Nesse mês da Mulher minha voz vem através da Rita de Cássia filha da Madalena , e
para começar , minha tentativa não definirá os aspectos que envolveram o fato
nem ao menos será assunto finalizado após
minha escrita . O convite é para reflexão. Afinal eu mesma começo por mim com as seguintes
perguntas : Quem sabia um pouco sobre a historia da Madalena ? Quem a via
passar pelas ruas da cidade e nalguma vez lhe estendeu a mão? Quem se preocupou
se ela voltaria para casa para dormir, se teria abrigo ? Quem de nós dedicou um
pouco de seu tempo para propor que ela
obtivesse outra escolha?
Essa sensação me inquieta , e aqui trago algumas passagens compartilhadas por sua filha Rita: Madalena é filha adotiva de dona Neta desde dois anos de idade , estudou nas escolas de Urbano Santos, concluiu o Magistério e tão logo tenha concluído foi para o município de Belágua, trabalhar no Povoado Deserto, por lá conheceu Alberto Bezerra, formaram família, e passado dois anos engravidou de Maria de Fátima, depois veio Rita de Cassia , casou-se oficialmente, esteve atuando como Professora na rede Municipal de Urbano Santos até então não apresentava sinais de transtorno , fez concurso para Serviços gerais, mais ou menos pelo ano de 2020, começou a apresentar depressão em alto grau, em 2022, surtou, tendo que ser levada ao psiquiatra; ao que ele recomendou medicações curativas... aos poucos , sem querer mais atender foi deixando de tomar as medicações ... Madá, Madalena, Maria Madalena é daquelas criaturas que aos poucos vai ficando órfã, vai dizendo não para os medicamentos, vai deixando de acreditar na humanidade; viu pelos seus próprios olhos , sua mãe biológica em surtos e sem ao menos ter acompanhamento médico; até que veio a óbito; passado algum tempo, para sua trsiteza, viu seu pai queimado, vitima de uma raio no Povoado Deserto, tudo isso pode ter comprometido ainda mais a saúde mental da Madá
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| foto: Rafael Totti |
E passados esses anos, percebendo-se incapaz
de reagir, começou a ter mais crises de surto. Madalena que foi cuidada e tão
bem acolhida por dona Neta, é sua filha, essa é a verdade, parece que regava
seus caminhos com suas próprias lagrimas e dores, aos longo dos dias e dos anos
sua realidade era pública mas foi ficando invisível para todos nós , tinha
conhecimento, havia em sua rotina momentos de lucidez, ocupava seu lugar e por
vezes, chegava o horário da missa por exemplo, e lá estava ela, adentrando ou
antes , pedindo que a Fatima ou Rita que lhe tomasse “a benção”. Poucas vezes a
vimos importunar alguém , porem há informações de que já fora contida em alguns
locais por agressões .. e trago pois grifo meu : de quem será a
responsabilidade de cuidar dos doentes mentais quando eles mesmos não se
responsabilizam pelos seus atos? E essas dores silenciosas com omissão de todos
os lados trazem vitimas que guardam sofrimentos invisíveis durante anos . Essa
minha história não é ficção , é um olhar sobre uma fatalidade que chamou a
atenção por muitos dias, escutamos algumas vozes, e, depois todas silenciaram, em sua maioria , a
pressão por justiça e um chamado sutil
sobre a saúde física e mental da Madalena ... foi uma fatalidade, e essa
história, também fala de reconstrução; não apenas das ajudas financeiras, dos
apoios morais, da presença e apoio emocional , da entrega e do caminhar junto
para que as famílias sintam o fortalecimento e os corações mais leves
.
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| foto :Rafael Totti |
Madalena
,Regiane Batista, Natalia , Maurilene, Rita de Cassia, Fátima, dona Neta que ecoe em seus
corações o encorajamento do amor ilimitado de Deus. Que reine a paz entre os homens. Tudo será remanso, tudo passará. INSPIREMOS OUTRAS
MULHERES. SALVE, SALVE MÊS DE MARÇO!
















