Cinquentas: cinco ou 85 vezes vidas mais tenras


Porque não está errado o ditado mas opto por refazê-lo, “porque o pai é lindo todos nós somos as mães”, nessa edição em que completo meus “cinquentas” , no mês seguinte, meu pai, ora cinco, outras , na maior parte das vezes, oitenta e cinco; no entanto,  com ele não tem carnaval triste, graças a Deus canalizamos todas as forças emanadas por ele para a aquisição de bênçãos e a garantia de que nossa esperança se converte diariamente em virtudes e providencias divinas. E essa minha história é sobre Mães, um filho, um enorme Pai, bênçãos e a presença do Espirito Santo para aperfeiçoar a vocação, provocar melhor esse meu dom!  
Comemorando a vida!
Numa recente leitura de homilia do Papa Francisco, deparo-me com dizeres e passagens muito idênticas ao que ouvíamos com muita frequência de meu pai, “Seja  qual for vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, tendes orgulho e serás recompensado”, por esse caminho temos procurado trilhar;   nossos pais sempre foram nosso maior orgulho, por  terem sido criados na roça, nos deram lições de quanta diferença havia entre uma caneta e uma enxada, nos acordavam cedo para que aprendêssemos a apreciar melhor o nascer do sol, não faziam promessas que não podiam cumprir; quer ser na aquisição de brinquedos, de roupas ou outros bens quaisquer... o militar, o padeiro, o dono da pequena  quitanda  na rua principal, era nossa  maior autoridade, em situações conflitantes nos colocava no colo com a mesma ternura, com as poucas palavras e com o mesmo e enorme amor; assumia conosco nossas fragilidades  nos dando novas incumbências, maiores incentivos, parábolas e mais que isso, exemplo.  Esse ser humano crível, é José, aquele por quem Francisco, a Vossa Santidade define como “o guardião das fraquezas”; é bem capaz de chegarmos com os ombros cansados das cargas diárias, o peso das viroses e  de encontrar naquele berço o “principio da vida ali” , fazendo nascer as coisas mais lindas de nossas fraquezas, segurando em nossas mãos, garantindo que a ele foi confiado a nossa luz, nossa mansidão
Há realidades muito tristes entre nós, quando presenciamos algumas maldades e violências domesticas com pais idosos, quando filhos autossuficientes transformam seus pais em verdadeiros escravos, quando pela falta de tempo, os filhos se esquecem de dedicar cuidados e atenção necessária. E eu também fracassei nesse ponto, de vez em quando, mas confio  que o Senhor tem apresentado para nós, chances diárias de transcender para o sustento através da fé. Maria, nossa mãe, persevera na oração, nos encoraja a resistir sem dispersão, nos ensina  a pratica da caridade; graças a Deus a fé vence o sono, dribla o cansaço, anula as dores, Meu pai, minha mãe de corações e pulmões de aço, de afetos recíprocos entre si, não se ouve um gemido, uma reclamação de dor, as santidades se confundem, ora o José o servo bom, silencioso e trabalhador, ora a Maria, com seu amor insondável, invisível, curador! A esperança triunfa sobre nós todos os “amanheceres”, o milagre acontece à tardinha na hora do terço, ao levantar-se, ao abrir os olhos, dizendo que está tudo bem! Trago à memória de uma vez a parábola dita por meu pai sobre Maria Madalena...a presença do pecado não deve nos afastar da santidade, porque tudo aquilo que vemos por fora, Deus vê por dentro; e qual de nós nos porões da humanidade está escolhido para atirar as primeiras pedras?  
Hoje oito dias depois das primeiras linhas, é aniversário de meu irmão Sodré, cantor, parabéns pelo dom de tua vida;  algumas nuvens e chuvas fortes já passamos; dia 28 próximo, assistiremos a passagem que se confundem há oito anos com a morte  de nosso irmão Cabo Sodré; com o coração humilde sabemos da necessidade de perdoar e pedir a misericórdia do Pai, para nós! Eu silencio para a transformação! Eu silencio porque “sei quem está comigo até os fins dos dias”! Silencio para poupar a vida, para manter as boas lembranças; silencio para homenagear boas amizades! Todas essas minhas manifestações, trazem meu olhar de filha, de mãe, de irmã, de futura avó; não invado a vida de ninguém... nessa tríade: cinquentas, cinco ou oitenta e cinco trago o recomeço de uma nova etapa de vida, quando a  Maitê chegar , já terei completado meus cinquentas; meu pai, nesses cinco anos sob nossos cuidados, terá completado oitenta e cinco e certamente diremos: “Papai aqui está sua bisneta, se arrume para que ela possa se aninhar em seus braços” , abrirá os olhos lindos numa demonstração de  maior alegria! Confio sempre nesse amanhã, sem soberba, porque nossa sintonia com o Pai e com Maria nos faz enxergar assim... quando o filho é bonito, queremos ser sim, meu pai, ser seus filhos amados, suas mães amorosas! "Maria, nos ensina todos os dias a sermos novas criaturas "!





Sobre um Gra(N)de Amor: nosso, de nossas vidas, de Mãe(tê)



