Professora Lourdes , até aqui quantos doutores?


 


 Mês de Maio, mês de Maria de nossa Mãe que tem nos dado a mão nas travessias ... e  até aqui quantos Josés , quantas Marias partiram para o plano Celestial? Vivenciamos a intensidade de dias de dor, de tristezas, de saudades, de ansiedade, dias seguidos de luto, mas todos recompensados pelo amor de Deus com boas e bonitas lembranças;  cada um que nos deixou abriu uma lacuna em nosso coração, deixou uma marca. Na data de hoje em meu nome, em nome de milhares de pessoas que foram alfabetizadas, em nome da Ordem Terceira Secular, (Franciscana) devotos de São Francisco, em nome das centenas de profissionais da educação de nosso Munícipio, deixo registrada minha homenagem.

Professora Lourdes foi professora leiga de muitas gerações, a primeira turma do antigo Ginásio contava com ela pra tirar muitas dúvidas, foi a luz, foi a mão estendida, a critica literária, antes mesmo de sua formação, conjugar de cor e salteado em tempo e todos os modos. Quem ousaria desafiar? Morou por mais de uma década em São Paulo e quando retornou carregava no VERBO  e poucos de nós dávamos o devido valor !   Urbano Santos deve reverencia para com seu nome querida Professora Lourdes ... Tive a dupla honra de ser sua aluna por quem fui alfabetizada e sua colega de trabalho. Passamos no mesmo concurso em 1992.  Em 2007 , na escola Chagas Araújo organizei sua festa simbólica e cheia de carinho de seus 70 anos! Quanto de alegria e satisfação sentiu naquele dia, na ocasião pude dizer do quanto eu era grata pelas lições e os necessários puxões de orelha. Acompanhamos de perto sua lida até quando em 2015 participamos com você da Formatura  de seu filho, Enfermeiro Maycon Soeiro, a vitória chegou e você não cabia em si de tanta satisfação. Quanta alegria! Era seu maior orgulho. Mas somos testemunhas do quanto amou e preservou a amizade e carinho de todos os sobrinhos, deixa um espaço em branco em todos nós, nos irmãos de  sangue, nos irmãos da ordem Franciscana,  com quem compartilhava os momentos de oração e doação, era uma presença notável em todos os campos. Deixa lacuna nas escolas por onde contribuiu, deixa um espaço no coração dos irmãos em Cristo. Quando nos falamos ainda na ativa, eu dizia Professora , se aposente! Que nada ainda posso contribuir. E sua vida fez-se doação entre nós! Quando soubemos de sua internação, eu estava em recuperação, e soube igualmente de todos os cuidados e atendimentos , estávamos confiantes de que retornaria para nosso meio, até,  que o quadro se agravou e não resistiu ... Ficamos todos mudos e muitos tristes! Esse inimigo  maldito que tem levado tanta gente querida , veio traiçoeiro e lhe atacou ...


Assim nos diz a escritura, “Enquanto estamos tristes por causa da morte de um santo, o Senhor está se regozijando. Em uma certa ocasião, o Senhor orou dizendo:“Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste” (Jo 17:24)

Professora Dulciane escreveu em sua página “alfabetizou a maioria dos médicos, engenheiros, psicólogos , advogados, professores, assistentes sociais filhos de Urbano Santos, sua historia será lembrada por todos nós”. Seu nome , sua historia, seus ensinamentos nós os contaremos.Ficamos tristes com sua partida, e mais entristecidos ficamos quando da chegada de seu corpo na cidade, quase todos dormiam. Era madrugada, um silencio na avenida, em todos as ruas, era um cenário de luto, o cortejo passou na porta do Chagas Araújo uma das primeiras escola em que você contribuiu, depois uma paradinha de um minuto na porta de sua irmã Raimunda e seguiu para sua morada final. 

A noite do dia primeiro de Junho anunciava sua chegada ao céu  e nossa tristeza . Em sua partida na conversa ali na praça, até aqui quantos doutores, professora Lourdes ?  E para não ficar em falta, e nem lhe colocar falta, em  tempos de pandemia não é permitido : Professora MARIA de Lourdes, PRESENTE ! Calei-me! Foi nosso adeus, nossa palavra final!  Descanse em paz ao lado do Pai! Conforto ao nosso Coração!

 

Missa de Sétimo dia de Professora Maria de Lourdes

06 de Junho de 2021

 

Vem pra cá José, Capitão ... “O Senhor te Chama”

Exemplos de Amor e fé
Era uma tarde de chuva quando ele partiu, todos os dias eram lindos porque ele sorria, e naquele dia 30 de Abril, era dia de comemoração, de aniversários, de lembranças e tantas gratidões  ! Queria poder retomar minhas escritas com uma boa reflexão, com uma indicação de novas leituras, somente afirmações saudáveis de como me curei da COVID,  algo que pudesse prender a atenção de que a lê. Mas no que tange à escrita desde já sou suspeita, e como dizia meu pai, “ dons mediúnicos” ou sobre profecias só mesmo o Jeremias.  Esse ano, em Julho mais precisamente faria oito anos da queda física de nosso pai, nossos esforços nunca foram em vão, por onde passou nos Hospitais Públicos sempre fora bem tratado, depois, em São Luis, conseguimos inseri-lo no Programa Melhor em Casa.  

