Pelo poder das palavras: Cá estou ...


Do lado esquerdo,filho querido; e o amigo França
Passaram-se já alguns meses “ a gente”  vai se ocupando , vai se acostumando com essas ondas  quentes e de umidades de ar, vai se entretendo com redes sociais instantâneas e deixando de lado o canal útil e necessário para a construção de nosso perfil , para serenidade de nossa passagem aqui nesse território que é nosso por empréstimo. Como vês, caro leitor, cada um de nós tem papel importante nos processos nos quais participamos, sem nos distanciarmos da missão, há quem encante o mundo com suas palavras, há milhares que colaboram com suas ações; há vozes que oram para que o mundo torne-se mais humano, mais cristão! Não revelo descaminho, sou professora de rede pública, e quando final do mês de Maio recebi o convite para que comparecesse à Câmara de vereadores para receber a Comenda Chagas Araújo, muito mais do que lisonjeada, tornei-me me interessante ícone para nosso município ; nossa cidade fazendo 90 anos, nossas mãos construindo essa história, nós, por indicação do vereador Edinilson Moura sendo uma das homenageadas , como não se sentir orgulhosa? Receber presentes é de todo modo, uma alegria, para mim, essa medalha foi um grandioso presente.Muito obrigada querido! 
eu e meu amigo 
No último Maio, dia 28 guardamos as lembranças de nosso irmão Cabo Sodré que há nove anos fora assassinado, há lacunas enormes nesses espaços de tempo; são quase seis anos , na lida diária, nós e nossa mãe, com nosso pai (breve fará 86 anos) nessas e tantas outras leituras temos muitos motivos para agradecer , para comemorar ! O mês começa em festa, aniversario de nosso irmão Robson,  em nós a esperança de que prevaleçam todas as vezes os pensamentos positivos, as emoções otimistas; dia dezenove minha neta amada Maitê fez um ano, logo em seguida, eu fiz meus cinquentas; mas precisarei retomar ao inicio do mês de  Junho: dia 08 fomos ao Povoado São Bento participar da inauguração da Cooperativa da Tiquira Guaribas, uma valorização necessária para as pessoas da comunidade;  dia 09 pela manhã estivemos na Missa Solene pelos 90 anos de nosso município, o sentido histórico daquele momento não caberá em descrição alguma,  depois dos ritos, recebi a oportunidade de usar minha voz; (sem ter feitos anotações) fui falando dos inúmeros desafios que já enfrentamos, citei um exemplo de quando morávamos à Rua Monsenhor Gentil, fiz a devida referencia a dois  nomes importantes para mim e de suas contribuições para o município: Rosalina Araújo e Professora Nona Oliveira porque compreendo que em seus campos de atuação, ao tempo em que tiveram suas chances  deixaram suas marcas, colaboraram para que novas histórias surgissem, tem um pouco de suas mãos, de suas conquistas nesses noventa anos de nosso município. Sou grata , de coração aos que me ofertam oportunidades, grata aos que na construção coletiva nos estendem as mãos,  nos ofertam braços; disse isso ali, publicamente. Dia nove estaria só começando porque à tarde , hora de receber a Comenda Chagas Araújo,  na justificativa,  a medalha e certificado seriam entregues aos nomes que de alguma forma contribuem com nosso município presente, e quando fui chamada, mesmo sabendo que a minha gratidão primeiramente é a Deus, segundo a minha família , dela vem nosso apoio, nossa sustentação; se não podia, nem soube, fiz alusiva homenagem aos nossos companheiros do PT , da justa e merecida lembrança de que devo a eles a oportunidade de participar e contribuir na função, não protagonizo “feitos” sozinha; descanso vez ou outra para que no revezamento necessário, outros nomes possam assumir a liderança, assim tem sido meu exercício; minha passagem.
Amigos: Edinilsom , Clemilton , Jurandi, Paulo Costa , Raimundo
Que alegria ! Que enormes satisfações! Minha medalha era do mesmo tamanho da medalha do Desembargador, significativa medalha, semelhante a de nosso deputado Aluisio Mendes, tão importante quanto a de nossa Prefeita Iracema Vale; minha medalha era de igual modo respeitada quanto a do médico querido e amigo Christian Guzman; salvando vidas; medalha valorosa entregue aos nomes amigos e professores: José Raimundo, Clemilton Barros, Jurandi da Conceição; e quão importantes contribuições da nossa amiga  Advogada Norma Silva , outros nomes desfilaram e mereceram reconhecimento, com as devidas indicações e com os trabalhos prestados. Conheci dr. Christian Guzman era um menino, da minha amizade com a mãe dele, a guerreira Laura Alice, segundo ele, quando voltava da escola, passava pela porta do Hospital Público e dizia consigo: “já pensou eu um dia sendo médico em meu município” , repetia isso na sala, dizia entre nós e claro, endossávamos com ele a possibilidade; não foi fácil, nos disse ele quando retornou de Cuba, mas conseguiu! E para nós é um grande privilegio, contar com essa prata da casa. Quanto poder tem nas palavras, todas as forças se somam aos ímpetos do otimismo.
Nesse contexto, em que mudanças atuais chegam mais perto de nós, houve na tarde do dia nove de Junho importantes discursos, ressaltando o papel e a relevância do professor para a construção de sensibilidade de um povo., afirmações audazes fizeram nossos magistrados, que adquiriram suas “cidadanias” com muito boa vontade, mas sobretudo através de muito estudo, deixaram suas mensagens de que “somente a educação servirá de porta de entrada para maiores sonhos”; palavras ratificadas nas considerações da Advogada Norma Silva, a determinação, o desejo de “aprender e ser” são constantes no vocabulário de quem deseja vencer ! Daquela tarde, eu trouxe muitas lições, de meus equívocos com algumas pessoas mais próximas, do idealizar um sonho possível construído a muitas mãos, dos propósitos e desafios e nossa capacidade de lidar, visando o bem coletivo! Quanto de amadurecimento renovo diariamente dentro de mim? O “operário letrado” participa dessa vitória comigo e a Comenda Chagas Araújo devo mesmo aos meus pais, e ao meu filho, se me faltarem atitudes, (porque estou propensa a erros) preciso do poder das palavras,  por eles, cá estou! E dia dez foi a grande festa, eu pedalei, não por escassez de afeto, mas para desgastar todo e qualquer tipo de ego, testar esse coração que pulsa , reconstruir a confiança! Mês de Junho faço as pazes com a vida, e excesso de razão... a mim basta a gratidão ! Em seu nome Edinilson, deixo o abraço, a grata satisfação!