Antes mesmo do insight “sobre o desejo de aprender a fazer tricô”  meu blog havia alcançado um pouco mais de cem mil acessos, eu precisaria  escrever sobre isso para agradecer, para ratificar entre meus leitores a necessidade em mantê-los fieis à essa escrita,   nossa última postagem http://contosetal.blogspot.com.br/2017/11/para-nao-ferir-ninguem-evite-armas.”  conseguiu o recorde de acessos,  porém nosso novembro começou meio acinzentado, por perto de nós, tragédias escabrosas nos fizeram pensar sobre nossas vidas e a respeito de que convivemos! Nem tudo “é azul da cor do mar”, nem sempre “nosso melhor romance” como disse um antigo escritor , é o que traz a história mais feliz! Fiz meus primeiros esboços, pego um pedaço da história aqui , outra dali, acertadas as últimas informações... ouço uma voz tímida ao me dizer: __ “Mae , tá na hora de produzir uma nova história... sobre um grão de amor”; metáforas a parte, tenho enorme dificuldade para escrever sob demanda, depois, fiquei ausente de minha cidade, viajo, volto, nem desfaço a mala durante alguns dias, em parte pela função, de outra, pessoal, pela chegada de meus irmãos, na capital do estado, pela fragilidade com minha própria  saúde ! E para mim, uma emoção sempre puxa outra, somos essa família de nove irmãos, e esse mês há pelo menos quatro anos, os que moram fora do estado vem para visitarem a nós e aos nossos pais, considerando nossa luta diária em favor da vida! Só agora me dei conta : era novembro quando idealizei esta história, há seis meses, e quanto tempo nós temos? “Pouco tempo ou todo tempo, depende de nós”.
Fonte: Nary Rissane
Quando sentei para escrever as primeiras linhas, eu havia parado por algumas longas horas , na porta de meu pai, remoendo todas as boas lembranças  voltei o olhar para aquela quadra, e vi o menino mais lindo sendo chamado para o banho, porque estava anoitecendo; voltei-me para dentro de mim mesma, e enxerguei os primeiros desafios, pressenti todos os cuidados de meus pais e de meus irmãos para com  ele, meu pai fora nosso pai; destacava ser chamada “minha  mãe”, aos meus pais, “Papai e Mamãe”, como tem sido até os dias de hoje!  Seria uma boa lembrança poder dizer: “ a senhora queria que “eu sesse”, igual fulano”, nunca quis. Quis mesmo que “sesse” o bom filho, o respeitoso neto, o profissional responsável e respeitado e certamente será o  amável pai! Tenho o maior orgulho, porque grande parte de minhas lições foram aprendidas com meu filho, enormes lições! Contei-lhe certa vez sobre o dramático filme o Óleo de Lorenzo, da busca insistente de seus pais em encontrar a cura para seu amado filho, no filme, a comovente história permite-nos pensar sobre a vida, essa breve passagem, e do amor doação dos  pais para com os filhos , e nalgumas vezes que tinha dificuldade para tomar qualquer  medicamento como ainda tem sido, eu dizia que “ aquele era de “óleo de Lorenzo”; para trazer-lhe a cura. Eu o criei sem a presença física de um pai, certamente, juntos fomos criando coragem para nos tornamos mais fortes, fomos  curiosamente redobrando os cuidados e buscando serenidade quer na partilha de boas experiências, quer na descoberta de novas missões. Ressoam em mim a festa de Aparecida, o júbilo, a lucidez e a esperança na santidade. A invisível festa na visita de meus irmãos que residem distante, a acolhida espontânea no stand up de nosso irmão mais velho; a interessante circunstancia do aniversario da Dulce, das boas convivências,do discernimento; da gratidão, das idas, vindas, das janelas dos ônibus, da casa, das janelas da vida... 
Minha história começaria com um insight, é fato, mas ouvi uma canção linda que retrata a história do "grão de amor " , linda história.. E hoje dia 04 de Maio de 2018 há quem pense que desistir de escrever, há quem torça para que eu desista, há quem não nos queira mais o mesmo bem!. Tenho sido suficientemente forte,  o  fato é que emoção demais não me deixa completar todos os raciocínios! Vir à tona de que há tantos equívocos nossos em vida sobre quem podemos contar! Obrigada #Minhamãe quando está bem contente #minhamaezinha.... estou aqui na idade: meu amado filho, meu querido Neto! Obrigada Senhor por todos os dons, pelos cuidados, por inúmeras oportunidades, muito obrigada!  Obrigada pelos cuidados e livramentos e muito obrigada porque me dás a chance da vinda de minha querida neta . Obrigada Senhor,  porque tão boas lições eu e meu filho aprendemos com nossos pais! Minha vista embaça, porem não embaralha todas as palavras; e nessa missão de filhos, de irmãos, de amigos caminharemos de mãos dadas rumo aos meus cinquentas , em junho, e comemoraremos a vida, a alegria da vinda de nossa Maitê, com os   85 anos de nosso Guerreiro José, e outros cinco anos das lutas diárias , nossas, e de nossa mãe, de fé, de muito amor,  nos cuidados básicos , na atenção necessária. E me alegrará bastante, poder refazer o refrão daquela música   : Aqui está meu irmão, minha irmã, minha mãe, a mamãe, o meu filho e seu Pai; nosso Pai, o papai; minha mãe, sobre  nós, todos nós, um grão de   amor paira para trazer mais alegria ao nosso lar: Maitê! Na arte, na devoção, em todos os cuidados, na gratidão, mês de Maria, todas as Marias que me estendem as mãos. Obrigada minha Mãezinha do céu!


“Para não ferir ninguém”: evite armas, exceda na fé cristã!