nossas mãos não ficarão
vazias
Na tarde do dia 20 de Abril quando os sinais vitais de meu pai já não  eram perceptíveis, o médico do melhor em casa, ali já nos disse que chamar a ambulância podia ser muito tarde, “cuidem para que não haja intercorrências” mas José é forte  e Maria nossa mãe, cheia de fé, arrumava as coisas pessoais , os medicamentos, sabia que ainda não era a hora final . Na confiança fomos para o Hospital, e ficamos por ali, ate umas horas da noite quando o medico nos disse que naquela noite ele ficaria na Semi UTI .  Dia seguinte retomamos para fazer os plantões, até que na noite de  Trinta  o Senhor o chamou: vem para cá Capitão Sodré, alegrar o céu! Nós nos entristecemos, choramos, nossos lares perderam o encanto; o Margaridas, a Rua da Graça empalideceram com sua partida! Nós choramos tristes porque é da natureza humana; mas quanto de suas alegrias, de seus ensinamentos, de suas lições, de suas palavras e gestos concretos em nossas vidas e na vida de outras pessoas! Lembranças maravilhosas! Orientações para a retidão, nos dizia com muita frequência “ não basta aparecer sem ser”.   Testemunhos de lealdade e fé. Testemunhos das dificuldades que passou na infância e adolescência, não foi em vão sua passagem, meu pai! Foi em vida um grande exemplo para nós, deixou a farda por conta de perseguição politica, mas não perdeu o brio. “ Combateu o bom combate, acabou sua missão e até último segundo guardou a fé.”  Por aqui ainda deu tempo de encantar-se com  Maitê , por vezes ela mesma foi a fonoaudióloga, outras a fisioterapeuta, a médica do amor; o diálogo fluía, tudo era graça, par todos nós, encantou-se com as visitas de rotina do Theo, apenas trocavam olhares.  Imagino meu pai, nosso pai, chegando ao céu; deve ter sido uma festa.  Nós só temos a agradecer a DEUS pela caminhada  , pela missão que cumprimos juntos, pelo privilegio de ter tido um pai tão amoroso e cuidadoso com filhos , netos e bisnetos. Nós só temos a agradecer a DEUS porque nos fez entender que as nossas vidas precisam ser de doações e de solidariedade.  Obrigada às orações de fortalecimento de nossa mãe! “O normal é que a dor de teu irmão também te abata, assim nos dizia”! Obrigada a todos os  corações que juntaram-se aos nossos pra nos encher de força e esperança ! Obrigada aos nossos irmãos, a nossa mãe, aos nossos filhos,  aos nossos tios, aos cunhados, aos nossos primos , aos nossos amigos...  A vontade do Senhor é soberana e por mais que sintamos saudades , nosso coração se acalanta em saber que estás em paz. Nosso pai era carismático, personalidade marcante, sempre havia uma palavra de incentivo, quer fosse para nós mesmos, quer fosse para conhecidos e amigos . Foi nosso herói, um santo homem, um apaixonado pela  vida . Não se deixava abater ...  E nosso bom José fez sua última viagem no dia de São José operário, de quem era devoto. Nas horas de oração, no final da tarde, todas as vezes lembrava-se de São José  ! E eu teria páginas inteiras para contar sobre as alegrias, os orgulhos, missões , doação,  solidariedade , tanta coisa que aprendemos com nossos pais, mas o Senhor o chamou,
 José..

Marias 
E nosso luto se misturou a tantas outras dores, juntou-se a outros irmãos que no mês de Maio perderam filhos, pais, irmãos, amigos; e nosso luto foi de provação , logo dia 05 de Maio nosso sobrinho Victor nos deu um susto, teve que fazer uma cirurgia às pressas, depois do seu Sétimo dia, tive um mal estar, febre e dores no corpo, fui fazer o teste, estava positivo para Covid, e quando visitei o médico pela primeira vez, ele disse que eu não podia chorar. Como não chorar!?  E fui sendo fortalecida nas orações, nos cuidados de minha própria casa,  nos recebidos carinhosos: do café da manhã, da água de coco, do caldo de ovos, da sopa,  do almoço, do bolo, do mingau de farinha, do chá, do mel, na consulta com os Médicos,  na viagem para fazer o exame.  Muito grata a Deus porque não nos deixou sós, depois de mim , todos estavam doentes, exceto Maitê. E ali no quarto, ora a dor da saudade , ora a dor da doença, o abatimento emocional aumentava com as noticias de quem partia por conta do vírus , nosso querido amigo Raimundinho do Arrocha, lutou e não resistiu, e tão jovem foi também a querida Darlene Abtibol, e nossas lágrimas não secariam assim, e antes que eu tivesse alta médica , pelo vírus foi o irmão José Altanizio! Quem consolaria quem? 
   
