sombrio e incerto com a ajuda de minha nora Naryele fizemos um creme de frango e mingau de milho para entregarmos aos avós de nossa rua, foi uma gota , tudo pode ser uma gota, no dizer de Madre Teresa...enquanto escrevo, lembro-me de quanto éramos amedrontados sobre a grave doença! Sacrifícios!  Convivências restritas! Manifestações de apoio, de solidariedade, muita coisa acontecia ao mesmo tempo que certamente ajudaria em nossas transformações. Era fácil , bem mais fácil falar em empatia . Era seguro. Era a melhor escolha. Pois bem, e quem foi a pessoa inesquecível e mãos caprichosas com que mais essa centésima vez eu pude contar? Quem era o ser humano alegre e disponível que fazia tudo e para todos com os mesmos sabores e ofertava o mesmo aconchego? Quem esteve presente na organização da mesa posta, da seleção dos pratos, com a própria mão na massa? Quem por dezenas de vezes se colocou a disposição para servir? Quem esteve presente quando nos organizamos para o chá literário virtual em 2020, aproveitou o por do sol, e num poético inconsciente organizou o melhor espaço? Alinhar essas minhas falas e voltar há mais de vinte anos; reparar pelas frestas, os banhos de rio, as saídas, os passeios, as conversas sem discórdias, com ponto de vistas diferentes, e o amanhã nos aguardava ...

foto cedida por Janete Bastos
Era dia um em que estávamos promovendo um Café no Emporium da Terra ; o bolo de milho pronto, a disponibilidade como fazia para tantas outras pessoas , era cristã ; contei com suas mãos por milhares de vezes, nesse dia quando devolvi-lhe as vasilhas, disse-me que estava cansada, devia ser da própria rotina, mas contou também a outras pessoas ; “mulher tivesse me dito eu mesma faria o bolo, não ficaria assim... saboroso”. Eu não sei explicar, aliás, não sabemos, conjeturar depois dos fatos consumados não adiantará. Sei de igual modo que homenagem póstuma não dirime dor, não merece detalhes, não salva escritor, nem fará diferença nas vidas dos que atravessam o luto... Ficam as lembranças vivas, os testemunhos em vida, a maneira como tocou e reagiu diante de cada coração; ficam as saudades, isso e a gente busca resposta para algo que naturalmente acontece com todos os seres humanos  Conversamos, contei-lhe de que viajarei a São Vicente para o velório de meu primo Edson, foi tão rápida sua morte, era tão novo, assim transcorria o diálogo! Contei-lhe ainda que Dindinha Rosa havia estado internada, não estava bem, idosa ,      debilitada ... “pois é, indo a São Luís, esses dias,farei uma visita”, assim foi cumprido. Do terraço, avistamos as paredes altas, e alegria no rosto,  no coração de poder construir uma casa ao seu modo, ampla, “para realizar minhas festas, meus encontros”, fazemos uns planos e nosso Criador nos surpreendeu com outro. E encerrou sua participação aqui na terra, deixando uma grande marca em gesto concreto para servir ao outro, para tocar o coração de quem sempre esteve por perto...em seus status pode-se ler na manhã de 20 de Outubro “ a felicidade está nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, sinceros, ah, como Deus é bom, sempre colocando pessoas maravilhosas em nossas vidas #soufeliz”. Esse foi seu adeus, as últimas palavras, antes, do último café. Enquanto escrevia, veio a noticia de falecimento de seu Oscarlito, grande amigo, pai de nossos amigos Nonato, Lucicleia, Cleia, Zezinho... e sogro de seu irmão Jailson Bastos. Tudo é uma gota! Um sopro! Um piscar! E se não se parece comigo essa pessoa que aqui escreve, essa é a minha ideia sobre quem espalha sementes: permanece no coração. Viva está DARLING com toda graça. Obrigada por toda doação e disposição. OBRIGADA.

 

 

 

 

 

 

Preâmbulo ou percalços : o óbvio sendo dito

                                                                                      

Não se admire se um dia...” eu começar a contar a mesma historia;   preâmbulos e pretextos previsíveis são parte do repertorio de quem passa muito tempo sem escrever uma linha. Deixarei aqui um ícone: Interessante! Eu devia escrever sobre a subjetividade do
voto ou da superficialidade do fato do voto .
   Eu devia escrever outras folhinhas a mais. Essa contabilidade não importa mais.

Pois bem... Julho de 2022, relendo as legendas e olhando as lindas fotos, tenho a leve sensação de que foi ontem, trago um viés simples  , sem detalhes e embora tenha um histórico de pedaladas leves e sem muitas aventuras; esse ano, provocada e incentivada bastante pela amiga Dulciane Araújo, no mês de aniversario dela, comecei uns treinos para acompanha-la . Treinamos, fomos ali na estrada que liga a Barreirinhas, até   o Povoado Vertente, fizemos as fotos nas máquinas, na passagem do rio, tomamos banho. Sondamos a quantas a andava a construção da estrada.  Foi um sonho bom ! Botando aqui a roupa do Pilates , indo perto de gente linda, ficando linda;  outras aventuras foram acontecendo. Para cada percurso novo, o entendimento de um desafio ; de uma feita fomos até ao o Sitio João Ivo, na estrada de São Benedito ...  pedalar deixam marcas nada convencionais; é um acertar as contas consigo mesmo/a para sentir-se mais empolgante e abrir espaço para novas astucias.

