Um pouco mais, nem tanto!!



Começo hoje meu dia com o pensamento voltado para Deus, agradecendo por todas as bênçãos que fui capaz de receber e por ter o discernimento de manter viva a minha fé, a minha integridade. Construo essa minha releitura a partir de uma passagem de um poeta reconhecido “existe uma idade certa para ser feliz e essa idade se chama presente, ” logo fiz a escolha de ser feliz a cada amanhecer, a cada dia conquistado, a cada encontro com as pessoas próximas; a escolha de não remoer as dores e os empecilhos da vida, de não deixar se abater diante das tristezas e dificuldades.
Embora pareça estranho a maneira como resolvo parabenizar-me, possuo nesse momento de minha fala a ideia de que já fui capaz de escrever sobre tanta coisa, de prestar homenagens, de retirar lições, de lembrar sem muita dor da impunidade no caso do assassinato de nosso irmão, de ensinar e aprender, de que amanhã será o aniversario de minha irmã Soraya, depois o casamento de nossa sobrinha Fernanda,  da proximidade dos 80 anos de meu pai; lembro-me das poucas ferramentas que sempre tivemos e de que em alguns momentos fomos capazes de fazer a diferença na vida de pessoas. Estou feliz, sou feliz. Quantos desagravos! Quantas conquistas e ganhos nesse espaço de tempo! Quanto tenho sido abençoada ! Cuido para que a minha passagem não seja um mero acaso, cuido para tornar-me a cada amanhecer, mais humana, mais cristã, cuido para que a minha vida seja pautada pelo bom-senso e pela serenidade, cuido para ter mais motivos para agradecer, para ser e permanecer, cuido para enxergar melhor as qualidades daqueles que de mim se aproximam, cuido para que o meu abraço seja sempre fraternal e sincero. Enfim nessa nova idade, cuido para confiar mais nas pessoas.
Costumeiramente não faço festa, não me dou muito bem com fotos, houve um dia em que tive vontade de me esconder, de inibir minhas esperanças, de desistir de projetos e sonhos, de recolher meus recortes e escritas, de manifestar minha incredulidade diante de todos os fatos, vontade até de parecer mais tola e menos especial. Graças a Deus não vivo esse tempo! Graças a Deus hoje acredito na sensualidade da mesma forma que acredito na solidariedade; a futilidade às vezes necessária não me faz bem, nunca fez. Hoje meu aniversario ganha outro significado: começou bem cedo, à meia noite, chapéus de palhas, enfeitando as paredes; canjicas, mingau de milho, frutas, ponche, bolos de milho, tudo sobre a mesa anunciavam a importância dada à data e à pessoa. A discrição das pessoas,  a organização da surpresa, sinalizam a grande data, o que mais posso exigir de presentes? Resta-me praticar a aceitação de coração aberto, resta-me pensar no outro sem julgá-lo e sem querer prejudica-lo, resta-me manter os pés firmes no chão, resta-me a inevitável transformação, resta-me o sentimento de agradecimentos, a sensibilidade para o reconhecimento.
Portanto, sei que não mudei de uma hora para outra, sei que ainda tenho muito da quietude interior, porém sei que evolui e que posso ser mais humana, respeitando e aceitando o outro. Ao final, com essa minha simples homenagem, só posso mais uma vez agradecer a Deus e trago uma passagem dita pelo salmista “ensina-nos a contar os nossos dias para que nosso coração alcance sabedoria”, aos demais, irmãos, filho, parentes, amigos, colegas que expressaram o sentimento de alegria com a passagem de meu aniversario, muito obrigada! Aos que pensaram, escolheram ficar no anonimato, com mensagens mais discretas ou desejaram apenas no coração, obrigada! Aos curiosos, desejando saber sobre a idade, só adianto uma coisa: hoje estou um pouco mais velha, nem tanto! Agora, faço questão de dizer que as minhas renuncias e meu amadurecimento são o fermento para minha nova idade. Parabéns, Nilma!