da lição para a missão

                                                                E nosso luto, já era coletivo . E no dia do velório de meu pai, nossa tia nos lembrava dessa passagem “Senhor, permite-me que vá primeiro enterrar meu pai .Mas Jesus respondeu: Segue-me e deixe        que os mortos enterrem os seus mortos ; tu vais e anuncia o reino de Deus” . Entristecidos  ficamos com a partida da nossa companheira Professora Claudicéa Granjeiro, pessoa forte e tão querida cidadã de Belágua.  Antes de concluir, lembrei-me da história de José do Egito de suas visões e previsões e o Senhor, meu pai, nos dizia de outra forma “ quando a gente tem, lembrar-se de quando não tem”. E eu já estava sem palavra para encerrar minha crônica, quando soubemos da viagem final de seu José Pereira, pai do Professor Raimundo; tão logo essa nota; a profunda tristeza da partida precoce também pelo vírus da Nelcilene  Abtibol, a Nilcinha; e pra engasgar a fala, para calar ou protestar a sala, nossa tão querida Professora Maria de Lourdes foi chamada  e não faltou...Foi a triste partida.  Por aqui em nosso egoísmo nos abatemos e ficamos tristinhos, e o céu ganhou o Capitão, o Irmão, o Cantor, as Princesas, o Rei, a Cidadã, a Rainha, a Professora... e se até o último dia eu tivesse perguntado e como é meu nome: Coração e pulmão enchiam-se de orgulho:Professora Nilma Sodré!Nem oito nem oitenta, oitenta e oito, porque não é em nosso tempo! Obrigada ao nosso Deus pela missão na terra de nosso pai. Obrigada por nossa recuperação!José nosso pai, nosso filho, nosso irmão... saudades e gratidão! Rimos e choramos em nos lembrar das tantas chances que nosso Pai do céu nos deu. Não queremos nos perder no caminho! Estamos em paz ! Estejam em paz!


 


Recados dados: sinais visíveis e anotados


 

Estou com um escrito em meu caderno de rascunho há alguns meses, nele falo da subjetividade da foto, do fato... não publiquei porque não considerei nele nenhuma utilidade; deixei-o até que no decorrer dos dias em encontre mais motivos para publicar! É apenas uma dessas inquietações que rondam e a gente na precipitada atuação de escrever  pensa que “estamos certos”. No entanto, que importância tem trazer isso à tona por esses dias? Com quais respostas devo está pronta para as perguntas elaboradas e sutilmente já completadas? Nesses mais de dez anos de escrita, em que dou ou recebo meus recados, o que escrevo é apenas uma gota e  nem se compara com o testemunho de Madre Teresa !

Enquanto isso os recados vem sendo dados, em todos os tempos e espaços, nos campos de atuação e encenação, “ nas escolas, nas ruas, nos campos, nas construções” , nos bares, nas praias, nos trânsitos, ainda nas eleições ( aqui os homens de gravata mandam) e não há mais  tempo suficiente para consertar aquilo que não foi idealizado, é daqui para frente; conviver com as virtudes e as possibilidades   porque o paradoxo resume-se na  palavra aglomeração. Parecia que estávamos todos em paz, no controle remoto dos próprios homens, até que fomos convidados a entender o ensinamento  trazido pelas Escrituras  existe um tempo certo para cada coisa, um momento oportuno para cada propósito debaixo do sol ! Lembro que em Março de 2020 quando o mundo inteiro admitiu que havia uma pandemia invadindo os Continentes, e a Organização Mundial de Saúde declarou  estado de calamidade pública, de lá para cá, todos os Canais traziam noticias assombrosas, números avassaladores de vitimas fatais, de contaminados e de suspeitos, da ausência de insumos básicos, dos descasos e do possível caos que podíamos enfrentar ! Isolem-se ! Confinamento já! Distanciamento Social! Máscara! Quarentena e tantas outras palavras somaram-se ao nosso “trivial vocabulário”.  Em minha escrita, nesse mesmo mês, (ano passado)  fiz relação com o filme Ensaio sobre a Cegueira,  nele a metáfora implícita da falta de visão do homem que não enxerga aquilo que prefere não compreender, inclusive a si mesmo! “Pegar a visão” como dizem os mais jovens sobre a proliferação desse vírus tem sido árdua tarefa.  Atravessamos o ano inteiro nesse ensaio, aliás, um  parte do ano, por mais solidariedade, por pessoas mais empáticas, por um mundo mais humano, pregamos tanta coisa em forma e conteúdo para que ganhassem vidas e de fato fossem inerentes às nossas presunçosas condições humanas. Todos ecoamos  vozes de otimismo, de esperança, de fé; desejosos de que houvesse um trajeto mais seguro, uma caminhada menos dolorosa,  orientando através de medidas protetivas, massificando o uso de EPIs, sinais visíveis de que os flyers  estão sendo anotados, clamando por um “se houver amanhã” , com a sonhada cura, prepotentes como se ele nos pertencesse.  