Inicio minha reflexão como se estivesse com meu “diário de bordo”, dois de novembro de 2017 , quinta feira, meu último post acabara de ser publicado, todos envolvidos com a triste noticia do desaparecimento da pequena Allana Ludmila, na capital do estado... Novembro que era doce, podendo ser somente Azul para os cuidados e prevenção, ficou muito escuro pelos lutos, pela banalização da vida, pelo excesso da violência!  Levantar cedo nesse dia, e ir levar nossas homenagens aos entes queridos no cemitério local.  Nessa manhã, a Celebração Eucarística nos convoca a sermos solidários com quem está entre nós, a declarar nossa união, fortalecer os vínculos, nos chama a conviver como verdadeiros irmãos, porque não basta chorar a dor da perda...  de inicio não tem como não lembrar do assassinato de nosso irmão Sodré, de ouvir o refrão do bonito hino  “ Me chamaste para caminhar na vida contigo, decidir para sempre seguir-te , não voltar atrás...” São sete anos que ele fora chamado para junto do Pai, sete anos em que lidamos com a perplexa dor da perda, das boas lembranças,  de lembrar que Deus tem se manifestado em nossas vidas nesses quatro anos de fé e oração de nossa  mãe e os cuidados com nosso pai.
Nossa! Minha escrita sobre nosso Novembro, mês da saudade, também mês de festas, de folguedos, de celebrações, lembrei-me de um livro que li há vários anos “Ei, tem alguém aí”?  no livro o autor fala da inocente criança que na expectativa da chegada de  outro irmão, encontra em seu pomar um “ser de outro planeta”, travam diálogo, perguntando sobre diferentes coisas com que convivemos nesse nosso mundo;  e a gente vai crescendo, achando que todas as pessoas que trazem um sorriso largo no rosto são as melhores do mundo, “que são desse mesmo planeta que o nosso”,  nas correrias , ao responder sobre nossos dias , dizemos, “normal, comum, igual aos demais” , porém não há dias iguais! Seria um dia comum para a menina Alana que na ausência da mãe soubera comportar-se para que ninguém a atingisse,   seria muito comum para a inocente Camila na cidade de Teresina quando voltara para casa rotineiramente , fora mais uma vez “a balada” com seu jovem namorado, e seria muito comum para o cidadão Diego Granjeiro naturalizado em Belagua, ter recentemente celebrado a vida do filho, conviver diariamente com alguém, deitar-se, dormir  e exceder-se na confiança; sim muito comum!  Infelizmente, para os três casos, o final foi extremamente trágico! “Há tantas mãos boas por aí enganando a gente”, mãos que se prontificam em abrir as portas, que afiam as facas  ou que apertam os gatilhos,  mãos que rezam e não se doam, que “zelam” por nosso sono, mãos que se articulam tão bem, mãos que se fazem de santas no entanto, usam todos os argumentos tomadas pelo inimigo, dominadas pelos males que detonam a humanidade: a inveja, a ganancia, o egoísmo, os ciúmes exagerados, as vaidades sem fim ! Pedir perdão, voltar atrás em uma decisão, ninguém quer; comprometer-se em ser mais amoroso e gentil com quem precisa é um desperdício, promover um gesto concreto em favor dos mais humildes é um despropósito, exceto se for para as redes sociais... eu diria muito mais e porque sou humana,  também fico dominada pela raiva, pela total indignação,  contudo esbarro na frase do Papa Francisco: Quem sou eu para julgar!? Quem somos nós para dizer que na ausência do amor real, as pessoas vivem umas relações forjadas, encenando sorrisos e prontidão? Quem somos nós para falarmos de tantas outras carências sem quem antes falemos das nossas? Quem somos nós e o que temos semeado ao longo dos caminhos por onde passamos? Quem realmente somos e como tem sido nossas representações?
Nesse quatro de novembro, eu narraria qualquer outra história, porém fui tomada por essa  ingrata surpresa nas redes socais... depois em conversa com uma amiga, quis me situar e poder dar essas respostas:  “EU como tá TU” manifestação de carinho de quem olha para o outro com a fraterna intenção, “eu” está aqui escrevendo pela dor de tantos outros, estou aqui ainda sem acreditar de que TU foste tirado de nosso convívio tão tragicamente, penso que TU deves está no céu perto do Pai que te chamou mais cedo porque tens aí outra missão, penso que TU estás  aí “impressionando os anjos” como a canção que escolheu a jovem na bonita homenagem do vídeo, TU ao chegar na cidade em que tua mãe se naturalizou e ajudou a construir com os demais professores no mínimo te perguntaste: Por que tanto fogos e música  em minha última  despedida? Na escolha da canção de Asa Branca... na harmonia dos sons que misturavam-se com os soluços entalados,  na interlocução TU pronunciavas     “ adeus amigos, guardem consigo meu coração”! Porque todos aqueles que te viram indo e vindo nesses 20 anos  de estada de teus pais, disseram-no de tua alegria, de tua franca amizade, do jeito simples de ser! Doce Novembro Escuro, “a gente” não imaginou que houvesse sangue! Não imaginou que  houvessem lágrimas e tantas dores nessa passagem de aniversario da cidade de Belágua... não imaginou que houvesse tanta perversidade ! Eu o conheci tão pouco, travamos breves diálogos , entre eles, “o fato do carro de nosso amigo em comum , não ter redução de marcha, sorriste com essa desfeita”; de teu respeito, ao dizer que eu havia tirado um longo cochilo naquela reunião, mas que não faria a minha foto! Ei, tem alguém aí que se incomoda contigo, com teu sorriso, com tua espontaneidade, foi o que pensei! “Que terrível arma, querido, valente de Deus, foi usada para paralisar tua fé”? Quem meu irmão, deixou de lado, “a vitória em comum” e não quis mais sondar o coração de Deus?
Li quase todas as mensagens e homenagens, eu também fui ferida brutalmente quando executaram nosso irmão, todos foram atingidos quando tiraram a vida da menina Maisa, da trágica morte de outros inocentes, temos sido todos os dias "executados" por tanta maldade; hoje são sete dias da ausência do filho, irmão, pai amoroso, cidadão benquisto na cidade de Belágua... na residência dos pais, o acolhimento dos amigos e conhecidos, a pronta resposta da mãe, “eu o recebi com fogos e com músicas porque meu filho era alegre demais”, diz que guardará apenas as boas impressões e lembranças, “eu não o vejo morto”; comigo mesma lembrei de uma canção que se parece muito com meu querido compadre , cantada dia 02 de novembro, “amor tão grande , amor tão forte, amor suave, amor sem fim, que a própria morte , transforma em vida... mais do que a morte é mais forte esse amor” assim será porque ele viverá nos corações de homens e mulheres de bem por longos anos, pronunciava-se a irmã. “Para não ferir ninguém, eu vim te procurar, alguém me machucou e eu não pude nem chorar...” Que esse luto que agora sentimos seja nosso substantivo, para que outros irmãos, pais , filhos e amigos acolham a cultura da paz, do exercício da oração! Meus queridos irmãos, com que armas LUTO?




Diver (sas)cidades: onde moro __ soma, resgata e multiplica!?