Talvez eu não siga a ordem cronológica, nem mesmo pretendo transcrever todas as sensações porque são inúmeras , pelas minhas contas o percurso mais longínquo para o qual fiz foi ao Povoado Surrão, saímos de casa às 5:00 , ainda turvo, divagar nas estradas ; parando num canto ou noutro para fazer o registro, bebendo um gole d água , enxergando outras cores pelo percurso ; ouvindo depoimentos, apreço pelas contrarias acomodações ; recebi incentivo logo dentro de casa : até o Surrão é longe, será de dar conta de ir ... fomos ! Nesse dia, com um carro de suporte , levamos um café da manhã reforçado, tomamos banho, fizemos vídeos , altas risadas , performances. A vida sempre nos chama para algo lá fora  , nos dando  a chance de continuarmos enxergando por mais perto de nós mesmos.  Historias inesquecíveis tenho extraído de minhas idas aos pedais , no retorno do Surrão, dei conta com minhas próprias energias ate o Povoado Fortaleza, admirada, pedir pra sentar um pouco e voltar no carro de apoio. Na verdade , aleguei que seria por conta da hora.. quase dez horas da manhã... Solidariedade, e gente por perto me esperando foi possível contar. Chegando em casa, tantas memorias e admiração! Pedalar é um exercício para a mente, uma tarefa que como todas as demais fica tão divertida quando encontramos outras energias, outras mãos, outras vozes. A mente se renova, ouvi um pouco dos depoimentos da Dulciane, envolvendo a saúde, contei sobre os meus ... a amiga Maria Gomes veterana e grande incentivadora disse logo “ pedale todos os dias , e deixe de lado as medicações.” Tenho seguido esse ritmo; as sequelas do COVID não são poucas, minha mente se amedronta em ouvir falar em casos graves de ansiedade e de depressão. Faço um pedal. Antes, passei uns dois meses na bike emprestada de minha irmã Soraya, em Setembro fui agraciada pelo incentivo de meu filho com uma nova bike! Que alegria ! Ele se parece muito com meu pai : tem que cuidar, zelar, limpar rsrsrs. Temos fotos lindas , registros maravilhosos. Um outro cafezinho da manhã ali no Povoado Vertente, água linda, corrente, tempo bom... nesse dia Amanda e Vanessa ficaram um pouco pra trás por conta da bike, pois é, as maquinas dão problemas, faz parte da aventura.

Ao decorrer, nos demos conta de que outras pessoas já tinham rotinas de pedaladas , grupos maiores, menores, históricos de grandes aventuras, fomos organizando nossos roteiros, ida ao Povoado Pau Ferrado, com um delicioso café da manhã ; lá com direito a banho; fomos ao povoado Sapucaia , direito a café , banho e pescaria, a amiga Nevinha levou seus instrumentos e pescou de primeira; no retorno uma batida entre ela e Soraya causou leves ferimentos; ponderações e cuidados a parte , chegamos em casa são e salvos ... antes aquele cansaço natural, na chegada da cidade . Aqui faço uma reflexão e a amiga e enfermeira Layde Ramos pode responder : minha saúde sendo testada ou sendo alimentada ? Façamos as escolhas.

 

Em Setembro participamos do Ciclismo da Natividade um lindo momento,  grata a Nossa Mãe por tantas maravilhas e cuidados; fizemos um percurso dentro da cidade! A sensação, associada à vontade de pedalar todos os dias e avançar em quilometragem é tão boa! É a continuidade que nos iguala ou nos individualiza , como lembra a amiga Dulciane “cada um tem seu ritmo , seu tempo, sua predisposição”. Organizamos um Pedal do Professor com direito a carro de som, acompanhamento da Guarda Municipal, fotógrafo, encerrando com café da manhã no Espaço Reviva. Viva  !  Viva ! Pedale! Tropece ! Volte a pedalar, para cada incentivo em que recebo, uso o dobro para incentivar . Final de Outubro , participamos do Pedal Outubro Rosa canal de incentivo e cuidados para com a mulher , promoção das secretarias do município , uma parceria saudável , proposito maravilhoso. OBRIGADA ao Criador do Universo, obrigada por todas as condições por que passo e me dou ao prazer de pedalar. Obrigada a todos ao meu redor pelo incentivo diário ! Obrigada às parcerias , aos empurrões e puxadas . OBRIGADA! Eu já vou me despedir, antes, dizer que fomos até a linda Praça da cidade de Belagua... me despeço agora , há dias não pedalo e todos os dias repito para mim mesma : aNILME-se ,todas as manhãs a vida te chama com algo de novo lá fora.