foto cedida Blog Aconteceu
virou Noticias




No entanto, os recados continuam sendo dados, através dos grupos de whatsap, pelas redes de transmissão, endereços de email, nos perfis de facebook e instagran , tantos outros aplicativos úteis e necessários, nos canais televisivos e nada mais chegavam ao destinatário  atrasado, porque nos foi dado a condição de remotamente;  ganharam mais espaços nas mídias e em nossas vidas, os momentos culturais:  os poemas, as canções, as lives solidárias, os deliverys. Sim, e a gente parou para ver que há muito tempo “ o mundo estava ao contrario” não havíamos reparado , porque estávamos ocupados com nossas imperiosas vontades! Quanta arrogância ! Quanto ódio difundido! Quanto egoísmo! Crescente ganancia pelo poder! Injustiças! Calamidades crescentes  entre nós, e isso era normal?  Os  recados das maneiras mais distintas  vem sendo dados, os destinatários não acessam com frequência suas “caixas de entrada” deixam passar em branco! Ainda bem e em tempo, muita gente passou a usar as mãos, na arte culinária, no cuidado com as plantas,  com as mudas e com os frutos; nas costuras, nos crochês, nos tricôs, nas aplicações e ponto de cruz; nas elaborações de poesias, na composição de novas músicas, novos canais, nas tecnologias! Reinvenção! Clichês! Adequação! Sugestão!  Composição! Diálogo! Construção! Clichês! E assim, “ no dia em que terra parou” houve um combinado , vamos permanecer  de “ mãos dadas” até tudo isso passar ! E não passou! O homem sonhou, e demasiadamente toda arrogância voltou, quiçá na mesma proporção do vírus ! 

 E assim, nós aqui de nossa janela podemos ainda Graças a Deus presenciar que  “ a cura está no coração” são oito anos de um pulmão totalmente enfraquecido, da imobilidade física, da ausência de voz,  indo e vindo nas visitas e de plantão, aqui não tem vale tudo, porque vale a sensibilidade das Marias mães e irmãs,   porque o que vale para  nós é a presença  de um coração amoroso  que  deixará um testemunho imenso e de lições numerosas , “o combustível esta caríssimo e é tão pesado abastecer... mas é muito mais, empurrar um carro”. O que isso tem a ver com essa onda de pandemia, contaminação e tantas restrições? Há exato um ano, perdemos amigos, perdemos parentes, outros tantos ficaram com sequelas, perderam empregos, não tem “o pão nosso de cada dia”; o que isso tem afinal a ver?  Tem uma gota, e se cada um fizer a sua parte voltaremos com a mensagem de Madre Teresa  “o que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor”,  que a gente consiga proliferar o bem, pelo caminho da sensibilidade, humanizando e inspirando pessoas , porque de apontamentos de pedras, de  dedos e de armas , não é esse o recado que eu quis. Cuidemos enquanto há tempo para que não seja tarde demais para a reprovação! Recebidos com sucesso, de onde estou ...

 


Erguer as mãos e agradecer : e não é lugar comum


 

Já venho fazendo isso com muita tranquilidade desde que iniciamos o novo ano, mas a partir de hoje, entro literalmente no processo de transição para recomeçar e com o comportamento que a condição humana me permite de que no processo, o desejo de muito êxito e grandes conquistas para quem assumir a pasta da Educação em nosso Município ! Escrevo baseada no principio da gratidão pela oportunidade, Grata a Deus ; e  com as particularidades à Prefeita Iracema Vale, ao seu esposo Herlon Costa, aos companheiros de militância, Clemilton Barros, Raimundo Santos, Iran Avellar, Julia Almeida, Wilson Souza, Paulo Costa, e toda a Câmara de Vereadores pois através de todos foi possível a aquisição de mais valores pessoais e profissionais, certamente por mais difícil que tenha sido lidar com os desafios, encerramos com muito mais crescimento, com mais empatia.

Muitas coisas boas aconteceram, muitas conquistas coletivas, oportunidades e motivações para outros companheiros, experiências compartilhadas, “administração de egos”, equilíbrios, dificuldades e muita serenidade, assim defino esses anos na Secretaria de Educação , e quando eu não colocava em prática minhas palavras , porque para todos nós  “ dizer não é fazer “; acompanhei a alegria de quem podia compartilhar sua própria experiência. Não é unidade, tão pouco consensual entre todos os trabalhadores de educação, mas foi em nossa chance que tivemos mais condições de voz, de nossa vez alcançamos  mais pessoas; não somente na construção de paredes, porque saímos de taipas ( e são muitas), porém no acesso e construção de pontes : em motivação profissional, formação, graduação, cumprimento dos direitos, sensação de que grandiosa foi nossa contribuição.   Todo ambiente é desafiador, como diz um amigo  “ fazer  poesia é mais fácil”, guardo essa lição, no entanto posso dizer que a busca pela qualidade é constante; e não a fiz sozinha; em todos os meus descuidos da função, repetia aos quatro cantos: sou professora, e a responsabilidade desse trabalho e de resultados é de nossa equipe  ! Ganho os mais diferentes e estranhos apelidos, outros nomes; alguns até desqualificam meu trabalho, proliferam a discórdia; no entanto descarto mensagens e opiniões pessimistas para acatar somente a daqueles que nos dizem que o “terreno está fértil, deixamos boas sementes “! Assim eu mencionava minha antecessora professora Ivanildes Marques quando eu a substituir.    “Deixe a pasta com a sensação de dever cumprido”;  disse-me uma colega; de outra mensagem “ cumpriu sua missão com sabedoria”;  “ ficaremos com muitos aprendizados”  alegra-me outra colega; são centenas de mensagens alegres e de gratidão  de quem me viu passar, de quem me estendeu a mão. Não será diferente: agradeço .