“Palavras não mudam o mundo”, bem sei; uma boa iniciativa agregada às atitudes do bem isso sim transformam diferentes realidades! Dia desses aí, em minha página social, postei uma bobagem , dessas metáforas que não te acrescentam em nada , preciso repeti-la (infelizmente) para poder adiantar a conversa: “entendo de semântica do mesmo jeito que compreendo de álgebra”, e essa onda de transversalidade sempre me assustou; ainda assim nesse meu post vou na direção contrária daquilo que afirmo anteriormente, para adquirir confiança e por admitir que a prioridade absoluta em todos os campos são as parcerias, a coletividade, o bom senso, a cooperação!

Em meio a tantas artes e culturas importadas, quero falar de nós, de nossas essências, de nossas expressões, de nossos trabalhos, falar de centenas de “gente” que se propõe a contribuir, a somar e multiplicar, apesar dos percalços, da nocividade disseminada pela crise! Nossa história, nosso município. De onde falo, na condição e no exercício da função, desde que comecei , incito para o compartilhamento de experiências, para sairmos das quatro paredes, dos quadros e dos papeis  para,  em posse da informação, irmos para os anais de nossa instituição,  de nossa cidade. Fiz esse prólogo e quase me antecipei nas repetições, sou prolixa na construção da escrita, mania de repetir o óbvio, alegro-me com as reações positivas, acato sugestões  e quando me sinto acuada diante de qualquer desafio, busco a tese para que iluminada encontre os argumentos necessários. Ressignificar as diferenças e sobretudo as diversidades das quais tanto falamos; em colegiado compreender que toda e qualquer cultura ou  tecnologia inovadora não substituem a prática do diálogo e do consenso para um bem comum! Quero falar de uma coisa, e falarei: de nosso imaginário, desde que planejamos as primeiras ações, muitos de nossos pares tem demonstrado melhor autoconfiança, para a maior parte deles é indiscutível que os trabalhos apresentados nos Saraus que promovemos há cinco anos, dão-lhes novos conceitos, promovem em si próprios a autoestima, sobre coadjuvantes .... eles também aparecem na fita, do contrário, a olhos nus não seriam identificados.
Pois bem, trago como objeto de apreciação e crítica, meu olhar sobre o Fórum de Leitura, de algumas propostas modificadas, da valorização do profissional que executa as atividades na sala de aula, das possibilidades de interação e troca de saberes, de uma cultura que é nossa e que por alguns descuidos desconhecemos, da desapropriação do Projeto para que outros olhares identifiquem conceitos! Muito fácil para mim, desestimular meus colegas em se tratando de diversidade, da soma de culturas e do resgate das histórias quando eu mesma não promovo essa valorização! Quando penso que em  fazendo a minha parte (como alunos secundaristas) terei mais ou melhor reconhecimento!  Fácil demais reproduzir a fala de alguém que ouviu dizer de que o projeto “um passeio na roça, o cotidiano das comunidades rurais” não acrescenta em nada meus conhecimentos teóricos, não ajuda na leitura de meus alunos! Facílimo dizer, sem sair de minha comodidade que precisamos planejar melhor nossas atividades, dividir em qualidades nossas atribuições se dentro de mim pairam as dúvidas sobre meu exercício! Superlativos me faltariam para engradecer e elogiar nosso trabalho, é minha opinião, baseada em minhas leituras, e possibilidades expostas! Aplausos, sobretudo aos alunos expositores dos trabalhos trazidos! Obrigada Andressa de Sousa, Marcos Willian, Alex Lisboa, Graziele  Sousa , Samara Brito e Thaisa Evangelista  a participação de vocês engrandeceu ainda mais nosso  V FÓRUM MUNICIPAL DE LEITURA, precisamos nos orgulhar de vocês ! Destacar a contribuição do meu amigo, sociólogo Professor Iran Avellar, sublimar mais essa vez aqueles “piquenos” do Ana Angelica com a releitura de Lampião e Maria Bonita de Raquel de Queiroz; nas “vozes que fazem a diferença”, ouvindo os moradores, a diversidade cultural em cada detalhe, que compreendem que nossa cidade tem história, que auxiliam na redescoberta de novos conhecimentos,  que saem da sala de aula para atravessar os rios e visitar as palmeiras, quer seja de juçaras, quer seja de buritis ; Balaiando, deu trabalho e altivez , de ver e participar, das interações e da vaidade coletiva,  conversando, resgatando e apropriando-se literalmente de novas cidadanias,  pedindo abrigo noutros municípios, nas trilhas de nossa cidade ! O despertar dos talentos nordestinos hoje faz parte do repertorio dos nossos jovens do Polo VIII acrescentou o repertório dos alunos; penso que movimentamos e conseguimos incentivar para a leitura... De agora sentada, defronte o notebook, me veio a mente a Sétima Arte, essa linda arte, como se eu estivesse vendo todas as exposições, ouvindo minhas próprias palavras de incentivo, de gratidão, de reconhecimento, como se eu estivesse lendo as mensagens que alguns colegas lembram de nos enviar “tudo muito proveitoso, mas na ausência da perfeição, pode ser melhorado”! Minha cidade tem histórias, outras tantas, na participação do evento em Itapecuru na AGRITEC com nossa tiquira natural, com nosso artesanato das senhoras de minha cidade; na reconstrução das estradas que dão melhores acessos; tem histórias, trazendo nossos meninos da zona rural, e eles mesmos enunciarem “ nunca imaginei que pudesse está aqui , defendendo um trabalho para tanta gente”; tem histórias participando do projeto Balaiada com vistas a colocar nosso município numa rota de turismo, de valorização de cultura, na descoberta da fatos, do conhecer a Geografia; respeitando os profissionais nas diferentes áreas ! Quantas histórias ! E nessa edição de Fórum, nas coreografias culturais apresentadas, na voz e violão da menina Larissa Mesquita, nos stands ricos de artefatos, de alegria, de cores, de significados e grandes significantes, nos detalhes, nas observações necessárias apresentadas por quem adora compartilhar...
Encerrei minha fala naquele momento oportuno, agradecendo a Deus, fazendo uma citação feliz de nosso pai, agradecendo a nossa Prefeita Iracema Vale, aos membros do legislativo, a todas os colegas que compõem nossa equipe, estendendo aos que dirigem ou coordenam,  agradecendo aos professores de modo muito particular; e ainda  com uma passagem Biblica que diz “dai a Cesar o que é de Cesar”,  para reforçar a leitura, o sucesso e o desmembramento das expositoras que se colocaram a serviço para facilitar “o caminhar” daquelas crianças, do terceiro ano, no processo, na harmonia do trabalho entre as três colegas, nos depoimentos dos pais, na aceitação do desafio, sinto orgulho de nossa classe,  nesse exemplo e tantos outros que acompanho por aqui  “mérito vem com o tempo, vem com a humildade da doação”.  Minhas caras, em nome de vocês Francisca Claudia , Divina Dutra, Gildemar Batista reforço minha reflexão: Minha querida cidade , como tenho feito para somar, multiplicar e compartilhar? No quesito diversidade, não me basta dizer todas as conjugações se me faltarem "os papeis"! Lancemos as redes sejam quais forem as profundidades das águas; a par disso, semear é preciso apesar dos joios! Na repetição das palavras: “Eis-me aqui”!