Da arte de (es) calar, de multiplicar e de comemorar uma década


foto cedidas por Jurandi
Encontrei aqui entre meus papeis, um escrito cujo título é “ Os judas nossos de cada dia”, escrito há exatamente dez anos, quando vésperas de Semana Santa, de nossa ida ao Povoado Cajazeiras para acompanhar uma sessão ordinária da Câmara de Vereadores em que o Presidente da Câmara pretendia em sua supremacia aprovar umas prestações do executivo, na ocasião, papai havia me alertado , caso escreva algo não fale sobre nomes; evite fazer citações sejam quais forem, eu (dez)obediente que sou, contei o fato. Marcante fato porque nomes grandiosos se fizeram presentes e compreenderam a sentido da luta coletiva. “ Em cada década um grande homem”,
foto cedida por Iran Avellar
Naquele ano havia sido deflagrada a greve de professores, considerando algumas arbitrariedades, entre elas, a retirada de uma matrícula de alguns colegas nossos, não foram dias fáceis, de um lado, o entendimento de que não lutávamos apenas pelas perdas salariais, de outro, a conivência de uns poucos que comungavam com a ideia do executivo e legislativo de que não passava de “insatisfação dos derrotados” no processo eleitoral. Coincidentemente nós vencemos! Os Professores Clemilton Barros  e Paulo Costa lideravam o sindicato de professores;  havíamos ajudado a eleger Professor Raimundo para a  Câmara (este foi nosso braço forte); nosso amigo,  o Sociólogo Iran Avellar havia criado um blog,  (nosso canal de comunicação) não tínhamos direito de resposta no canal de comunicação local, e “ a meia dúzia de baderneiros”  , uma forma de desqualificar a categoria, ia sendo execrada a todo instante. Não nos calamos! E com perseverança, confiantes na união e com apoios, nossa voz foi ouvida ! Nosso capitão, nosso querido José, era nosso aliado forte, dizia ao nosso coordenador  “falem nos quatro cantos, nalgum deles serão escutados”, não nos intimidamos porque houveram ameaças, rememorar mais uma vez esse ano, porque sei que outras gerações precisam lembrar desse feito! E a meia dúzia transformou-se em seis centenas e a respeitabilidade pode ser notada logo em seguida; tivemos orgulho daquele momento, nos sentimos representados, eu falava sobre isso com Professora Ivanildes Marques, com nossa Vereadora Alda, com minha amiga Francinete-Thana; com nosso representante sindical Jurandir Pedrosa ...O poeta deixou sua orientação para nós “ nossa vida, construímos a cada passo de mãos dadas”; e não temos nos afastado. Urbano Santos nossa terra querida , não é apenas a retórica de quem a administra ; é efetivamente o “orgulho e glória de sua gente”; mais do que as palavras e páginas nossa cidade tem sido construída por “várias mãos”, e é um lugar bom de se viver e quando aquela turma que ensaiou o motim para conclamar sobre direitos e deveres celebra uma década , minha querida cidade adulta que é, comemora 90 anos! E nós respeitamos tua história!
Foto cedida por Jurandi
Ousei escrever há quase dez anos uma metáfora sobre um recorte bíblico que trata da parábola da Terra Prometida: Urbano Santos: terra prometida , quem a respeitará ? , respeitar a sua história, reconhecer os nomes e personalidades que contribuem na realização de sonhos; agradecer pela contribuição nos avanços e ser parte do projeto coletivo,  estará aqui minha reverencia minha homenagem nessa década que nos deixa  um enorme legado! Seguimos dispostos a servir ao lado daqueles que iguais a nós desejam ver realizados sonhos e projetos de muito mais pessoas; e porque em nós não havia o medo de perder, em tudo houve ganhos, na alegria de ter encontrado o terreno fértil,  na conquista de aprovação do plano , na abertura de novos cursos e atendendo a muito mais colegas, na ocupação de espaço para o uso da voz , nas oportunidades de compartilhamento de informações, na experiência de fazer boas escolhas e ser protagonistas de novos ciclos; todo ou qualquer resquícios que trouxemos nos deu equilíbrio para transitarmos com mais lucidez.
Foto cedida por Jurandi
Nosso sentimento tem sido o de avançar , certamente não citarei todos os nomes , porém quero compreender que todos aqueles que participaram,  enfrentando as instabilidades de um retrocesso hão de saber que fomos vitoriosos, não pretendo conotar arrogância  no ganho; posso enxergar de maneira otimistas mesmo os maiores desafios! Eu sentir necessidade de registrar essa escrita para que  nossa luz não se extinga  assim de uma hora para outra , para que as gerações depois de nós saibam que fizemos parte de uma construção coletiva , numa metáfora da escrita de Bertolt Brecht “onde estarão aqueles que carregaram as pedras e tábuas, teriam sido os próprios  reis que as transportaram?  “ ; acrescentemos nossos nomes para que os livros tenham mais esse registro! E nossas seis centenas se multiplicam e celebram conosco outros ganhos, modéstia a parte em cada ciclo nos tornamos seres mais evoluídos , e a acuidade que se manifestava tão timidamente, tem sido frequente em nossas atitudes... porque não somos somente as palavras! A propósito não trago possibilidade de variáveis históricas, construo um pensamento e o descrevo do ponto de vista de quem conviveu intrincados momentos similares às ditaduras; e se em cada década há de se registrar pelo menos um nome, ou se para ser  mais exato devo destacar o nome que nos incentivou na caminhada; descubro aqui pelo alcance de meu olhar e permaneço com o nome de Clemilton Barros ... e nosso futuro está aqui nos átimos desses contextos, em nossas ações, no compartilhar de ideias, na configuração de sonhos! E assim se no tie break eu não estiver na partida, terei esbarrado na canção que fizemos ecoar nas mentes por tantos dias “professores, protetores, das crianças do meu país, eu queria , gostaria ...esse é o discurso que eu fiz ! Um brinde às credibilidades dos nomes que definitivamente são dez!