Não tratarei de problemas, nem farei comparações,  trago comigo as anotações do cotidiano, as lembranças alegres, os risos espontâneos, as  importantes chances de viver e conviver , as particularidades dos “sim” e as tantas vezes dos “não”; sairei outra pessoa! Agradeço o carinho, a dedicação e respeito com que todos de nossa equipe me trataram, cada um aos seu modo, em seu campo de atuação dar orgulho para nossa profissão; agradeço as deferências dos meus amigos gestores de escolas; aos amigos coordenadores, aos professores, a todos os profissionais de educação, aos alunos, aos pais de alunos, é enorme essa responsabilidade!  Agradeço a todos os demais colegas Secretários, em nome de nosso Prefeito  Professor Clemilton Barros a quem desejo êxitos e uma gestão promissora ! Não citarei todas as nossas realizações, mais uma vez direi que não as fiz sozinha, todos, nossa enorme equipe que é competente e compromissada é protagonista nessa história ! Guardemos as conquistas na memoria e não são poucas : Francinete Borges, Aldineide, José Reginaldo, Francenildes, Vagneia, Joerbson, Agliberto, Bia Simões, Aline, Clesia, Nonny, Gracineth, Joelia , Daiane, Gracilene, Laura Correia, Laurilene, Lucivania, Jordania  Weryson , Vilccileide, Graciely,  Murilo, Soraya, Mônica, , Jorlane, Manoel Santos, Kaio Sousa, Marcia, Mirian, Luis Veras, Brida, Raimundo Nonato, Naryelle, Dulce ! Há outras conquistas esperando por nós, e sei que nosso município estará mais uma vez em boas mãos e teremos muito orgulho de continuar fazendo parte; o significado dessa transmissão de cargo não se resume ao fechamento de ciclos, pelo contrario, encerro essa minha manifestação não como despedida, mas com as saudações de que a próxima pessoa gestora da pasta  consiga registrar enormes vitórias. Proteção em nossas vidas, sabedoria, serenidade, deixo meu abraço em todos e todas, minha gratidão. Foi uma experiência rica , e grande satisfação ter participado dessa gestão !Obrigada  Prefeita Iracema Vale !Obrigada Vereador Edinilson Moura ! Obrigada Prefeito Clemilton Barros!


Feliz Natal, um Ano Novo de felizes realizações!
                    

Abraços fraternos

Professora  Nilma da Silva Sodré

 

  

Cem dias, sem datas ... “ tecendo manhãs”