Oitenta e quatro anos:alguns sentidos, minha história

Fonte:Iran Avellar




Ao falar sobre minha cidade, quando resolvo homenageá-la, a cada vez trago uma adesão, outros sentidos, um novo olhar, outra história.  Pelo que acompanhamos aos que estão atentos e parafraseando Heraclito nós não somos os mesmos a cada amanhecer; dia após dia somos “obrigados” a pensar de maneira mais otimista, a adotar outras prioridades, solidarizar-se, conviver, tolerar, fazer escolhas, e com a cultura de um povo essa teoria defendida pelo filósofo não podia ser diferente.
 De leve, dou uma breve olhada nalguns textos que escrevi ao longo dos tempos para homenagear Urbano Santos, vejo momento de extrema incredulidade, num round  entre o que temos de bom e o que queremos para nossa cidade; momentos em que minhas palavras soam bastante emotivas ao falar de nossos rios, de nossos descasos e as agressões constantes. Fiz textos em versos, em prosa, usei outros modelos, sempre mantendo minha identidade, de iniciante ou aprendiz; outras nuances não representam alienação ou desapropriação de conhecimento;  para mim, mesmo os que não gostam de minha escrita, vejo como uma maneira inteligente de fazer suas escolhas. Hoje quando escrevo, por exemplo, falo a respeito de minha poesia, de meu comportamento diante dos fatos e das histórias de meu município, é uma opção minha. Afinal, o que ficará de nós nesses anos todos de trajetória se não tivermos uma única vez coragem de posicionar-se diante de um fato? Mesmo não sendo pesquisadora, qual sentido pretendo dar para a minha participação nas comemorações desse aniversário?
Em 2012, aliás, quando escrevi “Urbano  Santos terra prometida...” provoco em nós a necessidade de rediscutirmos as oportunidades; de pensarmos nos desafios sem as frustrações pessoais, de continuarmos sedentos pelos compromissos; de preferirmos os ganhos coletivos; de desejarmos a festa, as inaugurações, mas de escolhermos o modelo de gestão que pretendemos construir; de sabermos  olhar para tecer vidas, para sermos  multiplicadores; de propagar que  o lugar é nosso; de que  o cuidado pela prosperidade depende de nós ! Ninguém dá conta ao mesmo tempo de todas as coisas, a cidade cresce, as mídias são outras, as divisões administrativas e geográficas sofreram alterações. De repente, depois de tantas mãos talentosas, passaram-se oitenta e quatro anos, e nossa cidade não são só dissabores, nos índices, não apenas maus  tratos, descompromissos ,gestos provincianos,  violência urbana, “pão e circo” , somos capazes de fazer parte dessa reconstrução; os tijolos e alicerces tem as nossas marcas; as tecnologias nos levam para tantos lugares. Se olharmos um pouco para trás encontraremos em nossas lembranças, fatos que estão apenas em nossa memória, como se fossem lendas. Outros olhares, outras determinações contribuíram para nossa chegada até aqui. E então: esse pequeno recorte não faz parte da história?
         Logo, depois de ouvir e ver cada uma das homenagens, de louvar  e agradecer na Santa Missa, de cantar ao som do  Coral São João, das bênçãos de Maria, das lembranças de São Pedro entendi com uma mensagem bíblica  Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho”, confio que essa história e todas as relações nela contidas agregam valores para uma melhor  qualidade de vida, para o alavancar da prosperidade econômica,  por uma valoração digna de bens patrimoniais, pelo crescimento agrícola, pela superação de defasagem e distorções sociais, pela adoção de melhores atitudes, pela constituição da alternância de poderes, por outras vozes, nova aquisição de direitos, pelo cumprimento de deveres, pelas projeções acadêmicas, pela massificação da informação,pela democratização de mídias,  pelas revitalizações ... é claro que esses meus sentidos não completam os mínimos desejados por nós,  porque almejamos e merecemos muito mais, “porque ninguém dorme nossos sonhos”. Assim... e para você quantos sentidos e quantas histórias  cabem nesses oitenta e quatro anos da cidade de Urbano Santos ?Parabéns, minha terra querida; essa é minha homenagem.