Uma boneca por quem encanto




Separei diferentes historias para contar sobre minha boneca Maitê, vi depois de escrito que todas elas eram perfeitas, traziam em si a mesma reflexão, a minha mais profunda gratidão; e nesse mês de Janeiro tenho a chance  de escrever uma nova história: aquela do indivisível Avôhai entre as prediletas de meu filho, a de Vias de Clara de quando estive no aniversario de minha amada sobrinha Clara;  e porque Deus me deu a chance de conhecer o Rio São Francisco, as bonitas lembranças trazidas de lá, sobretudo dos Cânios do Xingó e em  todas elas, não hesito em citar minha adorável neta.
boneca mais linda do mundo
Por mim, acrescentando ao poema de Drummond , o para sempre e eterna; recolho-me nesses poucos dias para quando mais tarde minha pequena ouvir ou contar sobre mim, falar da pessoa linda, amável e tão carinhosa que foi a vozinha dela. Como dito, no final do ano passado, os "pés do mensageiro" anunciam boas novas! Sou aquela vozinha que encheu de todos os gostos a pequena boneca! Sou e permanecerei tecendo "manhãs" com outras mãos , estando naquela cadeira de balanço, no sofá da sala, na redinha da varanda, sem nunca esquecer de manter firmes os pés no chão! A mim, depois de dada essa nova vida com os cuidados com meu pai, com o amor e cuidado de minha Maitê, terei eu mais uma vez vencido e como incentivo poder dizer : " esse será o melhor ano da história da minha vida". O que está escrito já é sentido!
P.S. Eu havia começado o dia assim" que a arte me aponte uma conta e que de zero a dez eu não seja apenas uma conta(dor)a! Porque entre contas , por conta das dores (não) sou parte, sou arte.. conta... dor" . E como não há coincidências fui contemplada para participar do Livro Literarte Celebra o Nordeste Brasileiro! Sou grata , muita grata a Deus por essa missão, e aos meus leitores todos pelo incentivo permanente!

Por merecimento: a Vós é(tenra) idade será acrescentada


Estando eu quase encerrando o ciclo de 2018, estando por aqui “longe de casa há ,mais de uma semana”  com sonhos possíveis, com grandes expectativas para 2019 refiz a leitura do poema de Drummond “Para Sempre” cujo tema é porque Deus não torna as mães eternas. Nesse poema é possível encontrar outras reflexões;  faço desse poema minhas palavras, para os pais , a paternidade;  às mães, a maternidade, daí há alguns dias me veio a indagação:    Por que não a vovóternidade  para os avós? Experiências de uma ou outra avó de quem sou amiga, todas me encheram de ânimo, “olha serás acometida logo de inicio de um sintoma:  “como tudo é graça e muito breve passa” se meter em tudo e achar que a mãe quase sempre está errada! Faço o que?  “ me calo né”, Vou viver “esse momento lindo”. Aproveitar minhas passagens pelo Pillates e sentar-me no chão para brincar com as bonecas e literalmente fazer o papel de “besta” e fazer gosto conforme meu coração mandar rsrsrsrs