As emoções, a lógica, a (ir)racionalidade: a supera(SÃO)


Créditos de amigos: Canção Nova /Prof@Nona
Procuro  desde que comecei meus primeiros escritos defini a modalidade que melhor caracteriza meus “treinos”, considerando as liberdades poéticas, escrevo em prosa e em verso, faço homenagem, adquiro concessões graduais de ou outro leitor, e assim vou sustentando minha página, desse modo publiquei meus dois livros. Queria muito para cada data especial trazer um tributo, deixar em relevo os méritos merecidos de profissionais gigantes que temos espalhados por esse município afora, entre milhares que espalham amor, alegria, distribuem emoção; frutos da vontade quiçá de pequenos agentes transformadores. E nos últimos dias, me faltou disposição, sobrou o tempo para a devoção. Sinto-me lisonjeada quando depois da penúltima escrita recebi manifestação pessoal de alguns leitores! A gente sente quando faz parte da história!
Da festa "Uma noite em Paris! Gratidão
Estive ausente de minha cidade entre os dias nove e dezesseis de Outubro, mas usei meu caderninho para duas ou três passagens sobre o que eu  pretendia escrever... com pesar no inicio do mês fomos notificados e tomados em choque pela triste noticia do incêndio que vitimou fatalmente uma professora e oito crianças em uma creche num município de Minas Gerais, os municípios ficaram de luto; todos se emocionaram com tamanho gesto de crueldade, o país inteiro chorou e aprovou a conduta heroica e destemida daquela professora , “doou a própria vida como Maria” em luta corporal com aquele desconhecido para ser  serva “por amor” por escolher a vida daquelas famílias, daquelas crianças, por amor à profissão . Não foi assim quem ela quis, formou-se e desde que iniciara sua profissão pensara com muito zelo nas atividades e muito especialmente nas pessoas para quem trabalhava, assim noticiaram todos os jornais, testemunharam as pessoas que a conheciam. Nessa minha homenagem,  pensei em nós, e nas homenagens que o representante de nossa categoria nos oferece, pensei  naquele senhor doente que com pequenos sinais demostrava desequilíbrio mental, ausência de propriedades físicas! Pensei em nós, e em nosso “quintal” as preocupações e cuidados com que nossas autoridades executivas e legislativas dedicam aos nossos colegas! Pensei em nossas indicações e propriedades para que nossos pares canalizem bem os diferentes impasses, verbalizando melhor seus títulos e experiências  ! A relevância de nossa função do lado por onde “enxergo” está em pensar no outro!  E por lá... quem se importou com aquele senhor!? Nos mais diferentes cantos quem tem verdadeiramente se envolvido nas causas que são referentes aos professores? Toca-me profundamente reconhecer grandes profissionais, envolvidos nas mais distintas áreas que não demostram um mínimo de atenção a esse profissional, daqueles que se convencem com suas “teses” e nem olham mais para trás para agradecer, daqueles que na alfabetização as condições eram mínimas  ainda assim aprenderam a tratar com desdém os que por lá ficaram e tantas outras irracionalidades , há quem nos chamem de desocupados, que detestem profundamente toda e qualquer manifestação de professor; atravessamos tudo isso para dizer que “nem sempre precisamos morrer para dar a vida aos outros”.
Em tempo de agradecer e comemorar
Nesses meus recortes de reescrita, tipicamente promovo o incentivo para a leitura, convoco a esperança para o surgimento de novos escritores, penso que não somos concorrentes de ninguém, achei lindo lá em Aparecida quando Padre Fabio de Melo apresentou as artistas nacionais com canções marianas, tematizado “As Marias do Brasil”, e uma das amigas disse olha aí, professora, somos nós! Sim , somos! Viajar para qualquer lugar desse país, me faz aprender sobre todas as áreas do conhecimento, porém me traz lições de solidariedade, de altruísmo; intima-me a olhar por quem está mais por perto de nós, e esse possível véu da invisibilidade é apenas uma reflexão intrigante de que não há superioridade que vença qualquer ser humano, dentro da profissão que exerce do que ser humilde!Trouxe como lembrança uma imagem de quando eu reproduzia meus textos,  há dez anos, passava para um ou outro colega, timidamente, temendo a reação, na minha dificuldade de inovar, recebia algumas críticas necessárias, isso se converteu em estímulo para que eu aprendesse a ler melhor e tivesse mais humildade! Perdi, nesse ínterim algumas amizades e sei que já não posso contar com elas, mas exponho com gratidão e orgulho aquelas com quem pude contar , que me ensinaram indispensáveis exercícios; é nessas fases que “ a gente” aprende a lidar melhor com nossas limitações ! Queria muito que todos nós de alguma forma nos lembrássemos das noventa e nove vezes que fomos agraciados, sentir satisfação em mencionar os nomes e fazer disso um gesto de superação... [ ]  estamos aí, entre um episodio e outro construindo uma imagem de confiança , “aprendendo a conhecer e a ser” como estudamos nos pilares defendidos no final do século XX e conforme desenvolvemos em projeto na Escola, aprendendo com uns e outros teóricos renomados, estamos aqui, nas sugestões de livros, de filmes,  nas falhas, no esforço do trabalho, “achando” que caminhamos na direção certa, reconhecendo que toda e qualquer realização conta com outras parcerias! Trago como lição, a festa no povoado Lagoa dos Costas , "Uma Noite em Paris" , quando nós mesmos nos homenageamos,  nas citações, nas lembranças, nas danças das cores, nas distribuições  dos pães !
Trouxe umas trezentas lições dessa viagem de Aparecida, queria nessa leitura compartilhar o Mosaico Artístico do Santuário da Comunidade Canção Nova, a mensagem é retirada de São Lucas na Parábola do Filho Pródigo, e parece que ouço a voz da missionária dizendo “é o caminho da conversão, o Pai de Misericórdia” que está em evidencia”, destaco isso, para que continuemos dando prioridades às nossas convicções e abraçando de modo otimista as oportunidades, para que outros saibam que mesmo errando todos temos a chance de voltar atrás, para que na história, nossos nomes fomentem a vocação, o respeito a hombridade! Espero de verdade que todos nós que fomos chamados para essa missão, trabalhemos com afinco, usando nossa vez, para dar ao outro o direito de aprender ! “Superar SÃO” todos os ensinamentos adquiridos na casa de meus pais e com eles, superação é adquirir maturidade para vencer e reconhecer que outras tantas pessoas lhe oferecem ombro amigo e lhe estendem a mão para que caminhem juntos, é agradecer  aos  professores tradicionais que grifavam em vermelho as lições que  não conseguímos  “decorar”. O meu relevo está para nós PROFESSORES que dedicamos nossa disposição na colheita e no interminável plantio!  OBRIGADA!