Em Maceió, de todos os presentes: a transformação




Parece que foi ontem, que foi há dois dias, há uma semana e só agora ao postar essas linhas, percebo que há exatos quinze dias, “pegávamos” a estrada rumo a Maceió. De lá, trago inúmeros recortes e lembranças da viagem: ao sair, antes de chegar ao Piauí a demonstração de total inabilidade com o GPS, na travessia do Rio Parnaíba, o medo incontido de manter-se sobre o “pontão”; no contraste de clima e de solo, sobretudo em terras pernambucanas; a alegria explícita no semblante de minha irmã, os risos, as piadas, “a farofa” típica dos que escolhem paradas rápidas, as pequenas serras, a pedra... Esse meu texto comecei a construi-lo durante a viagem de ida e volta, na estada, na hora de cantar parabéns, em momentos distintos e ímpares desse passeio e não sei por que me lembrei de Marina Colasanti “a gente se acostuma demais para não sofrer”; nesse exercício devo justificar a minha lembrança.
Estou naturalmente induzida a dizer sobre essa viagem, é que esse mês, dia dezenove foi aniversário de meu irmão Sodré, o Claudio; há onze anos mora longe de nós (embora venha frequentemente aqui) eu, minha mãe e minha irmã ainda não havíamos tido tempo para  fazer-lhe uma visita, atarefadas com outras prioridades fomos deixando de lado o desejo de planejarmos o passeio. (Reconheço que algumas vezes não trago boas memórias) a vida secreta ou desconhecida de cada um nos dá sinais de que “a gente não devia se acostumar tanto”, nesse repertório, citaria, por exemplo: estudos, trabalhos, compromissos, reuniões, afazeres domésticos, débitos, preocupações com filhos etc, vai se acostumando tanto que não sobra tempo para doses mínimas de alegria ou felicidade; deixa-se de lado, o bom filme, protelam-se as conversas fiadas com os colegas, o olhar para a natureza, adiam-se os afetos, os gestos de carinho. A nossa rotina (via de regra) nos rouba para uma vida de mordaças, de incapacidades, de incompreensões; nos leva a conviver com os sobressaltos da violência, com as falsidades ideológicas, com as tristezas intermináveis, numa projeção que beira à naturalidade.Nessa viagem percebi o quanto o mundo é grande e minúsculo, e que posso fazer parte de grandes alegrias afastando-me alguns quilômetros de minha casa.
        Essas minhas lembranças e boas memórias não terão preço para mim, para minha mãe e irmã, para a família de meu irmão, para todos nós, esse presente foi singular, embrulhado com os gestos de carinho materno e as medidas certas da amizade fraternal, esse presente depois de entregue, foi duplamente singular, custou tão pouco aos nossos bolsos: custou apenas o olhar pela janela do carro, das formas, das cores e paisagens da estrada; o desencontro na chegada da cidade (por falha do GPS), o tempo admirando a Ótica Sodré, custou o abraço espontâneo, o passeio noturno e breve pelas avenidas da capital alagoana, a alegria coletiva, a emoção da chegada, o beijo demorado, o sorriso das crianças, o almoço maranhense, a ausência de fotografias, o tempo para as apresentações das “célebres” visitas, custou à estranheza de uma igreja na Pedra, uma noite de sonos e de energias. Esse presente custou-me essa história, essa saudade! Custou-me as metáforas, algumas lágrimas de despedida! De minha parte, “protegi minha alma das asperezas dos noticiários” porque aceitei os elogios, as pulsações de otimismo; aceitei ser a narradora dessa reflexão, “a gente” quando quer pode desacostumar-se, pode desconstruir, desaprender. Nesse curto espaço de tempo, aproveito para ratificar o que já vem sendo dito por Lya Luft “viver deveria ser até o último pensamento e o derradeiro olhar_ transformar-se”.Por mim, a minha viagem a Maceió, de todos os presentes, custou-me a transformação

Urbano Santos: projetos de três entidades selecionados em edital



Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente de Urbano Santos, Escola Gêneses e Associação Folclórica e Cultural de Urbano Santos. Essas foram as três entidades selecionadas para receber recursos da Justiça para a realização de projetos sociais. A informação é da titular da unidade, juíza Odete Maria Pessoa Mota. Quatro entidades se inscreveram na seleção.
As entidades selecionadas encontram-se sediadas no município de Urbano Santos, informa a juíza que lamenta a não inscrição de entidades sediadas em Belágua e São Benedito do Rio Preto, termos da comarca.
De acordo com a magistrada, “as instituições escolhidas apresentaram todos os documentos exigidos no edital, demonstrando ser idôneas ao recebimento de recursos oriundos de transações penais, prestações pecuniárias e suspensão condicional do processo ou da pena realizadas pelo juízo da comarca, conforme explicitado no edital 02/2013 e previsto na Resolução nº. 154 do Conselho Nacional de Justiça”.
O próximo passo é a audiência com as instituições selecionadas a ser marcada pela juíza, “ocasião em que será esclarecida a origem dos recursos e a forma de repasse, bem como as obrigações que deverão ser assumidas pelas instituições a fim de que continuem a receber tais verbas, a exemplo da prestação de contas”.

Julguei bastante interessante divulgar.