Mais linda do mundo 
Então, posso na mais tenra idade ser avó e fazer desse título meu melhor tributo, mas quero destacar alguns nomes aqui que me presentearam com exemplos e grandes lições, dizer de que não vale apontar para as outras, “ se fosse eu não faria” , de que cada uma tem um jeito particular de cuidar e querer bem, de que devemos dar graças a Deus em sermos merecedoras dessa bênção, enfim: amiga e comadre Fátima, “meus netos ... eu os quero muito bem!”, Alzeide Santos “ mermã, a melhor coisa, na hora que a mãe faz qualquer coisa..!”  amiga Nevinha Ramos “ só te digo uma coisa, nada no mundo se compara, se eu chego em casa meu Neto não estiver vou buscar”! Laura Alice, aquela amiga  guerreira “ meus netos são minhas alegrias”   Francinete Macedo “ faço e farei qualquer coisa por eles”! A Alessandra, a Mana, a minha madrinha Nona Oliveira a quem visito constantemente “uma renovação para nossas vidas” ... os avós Luis e Manoel Ramos  “ora, breve você estará de mãos dadas viajando por aí com sua Netinha” ! Que coisa hein gente  ! Eu podia citar ainda tantos outros exemplos. E me deparei com aquela avó que quis encher minha bola, (eu acho) tão nova ( com meus cinquentas) e já é avó! Eu podia retomar tantas outras histórias e depoimentos, eu desejaria contar quão saudável foram meus dias e de meus irmãos mais velhos em nossas idas ao Povoado São Bento para a casa de nossos avós, por lá a gente acordava com os primeiros cantares dos galos, dos perus, dos capotes, com as arrumações de quem ia mais um dia para a roça, com quem tinha uma meia duzia de vacas para nos oferecer o leite quente! Por lá a gente aprendeu a gostar da “tiquara” de buriti, de juçara, de murici; do peixe assado na brasa, (alguns com pimenta). Foi com nossos avós, que a gente ouvia os elogios quando nos apresentavam aos conhecidos; por lá aprendemos a subir e descer as ladeiras ;  quer indo para a cacimba ajudar com a cabaça d’água, ou indo nas vizinhanças;  certa vez eu me machuquei, vovó foi logo cuidando, de outra vez , meu irmão feriu-se numa descida de bicicleta...enfim nossos avós maternos, foram verdadeiros avós! Fomos seus primeiros netos queridos, e eu ocuparia uma lauda inteira para trazer boas lembranças, para contar-lhe tão rica experiência! Infelizmente ambos partiram tão cedo, eu estava com 15 anos completos quando minha avó partiu, oito meses depois, meu avô..
Separei aqui essas histórias para poder me encher da gratidão que foi mais esse ano de minha vida, agradecer a Deus porque em 2018 , dos presentes mais maravilhosos , posso garantir que foi minha adorável Maitê, dizer que quando perdemos algo, somos sempre contemplados com a bênção muito maior, sentir que falhei e não tive “perdão” das pessoas por quem nutria grande  amizade, saber que em nossas vidas tudo é tão passageiro e que devemos desculpar-nos em momentos de falhas... quem não erra?  Promovo aqui uma reflexão, e trago a experiência de meus pais, de convivência, meu filho foi o primeiro neto, foi com eles os primeiros ensinamentos, bebemos juntos da mesma fonte, uma marca está na voz do ramalho “oh meu velho e invisível Avôhai, oh meu velho e indivisível Avôhai” ,  um velho que atravessa a porta, de braços curtos, de broncas constantes,  mas de grande amor! Acrescentaria os cuidados de minha mãe, a experiência exemplar da Dindinha, nossa madrinha de tabela, cuida até hoje de todos nós, liga para saber como estamos, nossa enfermeira, cuidadora, mãe e avó com os devidos créditos...Dindinha nossa coluna forte!
Somos nós ! firmes 
Enquanto escrevo lembro de ter escutado mamãe nos dizer, que no evento que fomos juntas, uma senhora idosa, disse que precisaria ligar para o filho, porque ele se aborreceria caso ela se atrasasse, “sabe como são esses meninos de hoje, sem paciência”; de rompante minha mãe lhe disse: graças a Deus até meus netos são pacientes comigo! E são mesmo! Não citarei nenhum para não ser injusta...Enquanto edito estamos às vésperas de Natal , esse em que a sutileza, a esperança e a fé nos mantem firmes;  sem as eloquências de palavras, vamos aos preparativos dos pratos, momentos de celebrar com a liturgia, unir um pouco mais os irmãos,  de purificar-se! Entre nós, sabíamos daquele dito de meu pai “ quando um irmão teu sente dor de barriga, tu igualmente sentirá”, (porque não é normal que o irmão não consiga se importar com a dor do outro) ouvimos  a Carta de São Paulo a Tito, fizemos as Orações indicadas na Liturgia, e íamos rezar a oração universal quando Fernanda chegou com seu esposo Emanuel, e eles mesmos já sugeriram: vamos fazer cantado, e ambos com a voz linda entoaram as primeiras notas ao som do violão : “Oh, Pai nosso tu que estás, nos que amam a verdade /Fazei que o reino que é teu senhor, esteja sempre em nossos corações/ E o amor que teu filho nos deixou, o amor/ Esteja sempre conosco”  é o nosso desejo de que o  amor esteja dentro de nossos corações . E a epifania ocorreu com a brincadeira do presente, iniciada pelo casal, traziam nas mãos, duas caixinhas que passavam de mão em mão, entre filhos, netos, genros ... papai estava lá no colo de uma das netas, ele não ouviu a brincadeira que se encerrou nas mãos da avó, e da futura vovó Tania Maria,  e se estavam planejando emoção, teve sim .. e minha adorada neta Maitê não sei se porque ouviu a noticia de que viria um(a)  novo(a) bisa, ou porque fizemos muito barulho, acompanhou a mais nova avó no choro! E o amor mais uma vez vista nosso lar com a generosidade dessa tão nova noticia: Fernanda e Emanuel nossos sobrinhos tão amados quanto aos demais, serão pais! Que alegria! E  se papai já estava renovado com a presença de uma bisneta, (ele tem outros que nos visitam menos) certamente ficará ainda mais. “Vivemos tempos de purificação para que reconheçamos que o Pai pede de nós dedicação à prática do bem”. Por fim, recorrerei ao poeta para dizer :  fosse eu rainha do mundo, como um trocadilho entre a terra , os mistérios, a tenra idade e a eterna acrescentaria à  lei de  Para Sempre, um decreto, por merecimento, avós_ eterna idade lhes será acrescentada. E  mãe é nossa mãe, “ luz que não se apaga”! “Pai, dai tua paz ao mundo” quanto a isso, os pés do mensageiro anunciam... Feliz 2019



