Trajes Traqueias Trajetos : de um reflexo à reflexão


Não sei se cumpro, mas faço um esforço para recompensar meus leitores com boas escritas com um nível de leitura capaz de estimulá-los a compreender o mundo além das pequenas rodas... Há outros insights no âmbito dos trajetos corriqueiros que nos ajudam a perceber que toda conquista depende do quanto colocamos de nós mesmos e de nossa capacidade em sermos mais solidários. É preciso importar-se mais com o outro, em todos os lugares há pessoas que nos querem bem, há quem deseje nosso fracasso, no entanto não é desse último que devemos extrair nossas forças. Compreender que nossa presença será notada, desde que edifiquemos o que houver de melhor em nós,  lançando um olhar positivo em tudo que tocarmos nossas mãos!     “De mãos dadas”, orienta o poeta!
Há um mês escrevi em meu status de rede social “já tenho as 365 peças de roupas com as quais eu sonhei um dia, mais uma, em caso de ano bissexto; sou muito grata, no entanto, nessa tarde, nenhuma delas me serve”. Quando escrevi, servia de prólogo para uma grande escrita, naqueles dias, à espera da maior grandeza de espírito para celebrar os sete anos da passagem de vida de nosso irmão cabo Sodré, grandeza ainda  para receber a fatídica noticia da morte de nosso irmão em Cristo, Edinaldo Costa; com quem criamos laços de afeto, através de quem recebemos os primeiros olhares de Nossa Mãe Aparecida;   sentimentos embaçados por deparar naquela data pessoalmente com aquele porque manifestei  muita raiva após a execução de nosso irmão. Parei por aqui, recuei, e em se tratando de trajetos apenas troquei o itinerário; dito isso, deparo-me com parecença do conto de fadas de cujo título é “ A nova roupa do rei”, muita gente já leu e sabe sobre o tema do conto; na postagem recebi um bom incentivo: tente misturar as peças! Sobre o conto, em detrimento da postagem, antes mesmo que eu o lesse papai já nos contava sobre ele, em se tratando de trajes, nunca gostou que pedíssemos emprestada alguma peça para colegas, “cada um usa o que tem” e não adiantava retrucar que estava “repetindo”. Misture as peças! Arrisquei no mês de Maio escrever “Para que nosso irmão foi chamado”, nesse ano fez sete anos de sua partida e nossas renuncias tem sido no investir em outras vidas; outros irmãos precisam de nós; na melhor das hipóteses decidir por enfrentar as dores juntos .
Esse texto vem sendo escrito há mais de um mês, a gente vai aos poucos fazendo as somatórias das coisas, (não para o acumulo de ressentimentos) quando em 2013 papai teve aquela crise respiratória, foi internado , ficou quatro meses na UTI, até ali, só sabia da palavra “traqueias” das recordações de aulas de ciências no fundamental, agora eu sei para que servem. Nessa trajetória os períodos foram de muitas turbulências, mas de lucidez, equilíbrio e fé, essa última nunca perdemos; depois, não faço dessa minha escrita dogma para criar mais comoção em que a lê, trago aquilo que construo para aprimorar minhas impressões e relações com o próximo, recorro às lembranças...   por exemplo, no dia 28 passado próximo,  quando nos preparávamos para ir à missa , papai havia dito naquela madrugada de um sonho que tivera com um filho que havia sido morto. Crianças também tem sonhos, diante dele pensei: “a vida é um sopro”, é esse improviso que fazemos todos os dias. De certo que não encontraremos nessa escrita, as coesões necessárias em todos os períodos e parágrafos, por mim, a sucessão do título já me traz essa clareza, quiçá a coerência, isso basta. Chorei mesmo naquele dia em que disse sobre as 365 peças de roupas, porém não usei pseudônimos para ir às redes, nem me fiz de vítima, o que às vezes mexe comigo, mexe também com quem está por perto para se agigantar ou não diante de prováveis percepções! Temos todos, dentro de nós capacidades incríveis para a resolução de problemas, aceitar a existência de outros caminhos, a possibilidade de novas escolhas nos torna mais fortes, porém o forte também chora!
Algumas de minhas histórias não teriam “essas graças” se não fossem os breves diálogos nos plantões de minha mãe e outras aprendizagens adquiridas  sobretudo com meu pai, dia desses quando opta por pedir uma música , ele vai lá bem nas  antigas , claro, e pediu Evaldo Braga, daí eu pergunto : e tem esse cantor? __ Sim, e eu quero a música da cruz ! Melancólica demais a melodia e letra, pequenas lágrimas escorreram de seus olhos! “Sinto a cruz que carrego bastante pesada”.  Quantas lembranças e memórias passaram naquela cabecinha! Quantas!? Não me fará bem descrever a sensação, porque toda nossa perplexidade se dar quando nos deparamos com pequenos desejos de meu pai e não o realizamos; “o bebê pede e chora, outras vezes pede e cala-se” porque ninguém escuta sua voz! Quando escuta, é dolorido, ouvir dizer que está assim porque sente fome!  Não há lei que explique! Em nossa condição de mãe, só sabemos dizer que o amor de Deus por nós é imensurável. Há virtudes que não aparecem nas fotos, outras que mesmo descritas nas falas não encontramos explicações! Já fiz outros cinquentas
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, eu e Deus sabemos até onde fui leviana e de quanto fui capaz de estender a mão, apenas Ele sonda nossa coração e sabe do nosso agir ou do nosso julgar! Por último, porque preciso completar meu raciocínio, somos todos leigos diante de certos "enfrentamentos" o prodígio está na capacidade que cada um tem de manifestar amor! Nem sempre quem decora todas “as passagens” as usa como reflexo em sua vida, tudo é relativo , já disse o antigo cientista! Meus trajes mais longos ou mais novos, não definem minha trajetória ou camuflam meu caráter, alguns podem ser recriados... sobre o deserto li pela primeira vez no livro de Saint-Exupéry, aprendi um pouco mais nas passagens bíblicas ,contudo é no dia a dia , em nossos percursos que compreendemos porque o poço é tão fundo! Minha profissão,  parte de minha vida! Minha função, minha escrita uma percepção sobre a vida! Nesses tempos de sermos mais solidários, se não posso ser CRISTO , irei de Lavoisier, com gratidão,  “porque só serei aquilo que dou conta de ser”! De onde estou, minha, toda reflexão!