“Perdoa se eu não sei rezar... que eu caminhe tocada pela fé”



Há muito mais de trezentos e sessenta e cinco dias fomos “chamados” para, por providencia  participar  com muito privilegio da festa de 300 anos de devoção a Maria através de uma viagem à Aparecida com vistas e visitas ao Santuário. Imitei os demais devotos e peregrinos, (antes do encontro) com a imagem, já compreendia que Ela faz parte de minha vida, faz morada em meu lar desde a mais tenra idade , pelas instruções de meus pais, na orientação cristã. Tenho essa humilde vocação “para o escrever” ,  com a vocação, seguramente a inspiração divina para que minhas composições soem bem, ademais nunca tive  nenhuma dúvida de que Deus se manifesta em nossas vidas das mais diferentes formas; sinto suas mãos tocarem em mim para que minhas proposições tragam algum afeto.
A nossa viagem ocorreu bem no dia do aniversario de minha mãe, que tem sido nossa Maria cheia de graça, de amor e muita fé; sem alarde, peguei o voo com sinal de que boas revelações eu teria para disfarçar meus medos, identificando o maior: acrofobia; pois isso não conturbaria minha confiança em conhecer Aparecida , a cidade , a história, o Santuário, os milagres , os devotos, as canções, os peregrinos....  o anseio em confirmar de que tudo é a misericórdia do Senhor! Fui do mesmo jeito que estou aqui agora: pés no chão; apoio das pessoas com quem convivo e trabalho diariamente e para quem trabalho; na hora da decolagem tentei de todas as formas lembrar aquela canção cantada pela banda Dominus aqui em 08 de setembro, cujo refrão ecoou em minha cabeça por alguns dias   “ Vem me abraçar vem me curar, meu Deus, contigo não estou sozinho; vou me entregar, em Ti me encontrar , meu Deus, contigo não estou sozinho”  fechar os olhos, cerrar as mãos , tentar não olhar para os lados, nem ouvir nada : assim viajei! Quão boa a sensação de estar em terra firme! Quão maravilhoso atravessar a Via Dutra e ao longo do percurso vê os milhares de romeiros, fieis ao amor de Maria, atravessando fronteiras! Que bonitos gestos daqueles cristãos praticantes de outros “credos” sendo solícitos com os que atravessavam cansados, machucados, desidratados! Eu não assistir ao globo repórter, minha identidade e pessoa estavam ali presentes com todos que visitaram o altar santo.  Na chegada da cidade, é emocionante passar e sentir a presença viva de Maria nossa Mãe, impossível não se emocionar. .. a gratidão, o emocionante gesto de quem mesmo acometida de doença  grave (em tratamento) chorou ao ver a imagem e poder dizer : que bom  eu vivo isso agora , a minha fé!
Fotos cedidas pelos amigos
Lembrei-me durante o voo de ida e de volta das mãos santas que nos ajudam a realizar sonhos, estando em Aparecida entre altos e mais altos, tudo na paz e tranquila ordem; dali, visitamos Campos de Jordão, bem no coração da Serra da Mantiqueira como disse a guia “a mil e setecentos metros de qualquer preocupação” ! Empolguei-me e usei aquele básico de frio, mas não fiquei só, quis provocar meus amados filhos, que daqui do Maranhão aguardavam ansiosos por qualquer “gafe” dessa nordestina que vos fala! Eu rio de nossas coisas, de viagens, de lembranças, do tema das férias do próximo ano... nossa caravana de peregrinos , nas filas dos almoços, no uso de banheiros coletivos , todos ali eram do mesmo tamanho porque sempre fomos ! Não tenho sofisticação comigo, tampouco assiduidade nas pastorais, daí vez ou outra me bate umas indagações  : quais roupas combinam mais e melhor com nosso estado de espirito? De que lado estão expostas nossas preces e nossa forma de fazer oração? Deparamo-nos com algumas repostas, durante a viagem na hora de voltar da Serra ... ninguém disfarçou  o medo de retornar para casa naquele ônibus que apresentou problemas nas marchas logo cedo, ali percebemos o sentido do canto “ é de sonho e de pó, o destino de um só” depois disso , a evocação para a prece, para a sintonia com nossa força espiritual; era Maria nos convidando a orar e ir literalmente para perto dela, disse uma amiga;  alguns naquela noite participaram da festa de coroação, outros recolheram-se para recuperar as energias ... e a noite não foi longa, romeiros chegavam de todos os lados, de nosso hotel víamos o santuário, ouvíamos as vozes, as orações e a noite vira dia em véspera de festa, avenidas movimentadas, fogos, foguetes, procissão, lembranças, tudo é manifestação de  fé.
fotos cedidas pelos amigos de viagem
De nossa passagem , tenho certeza de que foi para nos ajudar a ser “gente melhor”, reconhecer nossas falhas e renovar nossas forças convictos da oração a qual fazemos. Naquele show do dia 12 de Outubro, fazer coro com Padre Fábio de Melo e outras milhares de vozes no refrão “Me cobre com seu manto /enxuga o meu pranto/perdoa se eu não sei rezar/estenda sua mão/me abre o coração/me ensina a saber amar...” Estar ali em tempos de grandes conturbações, desafios e atentados à vida é um chamado para que saibamos enfrentar as situações de vida com a sabedoria de Deus; valeu a pena a viagem, valeu a pena o sentimento da amiga que agora “sabe o que é sair da caixinha” valeu a inclusão de outros nomes em nossas orações, e vale por todas as oportunidades que o Senhor nos concede, valeu por aqueles que pediram intercessão pela saúde de meus pais,  de minha parte, gratidão a Deus, aos demais pelos incentivos para escrita, aos que nos percebem entre milhares de devotos , nos estendem as mãos. Gratidão aos demais das cidades vizinhas pelo companheirismo e  solidariedade! Nunca pensei que meu sonho se materializasse ali, ouvindo a pregação de padre Zezinho, exemplo de santidade viva, compartilhando da posição justa de Padre Fábio ao pedir que rezássemos uma Ave Maria pelo povo brasileiro e dizendo “merecemos um país melhor, nós pagamos altíssimo por um país melhor”! 
Fotos cedidas pelos amigos
Tão bom viajar, tão bom ter para onde voltar, meu retorno deu-se no dia em que íamos nos confraternizar pelo aniversário de nossa mãe, de minha pernoite com nosso pai, do amanhecer, provocando um bom dia para poder ouvir Parabéns Professora Nilma Sodré, hoje você merece presentes” era dia dos professores ! Felizes sejamos todos nós, na vocação, nas intenções e nas orações ! Perdoa Nossa Senhora se na falha da emoção, se no convívio da multidão eu me esqueça que não estou sozinha, quando tuas mãos se ausentam, milhares de outras, na humildade se estendem a nós! Minha singela....