Das águas do Rio Mocambo aos encantos do Velho Chico







        Não são apenas as boas aulas de com minha professora “leiga” de História, nem mesmo aqueles cansativos ditados das aulas de Geografia são mais, muito mais e posso desenhar os detalhes das bonitas lembranças que guardo dentro de mim quer seja da primeira viagem em que conheci uma capital do Nordeste quer seja dessa última feita no Doce Novembro passado próximo, mas e Belém...essa será uma nova página. Antes disso, agradecer a Deus porque permite realizar pequenos e grandes sonhos, agradecer a Ele pois tenho uma família que sempre cuidou tão bem de mim, e porque tenho um trabalho do qual posso todos os dias usufruir de benefícios iguais a
esse, da viagem.
     Descobri sobre essa viagem através de amigos, peguei o folder compartilhei, olhei o roteiro, achei no mínimo lindo, convidei mais duas amigas, de igual modo apresentei o roteiro e fomos nós...saímos do Maranhão dia 14 de Novembro já à noite, atravessamos algumas cidades do Piaui, e nosso café da manhã já estávamos em Jijoca de Jericoacoara, um dos atrativos do estado do Ceará, nossa primeira parada seria Fortaleza, Praia do Futuro só para relaxar da longa viagem, contudo se estivéssemos atualizando os “status” grande parte deles teriam sido “dentro do ônibus”, saindo da Capital do Ceará no final da tarde atravessamos pelo menos outros três estados, conhecemos a capital de Pernambuco, avistamos dali a o Centro de Convenções de Olinda e pela janela do ônibus era possível se encantar com as maravilhosas cidades que estávamos conhecendo, orgulhosos com aquele roteiro, pelo menos eu Laurilene, e Noemia, falávamos entre nós que de uma só vez tivemos a chance de conhecer os outros oitos estados do Nordeste ainda nem sonhávamos que nosso encanto maior ainda estava pela frente... e tome viaje até chegar em Aracaju, íamos durante o percurso preenchendo nossos olhos e vocabulários com os nomes das cidades e dos estados do Nordeste brasileiro! Que viagem! Falei via zap com meu irmão que mora em Alagoas, (passou bem aqui perto de mim). Até lá vez ou outra os amigos Edinilson e Carlinhos davam uma espiada no google para sondar quantos quilômetros ainda tínhamos a percorrer ! Sim, já sabíamos que o percurso era longo! Chegamos, avisaram nossos guias! Aleluia! Quando demos conta a nossa guia de Sergipe já estava entre nós! Ellen, era o nome dela; vamos almoçar! Preparei um local bem bacana para vocês, disse-nos! Isso já eram mais de 14:30 ! Dali em diante, ela já começara dizendo quais pontos íamos conhecer: a Orla de Atalaia, a Colina de Santo Antonio, Parque da Cidade, dando uma volta no Teleférico , o moderno Museu da Gente, o Mercado, a Praia, a Croa do Boreu, Canidé , Cânion do Xingó....naquele dia , já quase encerrando fomos apenas à Colina de Santo Antonio, em seguida, para nossas instalações no Hotel, bem próximo do Projeto Tamar, depois jantamos e nos recolhemos.
amigo querido
 amiga linda
       E o outro dia, foi aquele passeio na Feirinha, no Mercado, fomos ao Teleférico menos eu, os demais conterrâneos incluindo dona Jesus, Alessandra e Alexia foram as primeiras, ( a presença da Alexia nos fazia mencionar frequentemente minha pequena Maitê ) fiquei do lado de baixo, me imaginando ali nas alturas morrendo de medo, por mim, fico sem ver essas belezas daqui (pensei)! O dia foi por ali mesmo na capital do Estado, antes de nos deixar, a guia nos alertou, amanhã teremos que sair cedo , para Canidé do São Francisco e de lá iremos conhecer o Cânion do Xingó, “vocês vão amar”, aquele nome soara agora de uma outra maneira, eu verdadeiramente nem sabia que aquele destino seria nossa principal e melhor atração, retratos lindos pude fazer até chegar no encantador local, imagens entristecedoras pelas secas que assolam nossa região, subimos uma pequena serra depois de umas três horas de viagem chegamos ao município de Canidé, dali pude avistar a Usina de Xingó, gigantesco lugar, e nós tão pequenos que somos, diante das maravilhas que Deus nos proporciona e tão grandes retrucando por coisas tão pequenas ! Vi de perto, a suposta pedra de onde o ator Domingos Montagner, (imitando a vida)  havia caído e desaparecido no velho Chico há dois anos atrás ... almoçamos e ônibus mais uma vez até o porto em frente ao restaurante Karrancas para o embarque no catamarã... e eu que achava tão improvável aquele passeio desde a última vez que apenas atravessei de ferry boat a Baía São Marcos indo para São Vicente, terra natal de meu pai! Não hesitei, há coisas interessantes e grandiosas que também posso aprender, dali nossa guia turística a simpática Ellen se separava de nós, outros guias nos esperavam na embarcação; orientações para o embarque, serviços a bordo, músicas temáticas, e olhem para o lado: Pedra do gavião, Morro do Macacao, Pedra do Japonês e a gente ia se envolvendo e se empolgando com a música “deixa a vida me levar, vida leva eu, sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”, nossa manifestação também de agradecimento; retomadas as conversas entre os amigos, “ a gente” lembra das farofas de infância, lembra dos banhos demorados no rio Mocambo, comenta de que custa tão pouco para ser um pouco mais feliz em nossas imperfeições, perto daqueles paredões quantas sensibilidades em nós são ainda mais tocadas: Por que eu me lembraria das extensões do Rio São Francisco justamente estando entre seus mais belos paredões? A quem interessaria dizer que aquele “Francisquinho” como costumo chamar o São Francisco de devoção de minha mãe, estava ali, numa das paredes e as profundidades das águas beiram aos 200 metros? (Carlinhos se esforçou para fazer a foto) Por que eu falaria que quase dei um vertigem antes de tomar mais uma dose de meu Drammin? E fomos ficando com a canção “eu fico com a pureza das respostas da criança, é a vida, é bonita, e é bonita” ! E cantamos as músicas, e fizemos as fotos com a “cangaceira”, brindamos,  e tomamos o banho no Paraíso do Talhado um dos pontos mais lindos de nosso passeio
Amigo querido
mergulho rápido, (e a voz de papai soava dentro de mim, “correntezas não tem cabelos”) o passeio é literalmente mágico; aquela sensação de “querer e poder” eu cheguei até aqui, e falo por mim e por meus amigos que participaram dessa “aventura” ; as águas do Velho Chico, os paredões e eu estávamos dos mesmos tamanhos! Eu me encantei e cantei o refrão do Francisciquinho  “Senhor , fazei-me instrumento de vossa paz, onde houver ódio que eu leve o amor”! Como sãos passageiros todos os minutos e momentos de nossas vidas, tudo é um sopro! Dava para lembrar  por alguns minutos sem a sensação de medo do trágico acidente envolvendo o ator, e a Lene ainda brincava “ se for um de nós não vira noticia” ! Quantos pescadores teriam ido atrás dos encantos do Chico e também desaparecido? Segundo os guias , nenhum...
amiga linda 
        Não que eu tenha esperado Dezembro para tratar desse momento tão especial , porque nosso retorno de lá, deu-se dia 18 de Novembro, no final da tarde  (dia do aniversário da Dulce) e mais uma vez o status era muito igual, passamos dessa vez em Paulo Afonso _BA, atravessamos outras cidades do Pernambuco, lembranças dos filhos queridos, dos pais, dos irmãos, da esposa amada que já partira, saudades e alegrias se misturavam... somos pessoas comuns, professores,  contribuintes e merecemos instantes assim dizíamos entre nós; fomos aos poucos ficando mais perto de casa, aos poucos ficando "LX", uma linguagem aprendida entre os nordestinos de nosso grupo! Chegamos e minha adorável neta, já me esperava no meio do caminho... e tínhamos tanto para contar , para falar, compartilhar ... dos risos altos, dos encorajamentos, dos noves estados do Nordeste, (pode Pará) das rodadas de cuscuz no café,  ( meu irmão disse que eu não teria nada para contar por conta das doses de Drammin) e eu não esperei Dezembro para tirar mais um dia e ir lá no Povoado São Bento, de origem de nossa mãe, com nossos irmãos Dulce e José Orlando , visitar nossos tios e o quintal de nossos avós, tão pouco deixei o Dezembro chegar para  naquela noite, circular nas ruas da cidade e apreciarmos a música boa de nossos conterrâneos numa seresta beneficente, eu esperei organizar melhor minhas emoções e escrever sobre essa interminável sensação que foi conhecer as águas lindas lá do Xingó, e no dia seguinte o desenho emaranhando da lembrança de meu irmão de quando viajou para Porto Velho há quase quarenta anos... “perdoe eu encher os meus olhos de água” ! E nosso Doce Novembro, cheio das boas comemorações, de aniversários, de participação em importante palestra, de um passeio encantador, foi findando, deixando marcas profundas, de passos melhores e dia 26, na madrugada quando eu levantei para deixar nosso irmão no aeroporto, um outro filho, partira precocemente vítima de um acidente fatal, nossa cidade inteira chorou a mesma dor daquela mãe que de uma hora para outra viu seu Campeão partir, seu time que tinha as cores da esperança, enlutado, prendeu a alegria da vitória! Não aguardemos nosso Dezembro chegar... meu amado Rio Mocambo foi muito bom conhecer os encantos do Velho Chico porque minhas histórias não encerram aqui... tem Belém pelo meio do caminho e é por aqui perto dos meus que celebraremos o Natal!