A vida é como um trem há sempre um lugar vazio deixado por alguém”  temos repetido ou ouvido essas expressões mais vezes , um passageiro de longe, de mais perto, uma pessoa especial de nossa vida,  tem  sido assim.. há dez anos, por exemplo, em Maio, fomos acordados na madrugada com a triste noticia do falecimento de nosso irmão, era sua última viagem; em minha cidade estávamos eu, meu filho, meus pais e fomos avisados através de um policial amigo . Por que não avisariam aos meus irmãos que tem domicilio em São Luís?  Em que estaria envolvido meu irmão para que fosse morto a tiros daquela forma ? Tantos porquês e nenhum deles tiveram respostas e dentro de nós viraram cálice... Não havia o que ser questionado.  Naquele ano, havia dez anos que meu irmão estava  “ a serviço” de um Secretário de Estado , sendo que  naquele ano, estava exercendo o mandato de Deputado !  Em que isso faria diferença? Com que apoio contaríamos para averiguar em que circunstancias nosso irmão fora assassinado? As evidencias falavam por si sós,  via de regra,  seria mais um homem, um policial executado, uma operação litigiosa, comando equivocado,  e no final virou uma estatística; para nós: um filho amado, um pai idolatrado, um irmão querido, um cidadão... Sim, nosso irmão foi executado e nunca houve explicação sobre o caso! Há dez anos!
Sempre que volto a escrever sobre esse assunto, mesmo depois de tantos anos ainda me vem a memoria o momento fúnebre, a triste despedida, a indignação, as controvérsias apresentadas, não tivemos como apresentar contraprovas, depois, é fato que passei a aprimorar meus pensamentos, em lugar das constantes raivas sobre a barbárie, dei lugar às lembranças bonitas, ao comportamento de gratidão; substituindo as tristezas pelas saudades de alegrias, de conquistas, muita coisa boa continuaria viva dentro de nós! E é bem mais aceitável que nosso irmão tenha morrido por nós, e outra missão nos seria apresentada. E nosso  mês de Maio começou como os demais, mês de nossa Mãe  Maria, nossa protetora, e há quase cem dias estamos nesse embate , sem saber de que lado pode vim o ataque, o vírus é invisível, poderoso, e seja qual for o evento previsto, ele se antecipa e ataca,  havíamos planejado  uma Missa porque é de nossa cultura e faz parte de nossa fé, no entanto os planos de Deus prevalecem sobre os nossos, toda vez; adiamos e nos empenhamos com as orações em nossas próprias casas, todas as coisas tem a cada dia pertencido a um futuro bem distante e mais desconhecido de nós. Não há o que dizer , o que sentir o que fazer ! Retomei uma canção de Osvaldo Montenegro , há dez anos quantas canções que você não cantava \hoje assobia para sobreviver  ? Há dez anos com que entusiasmo “você liderava” e hoje quantos se espelham em você? Sonhar ! Sondar! Saudar! Quantas providencias!  Quantos diálogos?  Em quantas construções de mudança? O que era essa a normalidade que todos nós falávamos e começamos a sentir  falta? Nesses quase cem dias, será se já tivemos tempo de nos desfazer de nossas corriqueiras insensibilidades? E há dez anos nosso irmão fora executado e continuamos sem respostas.
E nesse mês de Maio, celebramos a vida, relembramos em oração os 7 anos dessa inovada vida de nosso pai, e nossas; celebramos a passagem de meu irmão para a eternidade;  porém , foi um mês de despedidas, de novos passageiros desceram e ou de seguirem suas próprias viagens,   foram dias  infinitamente tristes, já não era o famoso de longe, o da tv ,  o palhaço, o bêbado, o equilibrista, o politico, o petista o bolsonarista...  em nossa cidade “mãe gentil” choram Marias, Luzas, Raimundas, Franciscas, Josés,  Pedros, Claras, Éricas,  Franciscos, Darcys, Lauras, Marias,  choram os filhos, as esposas, os netos, os amigos... num dia, amanhecemos com a partida de dona Raimundinha, num outro de nosso amigo Francisco das Chagas, o Nego, lutou por alguns dias contra o vírus, mas não venceu; as famílias enlutadas nem ao menos se despediram, era até outro dia,  nossa cultura, nem ao menos 24 horas partiu seu Pedro Mendonça, e em dias seguidos seu José Ventura, dona Odete, nosso amigo José Rodrigues, aquele que era a referencia da ponte, ajudou “na travessia” de muita gente; quer dando abrigo, quer oferecendo uma palavra. Todos aqui  citados tem uma família, tem uma historia, tem um vínculo, tem um amor, uma conquista; nenhum de nós sabe o que se passa sobre o outro ; e esse vírus infelizmente, sem uma palavra vem nos dizer isso, somos mais uma vez sem aquelas chamados dos comerciais convidados a “ mais empatia por favor”. E uma cruz vazia nos diz tudo sobre isso porque só quem tem muito amor pelo outro, doa sua própria vida. E nosso mês de Maio vai se encerrando, os dias não tem sido fáceis, pelas manchetes dos jornais, do lado de onde esperamos uma sensata opinião (ao menos) vem o desequilíbrio; dos noticiários a quem não me atento muito sobre tantas fatalidades vem os números e não são poucos, dos compartilhamentos das notas de nossa cidade, ora números, e a dolorida hora dos nomes; perdemos o Tio Dedé Izidorio e as sensibilidades vão chegando perto de nós,  de quem tivemos contato, de quem sabemos os nomes e endereços..
E nosso dia 28 de Maio, sobre quem comecei falando , começa para nós com “a vida continua”, otimismo e fé, (fiz essas plaquinhas aqui em casa por causa  do José e de uma Maria) e em minha rede social havia escrito dias desses, uma passagem  “ na guerra não nos é permitido chorar”, temos vivido esses dias, presenciando a guerra sendo mais arquitetada nos gabinetes e nas redes sociais, estamos nos fortalecendo para vencer esse embate, precisamos nos manter munidos de nossa fé,  porque é muito triste não poder chorar . Antes de concluir minha escrita, soubemos da partida de Dona Maria do Aflitos,  dona Fl)ritinha, retiro das mensagens do professor Jurandi , a minha homenagem “ quando professora lá no povoado Bom Jesus, ensinava por amor, enquanto reinava no resto do país o ensino mais tradicional de nossa história nos anos 70 e 80 , ela ensinava brincando, uma professora leiga, com visão além de seu tempo”; professor, professora o entusiasmo nos segue!  Que tenhamos tempo, mais tempo, para deixarmos legados ! Talvez eu não tenha ensinado muita coisa, há quem me diga que perdi minha identidade, descarto a hipótese, mas tenho aprendido muito e sei que repetidas ou não, minhas escritas me acalentam.   Além dessas reflexões, o depoimento da neta, “da avó que se desdobrava para que não lhe faltasse nada”... E nossos dias não tem sido fáceis, tenho de forma responsável estado dias aqui, dias ali; e todos os dias com o mesmo pensamento “ quem cuida de nós não dorme” porque só Ele é o Salvador. Feitas essas considerações, há dez anos convivemos com o fato da execução de nosso irmão; há sete, temos tido a chance de aprender e saber mais sobre a força da oração com nossa Maria e nosso José;  e quando Maitê fizer dois anos, limpo as louças e arrumo a casa para meus  cinquentas, embora tenha medo de foguetes, saindo dessa, tocarei foguetes, celebrarei, e continuarei agradecendo; “tecendo as manhãs” todos os dias, com outras mãos; não haverá a festa de São João, porém sigo o pensamento de GP “ a cura esta no coração”. Saudações Marianas, saudações ecumênicas! O  bem vencerá.