Cidadãs de um mundo, por direito: “como estrelas na terra"


Representando a Profª  Nilma!
            Crédito Blog Aconteceu Virou Noticia
Passado dia primeiro de julho, fui ali à quadra para assistir a semifinal do jogo de futebol de salão, envolvida nos lances do jogo, clássico importante: Pharma x Santo Antonio, na mesma arquibancada sentou-se uma ex- aluna para falar sobre os trabalhos do Sarau Literário feito na escola e da curiosidade de sua filha em conhecer a escritora a respeito de quem a professora falara durante as atividades. Chamou à pequena e disse: _está aqui, essa é a professora Nilma! Mesmo tímida, demostrou satisfação em ter conhecido “a escritora” , cumprimentei-a e disse-lhe de minha  alegria em poder incentivar novos leitores e que enviaria um livro meu para que aumentasse seu interesse pela leitura. Dali  mesmo conjeturei:  “não é sobre esse clássico” que escreverei, mas do quanto na condição de professora e promotora de leitura, sinto realização e altivez em ver autores e protagonistas apontando de quão grandioso tem sido nosso incentivo, nossa participação na vida de pequenos cidadãos! Tomo a liberdade de ser repetitiva e enaltecer o grandioso trabalho do Sarau que meus colegas professores de tabela com seus pequenos trouxeram para nos apresentar.
Crédito: Blog Aconteceu Virou noticias
           representando Chiquinha Gonzaga e
Prefeita Iracema Vale 
Impossível não reconhecer que novos ciclos se definem, outras oportunidades surgem, impossível não citar o deslumbramento daquelas crianças que nos seus imaginários fizeram muito mais do que arte e entretenimento, aprenderam e ensinaram muitas coisas. Nosso trabalho não começou “grande”, veio com a pequena Elba Ramalho, vinda do Povoado Cocal do Zeca Costa, não se acanhou, ganhou aplausos e fez valer a apresentação de todos que lhe acompanharam; a voz marcante com  desenvoltura da  destemida Maria Bonita, protagonizou sem olhar um papel, leu em voz alta, aquilo que havia compreendido; a entrada inconfundível da menina que encenou  Alcione,  sabia todas as músicas que lhe foram solicitadas; as lições e exemplo de Maria da Penha grande defensora de nossos direitos; a humildade e  doçura de irmã Dulce; o histórico de luta e inúmeras conquistas da presidenta Dilma, em versos, em leitura, em refrão; a musicalidade de Chiquinha Gonzaga, incorporada ao “Eu conto, tu contas, nós contamos” tudo tão bem contextualizado; os traços biográficos da desconhecida Maria Firmina; escritora negra que sofreu os preconceitos daquela século; as leituras de Ruth Rocha; a política de Ana Jansen,  desconstruindo a história do Maranhão; outras cidadãs do mundo, mais perto de nós, são exemplos vivos de quem faz a diferença : Professora Selma do Povoado São Raimundo , emoção, envolvimento, leitura , contextualização e quantos desafios até ali, da roça para a sala de aula; as trajetórias contadas e encenadas sobre nossas Professoras Betinha e Anita Batista. “Nós já acrescentamos muitas esperanças”, “eu não percebia que seria uma pessoa que fez a diferença e pudesse receber homenagem”! O depoimento de nobreza da determinada Professora e Advogada Norma Silva, dela a provocação e incentivo para o estudo, através dela a vocação para que cada um busque seus sonhos, contou-nos de que não é fácil, para nós um exemplo de que através do foco nos livros podemos fazer grandes diferenças; impossível não admitir que o cenário é outro e as proposições tem sido diferentes;   na encenação pessoal e politica da Prefeita Iracema Vale, sobre os desafios, as conquistas, as oportunidades coletivas ; na administração dela muitas iniciativas foram mais valorizadas,  admitimos que com ela nosso aprendizado tem sido constante, “os terrenos permanecem férteis”, é sempre oportuno plantar!  “Precisamos admitir nossos meninos tem feito bonito e nós sentimos muito orgulho deles”, nossa gratidão aos professores, nossos colegas que protagonizam conosco essa bela história! Quem não se sente lisonjeado de ver seu nome estampado, relacionado a algo relevante capaz de transformar outras vidas? Qual de nós não se envaidece em saber que serve de “combustão” por  compartilhar  novos conhecimentos?
Créditos :Blog Aconteceu virou noticias 