E quando teu filho cai... e teus braços estão distante




De poesia , de textos e contextos,  de contos , de quase crônicas que falam de amores e transmitem dores, de assuntos, de eventos , de homenagens... de outras tantas, meu contosetal  está quase cheio ! Uso praticamente as mesmas cores e formatos: verde e amarelo, azul e branco, rosa do mês de Outubro e tenho acompanhado e aprendido com a Maitê na onda do pretinho básico , por mim, a catarse não se resume nas escolhas de cores, nem ao menos na definição do dia, quando revisito meus capítulos e materializo minhas idas e vindas, nesses cinco anos de cuidados com nosso pai; quando releio minhas escritas na pergunta há oito anos: Para que mataram nosso irmão? quando busco em mim mesma as respostas de por que ou para que nos afastamos de pessoas tão ‘amigas e queridas ” , quando falo de confiança  apenas no discurso porque na prática ajo de  forma contraria , e  quando admito que fora à parte nossa melhor performance , sendo espelho, na caminhada , nos exercícios, todos nós somos vidraças. Minha obra, minha inspiração não vai para lápide. Minha vocação para o escrever me aproxima do ser mais cristã e qualquer sinal de limitação é que na trajetória da escrita... quando engasgo nas falas, travo no teclar das palavras...
Esse bocado que aqui escrevo, fala de dor, trata-se da saudade e extravasa toda e qualquer explicação de cristão fiel , temeroso a Deus ! “Esse meu bocado” fala de afeto, de partida, da triste e dolorida separação, esse meu escrito versa do quanto dói saber que nosso filho caiu e nas vezes que estamos tão distantes para lhe estender a mão... Hoje dia do professor, eu havia planejado dentro de mim, uma homenagem baseada em nossas convivências, com base nas leituras, em nossas aulas, nossos históricos, buscando na memória um filme sugestivo, uma analogia que pudesse ser lida por essa geração mais nova do que eu e que de forma substancial sentissem o mesmo orgulho que sempre sentir por aqueles com quem aprendi minhas primeiras lições, com quem desvendei meus primeiros cálculos... sim pensei em escrever para tratar da importância do professor na sala de aula, que  a despeito de  qualquer outra tecnologia, é peça fundamental para nos dar noção de valores , para nos ajudar na formação do caráter, para nos orientar (em parceria com os pais) nas busca de novas aptidões, escreveria sobre minha linda viagem à Aparecida há um ano,  das bonitas lembranças , contaria desses dias que nosso pai está aqui na cidade ...mas fomos todos surpreendidos, surpresas sobretudo porque nunca estamos preparados para as despedidas, porque não cabe a nós saber até quando estaremos aqui para cumprir nossa missão ( eu voltava da zona rural  quase 22:00 h) quando soube da partida precoce do Pedro Lucas.. nos status, nos perfis, nos murais,  nas mais diferentes manifestações de rede social, não havia um só conhecido que não tenha se sensibilizado com a partida do jovem conterrâneo ! Que triste dor para os pais! Quão difícil será para eles perder o amor daquele único filho, partiu tão precocemente, escrever pensando na dor, escrever com a sensação permanente de tristeza, se colocando no lugar dos pais são abstrações que não cabem aqui nessas minhas linhas, porém , consigo deduzir e a mim, sou responsável por essas observações  que não são respostas, quando todos comemoram o dia dos Professores meus escritos  falam de que todas as mães, seja qual for a idade do filho quer sempre está por perto para evitar que ele se machuque.