De algumas construções às saudações finais


Medalha de Honra 
“Não se admire se um dia” você tiver que partir, deixar alguns sonhos para trás ouvir a canção e seguir; começa minha parte nessa historia desde que em 2000 quando fui provocada verbalmente por uma autoridade que exigia de mim que eu fosse candidata a vereadora naquele ano, não deu para mim! Papai intimado a participar da decisão, usou esse proverbio “quem meu filho beija minha boca adoça”. Depois compreendi que os riscos das carnes são de derme são de pele, só quem as tem cortadas, sabe contar sobre...   Claro sofreria retaliação, mas já era esperado, e nada disso mais me deixa ressentida, trabalhei um pouco mais de um ano no Munícipio de Belágua onde fui muito bem recebida, aprendi lições, conservo amizades até hoje, inclusive extensivas ao Povoado Piquizeiro, foi um bem enorme. E em 2002, graças a Deus, houve concurso público para professores do Ensino Médio e fui aprovada e em tudo concluo de que já  deixei passar algumas oportunidades, no entanto agarrei inúmeras e todas para meu bem, assim entendo por isso, agradeço!
     Dali em diante,  novas construções, tive inúmeros apoiadores, mas todos começaram dentro de casa, preciso reconhecer isso, e quando eu decidir filiar-me ao PT não  era uma aprovação unânime... em 2002 já escolhi em votação o Presidente  de nosso país, seguindo, em nosso município e em 2004 em Convenção Própria decidimos lançar nossas candidaturas com Julia Almeida candidata a Prefeita do Município sabíamos de nosso potencial, e da qualidade de nossos candidatos, por isso  não hesitamos, íamos cumprindo nossas agendas de reuniões e conversas,  ocupando os espaços conforme a legislação eleitoral, visitamos os povoados, fizemos intervenções e conquistas a citar ,por exemplo, através do Luz para Todos; fizemos nossa campanha com as propostas, isso nos motivava a chegar mais longe, éramos taxados de lunáticos,  e nesse contexto , uma cena nos marca nessa época : véspera das eleições , eu , meu filho, professor Raimundo, Wilson Souza, Iran Avellar, Julia Almeida,  Manoel, Mazinho saímos às ruas para de alguma forma deixar nosso material de campanha nas ruas ! Cada um numa garupa de moto e seguíamos, aos nossos opositores não fazíamos diferença, nem fomos para as estatísticas, contudo para nós, fizemos sim, votamos em nós mesmos e estávamos tranquilos quanto a isso,
Novos cenários foram surgindo, em 2008 por convenção, nos coligamos com o PDT, com o Prefeito Aldenir Santana que ia para reeleição, a quem sou grata, nessa campanha tínhamos três candidatos a Prefeito, fomos derrotados nas urnas, no entanto elegemos pelo PT nosso companheiro professor Raimundo, dali em diante, uma nova fase, subtração de direitos, cenário desafiador , nesse ano, nosso município já contava com um Núcleo Sindical atuante e nossa classe a primeira a ser atacada, foi para o campo. Nesse mandato, Vereador Professor Raimundo, foi nome forte e decisivo para todos nós durante a gestão, através dele, conseguimos assegurar alguns direitos, com apoio dos demais, claro. Muito obrigada! Depois das eleições, foram dois anos e meio em debate com a justiça para cassar o mandato do eleito, havia contas reprovadas e fazia parte de nosso cotidiano acordar ou dormir com as notas do judiciário  até que em meados de 2011 , nosso município ficou sob nova administração; os resultados foram novos nomes, outros protagonismos em nossa cidade , para nós um diferente parâmetro seria retomado a partir de agora , as projeções passaram a ser outras; consideráveis  reações ,do lado de dentro da politica social  já estávamos todos nós de nosso partido. Nossos esforços não foram em vão, em 2013 elegemos para Prefeita de nosso município Iracema Vale pelo Partido dos Trabalhadores, senti-me honrada em poder ter sido escolhida para ser gestora da Educação de nosso município, sentimento de gratidão extensivo a todos os companheiros de longevas datas que apoiaram essa empreitada. Nesse mandato, contamos com os vereadores Professor Raimundo  e Paulo Costa eleitos pelo PT. De lá para cá viemos construindo liderança, serenidade, sensação de dever cumprido; norteamos alguns trabalhos em caráter coletivo; espirito público, numa perspectiva de agradecer a oportunidade e de servir; com as falhas da pessoa e da personalidade.  Nesses anos, nunca me faltou convicção do papel que exerço, fui acolhida de forma sadia e de algum modo, minha contribuição ajudou para que eu fosse convidada a permanecer no cargo, no novo mandato de nossa Prefeita ; durante o percurso, há dez anos perdemos nosso irmão Cabo Sodré, numa ação equivocada que culminou em sua execução;  em tempos e espaços diferentes, eu e a Prefeita Iracema enfrentamos de perto a debilitação de nosso pai, de forma serena e consciente fomos vencendo; o dela foi chamado para eternidade ...
Por tudo isso que aqui coloquei omitindo alguns fatos para não tornar-me (mais) repetitiva há quase vinte anos fui filiada ao Partido dos Trabalhadores, aprendi com seu José Martins, Itevaldo, Domingos Dutra, agradeço as diversas experiências adquiridas , defensora de nosso ex Presidente Lula sim, defendi e torci para que nossa ex Presidenta Dilma não fosse cassada, legenda em nível nacional e municipal da qual me comprometi em atuar; defendi, comunguei com ideias, eu as vi virando matéria,   felizmente, assim como um dia me sentir a vontade para ingressar no partido, hoje venho dizer que eu pedir para sair, no entanto,  mantenho acesa em meu coração, minha gratidão aos ex gestores de meu município com quem não tive grandes relações de amizade mas adquiri o respeito de cada um, nesses processos de deveres e direitos , de direitos, quando ouvi certa vez:
foto reprodução
“aqui quem manda sou eu” , hoje eu diria está certo, não me caberia ter razão ! Mantenho vivo o legado de todos os ensinamentos, de todas as consequências de escolhas precipitadas, sair de uma legenda não me tornará uma pessoa mais ou menos preterida, pois em todo tempo tudo é processo, tudo muda! Para mim, perseguir a saúde, poder ir e vir sem a assombração dessa pandemia, e daqui a um mês completar meus cinquenta,  procurar no campo de minha atuação ser mais humilde. Essência de amizades, de gratidão, de reconhecimento de méritos deixo aqui em nome de meus companheiros Clemilton Barros, Professor Raimundo, Paulo Costa, Wilson Souza, Iran Avellar, Mazinho,  Julia Almeida, Anita Batista, Vereador Edinilson Moura,  afinal, comungando  da crônica do escritor José Sanches “ nenhuma conquista é mérito isolado de seu próprio dono...”  Aos demais companheiros sintetizo meus agradecimentos em nome de Iracema Vale Prefeita de nosso município, a quem reconheço e enalteço os trabalhos através de nossa pasta ...”   Por enquanto eu canto “ um dia a gente chega no outro vai embora” e posso dizer que meu partido agora é uma razão, um coração, uma saudação! Noutras voltas,  quem sabe ... obrigada a todos pelas conquistas conjuntas, o Partido continua sendo importante para nosso município deixá-lo agora tem um preço afetivo... contudo, bençãos divinas me fazem trilhar outros  percursos com os pés no chão...a todos meu respeito, minha gratidão, minhas saudações !