Ademais, clássico do futebol em baixa, mas ainda ouço boas expressões e referencias positivas  sobre meu jogador mais amado, de suas habilidades e posturas; clássico na literatura em alta : nossa Ruth Rocha com seu desfile gigante de obras para a montagem de nossa biblioteca, nossa Chiquinha Gonzaga, “Ó, abre alas”, que eu quero contar”; contou e encantou; nós temos nossos nomes registrados, e com um pouco mais de insistência, tornaremos “nossa cidade leitora” , escolhas brilhantes como a canção “Cajueiro Velho”, uma metáfora à vida, à trajetória e ao Povoado; a interpretação e profunda verbalização da canção “Privilegiadas” nela, detive-me nos nomes das grandes mulheres na história da Bíblia, no entanto é do refrão que retiro  a mensagem “ quer mais, recebe aí, quer mais, pode pedir, Jesus trouxe bênção pra mim e pra ti”. Daqui com analogia ao refrão, trago a sensação de discernimento , para dizer: no âmbito profissional ou pessoal  todas as bênçãos que desejarmos para nós mesmos que sejam igualmente capazes de otimizarem a vida de outros! “A gente” sabe que não é fenômeno, e nem é o nome mais respeitado entre os demais colegas de profissão, sabe do tamanho de nossa ótica, das lacunas que deixam de ser preenchidas,  sabemos disso; porém preciso admitir que algumas atitudes, diferentes competências foram mudadas, isso é fato;  e nesse VI Sarau Literário em que eu não sou autora sozinha, mãos humanas e cristãs juntam-se às minhas para que importantes resultados sejam alcançados! Dou-me conta quase encerrando, de que não citei as Marias, nomes bonitos, grandiosos e importantes em nossas vidas que fazem grande diferença, em nossa equipe há inúmeras, centenas, e só  não encerro esse meu ensaio com elas  porque apareceu um “José” ... Meu destaque para a encenação de que Maria é uma professora “que forma cidadão, que cuidou para que o menino Joaquim não se sentisse menos capaz, destaque duplo para as encenações, e as vidas dadas às personagens, e na escolha do tema : “ Na educação somos todas Marias”, nas  vozes, que aplausos! Nossas sugestões de leitura, nossas chamadas para a arte, nossa perspectiva de que o futuro começa agora,  por nós, com nossas atitudes ! Nossa luz! Somos iluminados! Continuemos fazendo nossa parte! Eu nasci “há cinquentas anos atrás” e percebo que na vida o que melhor edifica nosso caráter é saber evoluir com humildade, estudar e saber retribuir, compartilhando aquilo que nos foi permitido aprender.
Representando Iracema Vale
     Fotos Aconteceu Virou Noticias 
Encerrando a minha tese, de que a escolha desse tema “Mulheres na história: nomes que fazem a "diferenÇa”, seria  o divisor de águas na história dos Saraus que já promovemos , de que não será fácil superar a aceitação e a grande troca de experiência com que convivemos nesses dias, deparo-me com a feliz noticia de que um de nossos, Josés foi aprovado em Direito para UFMA! Eu não Caibo em mim, Kaio nesse trocadilho de palavras para dizer de nosso orgulho, de nossa alegria em continuar defendendo de que o estudo, com foco e muita determinação fará a grande diferença em nossas vidas! “ O filho sábio dá muitas alegrias aos pais” ensina Salomão, deve igualmente ter ensinado os pais de Kaio Sousa! Eu falaria de todas as Marias, e citaria as que estão por perto de nós diariamente, nos ajudando a fazer diferente...   falho no superlativo e excedo-me nas verborragias para descaracterizar o que aprendi sobre hipérboles;  realizadíssima, ( respondeu-me ele) porque somos cidadãos do  mundo, com direitos a Direito,  nesse pequeno lugar, “como estrelas na terra” abençoados por Deus, fazendo uma enorme  diferença! Quando escrevi minhas primeiras linhas, um sonho ficou para trás! Obrigada Senhor! Minha alegria, minha homenagem, minha gratidão aos demais companheiros de trabalho, àqueles que estão na sala de aula, “professores, protetores” das crianças de minha cidade! Na ausência de outdoor, eu cito a Clésia Maria, um dos nomes entre nós, mãe que nos orgulha e me ajudaria a compartilhar mil vezes dessa postagem, e ainda a “soltar mil foguetes.” Na família, na sala de aula, na Igreja, nos corredores, na roça; pés no chão ou bem calçados, em diferentes lugares a gente forma bons cidadãos! Minha prece, minha obstinação, com a oração de São Bento : “Não me aconselhes coisas vãs”; sendo muda, ora surda, ela murcha, mas não muda a gratidão!


Postagem em destaque

Madalena, Madalena que seja de paz sua oração

  N esse mês  da Mulher minha voz vem através da Rita de Cássia filha da Madalena , e para começar , minha tentativa não definirá os aspecto...