Ao conversar com os pais, sentimos o quanto PEDRO fora amado, naquele acidente de moto, em que as chances pareciam mínimas, mas ele forte e destemido viveu tudo que desejaria viver, era 08 de março, de nossos poemas e homenagens , de todos os nossos depoimentos, as melhores lembranças ... ele voltou, retomou as atividades, sorridente, brincalhão, intenso, assim os colegas o definiram. Na festa de Nossa Senhora da Natividade ai estava a pequeno Pedro, ora menino, ora gigante, na noite do São Gonçalo  deu o ar de sua graça, servindo de par entre as conhecidas ... infelizmente , dia 08 de Setembro dia  antes da procissão de nossa Padroeira, dessa vez, de uma outra forma, nosso pequeno desavisado voltara para seu último mergulho, segundo ele, seria o último para voltar para casa, naquele rio já tão perto... Trágico mergulho, que lhe deixou mais de trinta dias acamado, impossibilitado de mover-se, apresentando as chances mínimas de sobrevivência, de um coma induzido para o coma final... segundo a própria mãe, ela permanecia confiando em um milagre para que se restabelecesse daquele estado, nesse ínterim, apareceram mãos cristãs que se mobilizaram para que esses materiais de higiene que ele usava todos os dias, saíssem mais leve para os pais dele, a campanha cresceu, centenas de pessoas se colocaram a disposição, que lindo gesto , ações somadas que ao final dão uma satisfação enorme ! Era véspera da festa das crianças, dia em que celebramos na igreja Nossa Senhora Aparecida, na leitura do dia, falava do momento em que ao final da festa a  água se transformou  no melhor vinho , e quando tudo pedia um pouco mais da alma,  nossa amiga , Professora Dade, mãe , firme e forte teve o tempo para consolar os demais ! Que lição eu traria para esse dia em que fui ali comemorar o  nosso dia no Povoado Cocal do Zeca Costa?  Que aprendizado posso levar para minha casa, minha escola, meus amigos, meus colegas de grupo  de Whatsapp? E lá no evento , fizemos menção ao seu nome professora, através de nosso professor Jurandi, de nossa solidariedade, de nossa amizade, de nosso respeito , que não nos falte a capacidade se importar com a dor do irmão,  que não nos falte a disposição para amar,  que não nos percamos em nossos egoísmos,  e sobre cair , aprendemos com os mais velhos que quando nossos filhos caem não se deve deixar dormir  logo em seguida: seria mito!?  Só sei e sinto que não há nada que possa dirimir o tamanho da dor, porque não é fácil, sou professora e uma das lições que possivelmente nenhum de nós tenha ensinado ou aprendido  é essa de dizer adeus a quem amamos! Em nossa mensagem, uma homenagem do amigo no grupo de whatsapp: “vá na paz irmão, fica com Deus”!
Queridos professores, nossa missão é grandiosa, nessa minha lição que a mim cabe outras melhores aprendizagens, é necessário evitar a queda ainda que os braços estejam por perto, como disse o poeta “ cuidemos do broto para que vida dê flor, fruto e fé”  a propósito  estejamos irmanados com a família do menino Pedro, em força e oração, em gestos e atitudes, porque nos faltariam todas as palavras... achei lindo, a criança  Andreia cantar " professora que corrige os erros meus, me ensina a dizer te amo, mas não me ensine a dizer adeus” ! Fui bem ali, para aprender , porque dar aulas sempre foi muito fácil... e quando nossos  filhos caem , são as mãos de Deus que nos ajudam a levantar-se, e quando nossos  filhos caem e já não são mais aquelas inocentes crianças, ainda há tempo de oferecer um colo! Professores, professoras, cuidadoras , protetoras das crianças de nosso país .... não se trata da catarse, seria nosso sonho que não houvessem quedas!? Deus é conosco!






Dias "aspas", ora nos custa atravessar o mar?