Fonte: Marta Barros
Assessoria de Comunicação da CGJ-MA

Sendo prata, todas sempre brilham



Cuidar das pratas de casa
Há exatos cinco anos, escrevi um texto cujo título era "Desaprender a lição nesse caso basta" numa reflexão de que a linguagem nos diferencia dos demais animais e “sensibilizar “ àqueles que ainda utilizam pasquins ou  textos apócrifos para demonstrarem insatisfações com os modelos de pessoas, de profissionais ou políticos que não se aceita mais isso como instrumentos de saber, de poder ou de disseminação de conhecimentos. Os tempos, e os paradigmas não servem para acalentar frustrações de invejosos, desocupados; incapazes de debater claramente ideias, promovendo a cultura da coletividade.
Trago daqui um exemplo, que se eu não estiver equivocada encerra hoje  um ciclo de dez anos: viagens aos Fóruns de Educação em Salvador, em Natal, São Luís.. Projeto Aprendendo a Conhecer, I Fórum de Leitura no Colégio Dr. Magno Bacelar, I Café Literário, I Gincana Cultural... lendo assim não parece que esses acontecimentos ressignificaram a história de vida de algumas pessoas, não parece que ocorreram pela determinação de uma ótica aguçada para construção de novos saberes,  não parece que o incentivo para aquele show de calouros daria mais asas ao nosso artista local; nem de longe para os que não fazem  questão de evoluir, não parece que somos além das evidencias, mais, que   as ações dentro do Projeto  receberam  críticas, comentários depreciativos; no entanto, a predisposição para que os espaços criassem vidas foi só uma pequena iniciativa. (Para mim, essas questões de falácias sem argumentos já nem devem  fazer parte desse repertório, salvo para aqueles que sofrem da falta de caráter) Sinceramente, fechados os parênteses, não trago a socialização de infratores eventuais que em nada acrescentaram para essa minha página; trago antes o cotidiano de quem foi aprovada em seu primeiro concurso público aos dezenove anos, de quem por mérito foi mais uma vez aprovada em concurso, em vestibular para a primeira graduação , dos desafios enfrentados para concluir a  Licenciatura em meses de férias,a aprovação há quatro anos no curso de Direito, e se o resultado extraoficial não o  trair, a aprovação com 80% de acertos na prova da OAB, recentemente.
A mim me resta participar do círculo de amizade de tão elevada capacidade em discernir, de zelar pelo nível de ensino daqueles que estão e conseguem ser cada dia  mais construtores do saber e do saber fazer, de dizer o quanto é possível desatrelar os julgamentos pessoais e preconceituosos do julgamento pessoal e ético de cada um, de desconstruir o determinismo de Taine à luz de um único fator: a efetiva competencia,  em repetir que os caminhos por mais longos que pareçam servem de incentivo para aos que almejam a vitória, de acreditar que nossa “visão prospectiva pode nos perenizar pela eternidade”. Não me acanho de nenhuma palavra, de dizer que ganhei nas tardes ou noites de planejamentos sempre um  tempo para os debates de discussão promissora,  cresci pessoalmente com a qualidade de quem prima pelo "papo" de ideias, com a visão de que a história estava sendo construida por nós,com a  percepção para aprender a gostar, a conhecer, a querer . Cresci com o entendimento de que cada dia é um milagre, cada dia  traz uma nuance, uma oportunidade;que as possibilidades estão para todas, bem como estiveram para ela,  que o dito popular “santo de casa não faz milagres” pode ser desmitificado.
Portanto, com mais essa lição, no silencio, na contemplação,nos  ritmos e sons de palavras,  em trocas de experiências,em harmonias ou dissabores de ideias, essa é minha maneira de parabenizar minha amiga que tem crescido interiormente com a sua fé,com a determinação, a sensibilidade de quem é responsável pela manifestação grandiosa de sua própria alma,com  atitudes, com firmeza; fazendo com que eu reescreva as passagens das canções  “esperar não é saber, quem sabe faz o milagre acontecer”; para mim, em sendo prata  todas brilham, depende de quem a olha; essa sobre quem falo brilha e brilha muito. Parabéns, Norma Silva; cuidar da prata da casa é de minha ótica uma recomendação necessária, atribuição daqueles que não se antecipam em conceitos e aprendem a conhecer. Grande abraço! Dois de maio!

Postagem em destaque

Madalena, Madalena que seja de paz sua oração

  N esse mês  da Mulher minha voz vem através da Rita de Cássia filha da Madalena , e para começar , minha tentativa não definirá os aspecto...