Há dez anos... a dez anos: “escrever para compartilhar conhecimento”

 

No momento em que quase tudo chega tão rápido aos nossos olhos e aos nossos ouvidos , em que as mobilizações populares não necessariamente precisam de panfletos, de pasquim jogados nas portas , de folders de amadores, momento  em que temos a grata satisfação de obter informação tão precisa e real quanto aos feedbacks , opto por rever minha escrita de dez anos e conjeturar quão implícita estará minha escrita daqui a dez anos; minha  leitura de hoje é de celebração, tímida bem verdade , portanto não caberá a mim tecer comentários, cabe primar pelo contínuo desejo de que há mãos dispostas, há terreno fértil, há potencias e a multiplicação grandiosa de muitos conhecimentos. O florescer seja de qual planta for, dá aos cultivadores a clareza de que o fruto vem, é assim com a terra ...Os frutos virão!

Dedico essa minha escrita ao meu pai José Lourenço Sodré (em memoria) e a minha mãe Raimunda da Silva Sodré, a eles devo toda minha trajetória e todas as superações; quando releio minhas escritas entendo que não há uma única epígrafe que possa me descrever, e não precisa; não me considero cronista, tão pouco sou contista, na escrita uso da liberdade dos paradoxos para escrever em prosa ou poesia. Tanto que hoje a ideia é pronunciar o pulsante vetor do mês de Junho, nosso mês começa com o aniversario de nosso irmão Robson , fomos lá celebrar e comemorar com outros irmãos ; uma recepção calorosa da família dele , fizemos nossa singela confraternização; retratos, memorias, o espirito em expressão e lembrança de nosso pai fez com que apreciássemos tão bom momento, dos ensinamentos de quando éramos adolescentes, na ousadia de seguir as modas , papai nos alertava diariamente “nossos amigos estão em nossas casas”, com eles sim contaremos em todas as horas ; no mundo real há exemplos , há uma história que li há décadas, penso que sobre Guerra  conta  que o garoto oferece seu sangue para que uma garota que era sua amiga não morresse , sem quaisquer inquietação significado e significante ganham desvelo do tamanho do sentimento de cada leitor. O pensar é infinitamente livre. Presenteio-me com uma escrita, promovo a leitura não com o mesmo equilíbrio com que desejei escrever, olho com serenidade para cada escrita, clareio as ideias , troco a data das homenagens e reporto-me para o recado de um leitor meu : “ enquanto isso quantas linhas mal escritas , grafias equivocadas, ora, ela também erra”. “Somos feituras humanas”.

Em Abril desse ano, fez um ano da partida de nosso pai, fez um ano de que fui acometida com o COVID/19 e eu mudaria todo rumo da historia se tivesse que falar sobre esses dois acontecimentos, chorar  com minhas abstrações não resolve , devo  decretar  otimismo e positividade porque venci, alguns reflexos da ansiedade me afetam, nada que seja contagioso, mas troco todos por gratidão e fé . É Junho! Nossas festas, aniversário da linda Maitê, mês do aniversário de nossa cidade, “a terra prometida”, terra que acolheu nosso pai no final da década de 50, terra claramente maravilhosa de se viver; nesse mês nossa família foi acolhida com o convite de Prefeito Senhor Clemilton Barros com a indicação do nome de nosso pai, na sala do Posto do Detran/MA , inaugurada dia 09 , estávamos lá bem representados; fizemos do livre acesso, uma página do livro. Nosso pai, não seguiu carreira militar, (ele pediu para sair) esforçou-se para que não se mantivesse apenas “no pão e no k-suco”; honrou seu nome de soldado e construiu uma grande historia ao lado de nossa mãe , essa homenagem nos encheu de orgulho e de alegria; nos fez sentir o quão valiosa é a condição da escolha; em nossas memorias e  lembranças ele é presença viva ; ademais  o fio condutor  de minha  “crônica” não traz resquícios de outras histórias , trago sobre presente, minha prosa traduz para mim sobre sensibilidade e não apenas a minha , há outros mensageiros com as mesmas exclamações.

 E porque todas as coisas findam revejo todos os meus “pensares" para cultivar discernimento e compreender que em meu cotidiano há riquezas demais; de prenúncios, de contribuições, de conquistas, de expressões e de identidade. De todos os tempos “foram


muitas mãos”. Desajeitada com a sensação de que com minhas narrativas posso “contar” em  ser escritora, melhor assim, cantando desafino demais e não aprendi fazer contas , sei parcamente de equação. E assim todas as historias um dia desses me encantavam, uma grande maioria daquelas que li, e mesmo de algumas que escrevi... de ordem do lar e da canção de nosso Maranhão, em nosso mapa está nossa cidade   “ todos cantam suas terras e bem que cantarei  a minha, “modéstia à parte , seu moço nossa terra é uma belezinha”, não tem graça contar tudo ,” só se vendo pode crer”. Tanta coisa que podia dizer, e minha mente fértil aguarda a primavera, sem regras, sem filtros, sem segundas intenções ... tudo é cultivo. Ecoa o ensinamento da última palestra do escritor moçambicano Mia Couto , nem sempre é sobre o escritor é sobre a escrita , e quando a noite findar: PRIMAVERAREI.

 

 

 

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