Eu devia estar menos contente, devia revirar minhas páginas em ambos sentidos e considerar que poucas vezes tenho escrito de julho para cá, devia ter me empolgado mais com essa onda do ISMO , das adpPTações e tantos outros, no entanto meu estilo hoje é outro, e nem vim para explicar nada, e essa parte inicial ambígua e por ora singular, nem de longe se refere aos dias de alegria pelos quais tenho vivido : convivo hoje com o que pode haver de mais harmonioso e  o  mais saboroso dos sentimentos com a presença de minha sereia mais linda Maitê! Não fui atrás de explicações, tão pouco pretendo impressionar alguém sobre esse meu relato, disponho aqui de meu comportamento na condição de avó, de pessoa, de cidadã, de politica  que sou,  o que me motiva ainda mais às demais atividades! MAITÊ  linda e querida  esse é meu mote para todos os demais a partir daqui.
É certo que trago uma reflexão adormecida ...acompanhei aqui como sugestão , umas canções lançadas por Nando Reis, mais precisamente a última, de igual modo, acompanhei uns vídeos e áudios “nas internets” ora fakes, outras assimilações, li e ouvi os distintos discursos, alguns odiosos demais, outros bem deturpadores, abordagens que , de longe não traduzem mais nenhum tipo de sentimento, menos o desejo de uma coletividade;  mais  que isso a noção de coletivo perpassa por números maiores do que aqueles  que se auto intitulam muito mais qualificados  A contemporaneidade nos (e falo por mim)  assusta, aquelas aulas de História ou de Sociologia que assistimos entre nossos leigos professores nos inspiram para a busca de novos combustíveis   Eu estive presente! Estranhamente como tem sido minha inserção, estive presente, elevando os nomes, evidenciando e acolhendo alguns anseios: estive presente, falando sobre os históricos de quem acredito , estive presente dizendo que eu posso buscar um diálogo, sem agressões, sem assumir as dores e usar de facão para intimidar e demonstrar autoridade, quando estive presente , fiz as observações que devemos fazer a quem de fato deve ouvir e fazer por nós! Estive presente porque considero que temos bons nomes e muito boas vozes intercedendo por nós, sim, eu estive!  Tenho em mim a sensibilidade e o comportamento da gratidão!  Tenho em mim a sensibilidade de que sejam quais forem as decisões, precisamos da serenidade, dias ásperos e necessários temos tido nos últimos anos, e como disse o refrão de Chralie Braown “ Histórias , nossas histórias! Dias de luta, dias de gloria!”  e eu presenciei os motivos da democracia na década de oitenta, na fase adulta;  de igual modo vi meus pais chorarem ( eu ainda criança)  em época de ditadura.. Quando dois de nossos padres  e mais uma pessoa de nossa comunidade  foram levados  de pau de arara, não vi a cena, mas presenciei a leitura de uma carta que trazia as dores sofridas sobretudo pelo padre José Antônio na cela e das formas que fora torturado ... quero ilustrar com uma entrevista que o próprio Padre concedeu,  republicada em 2015, após seu falecimento  “em 1970, o delegado de Urbano Santos, através de um bilhete dizia à Policia Federal que eu era subversivo .. quando eu estava preso no final de uma das sessões de tortura, o célebre João Batista Campelo leu o bilhete e eu reconheci que era do delegado de minha cidade por causa de uma frase que ele sempre usava: “ sou brasileiro e amo minha pátria”!” Quem ainda teria motivação para permanecer na luta por outras pessoas depois de tantas atrocidades ? A título de informação , o Padre foi exilado , ficando por quatro anos fora do país, ao retornar mudou-se para outro estado.
Dias esses,  me deparei com uma colega que falava sobre o exercício da função e me trazia bons recortes a respeito da profissão: sou professora ! Dizia sobre as influencias que exercemos nas vidas das pessoas, dizia que é admirável o (a) “professor(a) que deixa boas marcas, fez referencia a bons profissionais de nosso município, falou tão bem daqueles que embora partidários, fazem o seu melhor, sem apelos às mediocridades, lembrava de que em 2009 quando a atuação do sindicato esteve às ruas através de seus representantes, alguns deles eram ameaçados de morte, e a categoria com união venceu a causa... alguns de nós  não temos mais essa lembrança.  Pois bem: é preciso que outras gerações lembrem desse feito, vislumbrar a  integridade e a conquista de direitos não se atrela a um único nome, mas um entre tantos nomes precisa encabeçar e liderar isso, para estabelecer a ordem! De outro lado,  tenho alternativa de escolhas, posso optar em ficar omisso ou do lado de  quem luta com honradez e hombridade; posso desconfiar e protagonizar para que “atitudes melhores” venham e beneficiem mais pessoas !Se eu quiser , posso fazer a diferença, fazendo meu melhor ! Use sua ótica e tenha orgulho dela !Precisamos ter o comprometimento com os desafios, fundamentadas nossas teorias, ensinar e aprender, compartilhar, saindo de nossa comodidade podemos sim, fazer a diferença ! Todos nós inevitavelmente trazemos uma sabedoria, uma força, um sonho que pode ser somado a outros, porque não conquistamos nada sós.. Precisamos a todo instante sermos “ construtores de nossas histórias”, sem o “capuz”, sem os bilhetes anônimos, sem os julgamentos e calúnias incabíveis, sem as mensagens ambíguas e deturpadas, defender sem perder as amizades, sem fazer os xingamentos e aberrações  !Ter de todas as formas  orgulho de nosso título! Orgulho de nosso lugar! Tenho minhas falhas, quer nas falas, quer nas atitudes e quando me escondem eu encontro o jeito de me achar...
Por último me deparei com um áudio, desses que circulam via zap e dentro de segundos viralizam, uma voz feminina defendia seu voto, argumentava com duas ou três propostas ofertadas pelo candidato e se não estou equivocada, pedia aos que votassem no candidato contrário, caso ele fosse eleito e depois estivesse passando os “aperreios da corrupção” que fosse ali de mansinho ouvisse um Caetano, quem sabe a Anita.. e não se envergonhasse disso; internalizei essa informação , não retruquei , sair de meu mundo, procurei ler mais sobre a essência e ideologia de alguns partidos, li sobre as teses e ascensões aplicadas em outros países, em momento de crise, busquei informações sobre os políticos que as defendem, e me vi cantando Geraldo Vandré “Há soldados armados/Amados ou não/Quase todos perdidos/De armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam/Uma antiga lição/De morrer pela pátria/E viver sem razão”. Espero de verdade que depois de lido esses meus “devaneios”,  você me diga que não tenho razão, aguardo mesmo, e  lamento mais se estivermos tão contaminados com “nossas cegueiras”  e para realizar propósitos absurdos sintamos esse sofrimento na pele, por conta de fundamentações truculentas ! Enquanto isso, estamos por aqui, com alguns dedos apontados para nós, porque não somos modelo de gestão, porque perseguimos, porque não operacionalizamos bem,  e alguns dos dedos entre pares nossos que aprenderam pela (in)coerência  e em suas faltas em compromisso profissional só despertam para seu próprio mundo, para aquilo  que seu ego determina. Sou partidária, e “ a coragem de sermos quem somos” incomoda àqueles  a quem os propósitos geram conflitos entre as oportunidades e os desafios! Sou partidária sim, e opto pelo diálogo . Dias ásperos podem no final nos trazer a doçura a quem almejamos ...  perguntamos aqui para nosso Capitão , alertando a ele que haverá segundo turno, em quem você votará: ele ouve os noticiários , ouve nossas historias , sabe das coisas. Ora, já atravessamos o mar, que nos custa manter-se em pé? Sou professora, natural de Urbano Santos e torço para o time no qual estou escalada; ademais porque não haverá o salvador da Pátria, há que se lutar para novas conquistas, do contrário, como disseram na antiguidade : ”diáspora” ... defendamos nossas ideologias, sem as cegueiras , sem as idolatrias . PT saudações

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