Tempo de oração, de gratidão





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Era o ano de 2020, carnaval, festa e tal, todos comemoram as alegrias , brindam , cantam, ninguém quis saber dos noticiários ..  Até que Março chegou trazendo a avalanche de informações e a triste notícia de que um vírus se espalhara pelo mundo ... De repente, não havia mais tempo de fechar as portas, então o vírus adentrou as casas, sem escolher nomes endereço ou situação. Ele não pediu licença, não ouviu os apelos, fosse de um ou de uma multidão!  Avassalador, impiedoso e cruel, com os fortes bate de frente e os mais fracos lhe serve o fel, o amargo gosto da impotência e da vulnerabilidade diante do inimigo invisível, que de repente entra num corpo qualquer e faz do medo um rosto conhecido. Eu nunca havia, em meus 33 anos, ouvido um grito silencioso tão aterrorizante! Clamar tão alto como no interior das residências que tiveram seus entes queridos arrancados sem dó, sem piedade, sem velório, sem dignidade... por lá? Lá não teve despedida, só a dor da partida que teve, o silêncio implorava de volta o que foi tirado, o silêncio gritava e gritava insistentemente... mas a pressa estava ali! Agora, outro lar invadido, outro irmão espera uma vaga/vala...um adeus que não houve tempo de dar.
  Não deu tempo de fechar as portas, “ porque nada é em nosso tempo”  mas e o coração deu tempo abrir? Houve tempo para a gratidão?  Para tempos de horror a empatia e a fé hão de servir!  Para o momento: portas fechadas cidades vazias, mãos estendidas,  mais  corações  abertos e joelhos no chão... orar é um bem necessário... ah, quão lindo é poder da oração! Da gratidão, da oração e ambas de mãos dadas darão vida a nova humanidade !
Sairemos dessa!
                                                    Professora Ilma Cristiny

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