Naquele 28 de maio... para que nosso irmão foi chamado?




"Mês de maio: mês de Maria, mês das mães,  de irmãs e também das filhas  mês de todas nós, construtoras dessa hegemonia ;para uma boa parte da população brasileira que não chega a ser grande maioria ,mês do milagre, da superação da imagem pela fé; na passagem da Santa Mãe Aparecida por nossa cidade, fomos surpreendidos por diferentes gestos de fé, vários pela devoção, outras bem grandiosas pela emoção, e tenho clareza de que não é idolatria. E “veio cantando entre nós , Maria de Deus Senhora de Paz, e veio, orando por nós a Mãe de Jesus” ; reconhecemos Maria como nossa mãe, em praticamente todas as orações que fazemos; na passagem bíblica em João, esta descrita, que Ela estava perto da cruz, essa deve ter sido a pior travessia ! Que dor inimaginável para uma mãe , vendo seu filho crucificado!
A história e o papel de Maria em todos os fatos bíblicos merecem nossa reflexão, o que aprendo, e até minha transgressão ponho aqui, em 2010, por exemplo, quando meu coração endureceu mais ainda devido ao fato da execução de meu irmão cabo Sodré, recebi uma leve crítica por conta de uma publicação que tornou-se pública cujo título era : Por que mataram nosso irmão, porque? Na composição, obedecendo aos descontroles emocionais impus meu olhar unilateral, mais apegada aos valores materiais não me dava conta de que todas as coisas de Deus são mistério, enfatizei minha enorme raiva e incapacidade de exercer o perdão por longos dias! Não havia serenidade em minhas falas, imbricada em minha “razão”, não reconhecia  discernimento em minhas escutas; só tinha olhar para quão trágico havia sido aquele assassinato: era nosso irmão! Mataram-no! Mataram nossas vaidades pessoais! Tiraram a alegria do semblante de nossos pais! Nos diferentes canais e mídias faziam críticas e aberrações a respeito do contexto sobre o qual o crime estava envolvido, e eu não compreendia porque aqueles homens, vestindo as mesmas fardas , quiçá marchassem no mesmo pelotão, porque mascaravam a verdade ! Entendi depois de alguns dias que eu precisaria harmonizar minha fé cristã, entendi através de Maria, nossa mãe, que “Deus envia um filho amado para morrer por nós”, entendi que essa nossa fraqueza humana é provisória porque o Senhor nos mostra que somos fortes e todos temos  dentro de nós um certo dom para a eternidade; entendi e atendi mais uma vez ao pedido de meu pai: não adiantaria brigar com “os poderosos”  ou autores da operação, os males estavam com eles, não entre nós! Entendi que não há necessidade de prever o mal para o outro, é preciso perdoar-lhe. Nessa expressão parecia uma voz materna ao repetir, “ Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”! Entendi sobremaneira a cada invocação de uma Ave Maria particularmente nesse mês, o poder da prece, e de quantas vezes a Mãe intercede por seus filhos! Isso são gestos de amor; tem poder de cura e libertação!
Quanto ao fato, depois da brutalidade do assassinato, fomos prudentemente celebrando as missas, na intenção; no apego às orações; por mim, comecei a modificar meus olhares em torno dos sentimentos iniciais, fomos trazendo aos horários de refeições, todas as melhores lembranças; ríamos juntos e ele não deixou de ficar presente entre nós, dos hinos que ecoavam não viraram fantasias  em minha vida“ Deus me trouxe aqui para aliviar o meu sofrimento, Ele é o autor da Fé,”  e era disso , apenas disso que precisávamos naquele momento. Hoje quando escrevo já se passaram sete anos! Sete anos! E temos muita certeza de que não há um só dia que nossa mãe não se lembre de sua presença, e quando o evangelho traz a expressão “até setenta vezes sete” é possível que nos diga: sejam misericordiosos uns com outros; não esgotem dentro de si mesmos as chances de reconciliação! Não deixem de perdoar e esquecer aquilo que pareceu o mal que lhes fizeram! Sei que a realidade é dura demais, custa muito para nós, vermos um ente querido acamado e não se indignar caso não receba o devido atendimento ; dói demais ver um irmão assassinado e antecipar o julgamento  em achar que foi providencial; dói ainda perder pessoas queridas em vida para arrogância ou  nas disputas de poderes! Mas qual de nós estaria isento de pecados “ e atiraria a primeira pedra”? Quem de nós?
Confiantes de que naquele 28 de maio de 2010, pode ter sido ou não uma operação equivocada resultando na execução, pode ter sido um chamado, celebraremos mais um ano de sua passagem para outra vida; confiantes de que outras alegrias temos recebido; a contar, os “bons dias” vindo de nosso pai, quando abre os olhos ao acordar, contar ainda da disposição, da benevolência de nossa mãe e todos os cuidados que tem tido conosco. Minha demanda é essa: pedir em prece à Maria que ilumine nossa vidas,  acalante nossos corações e nos direcione para a prática do bem! E quando o Senhor nos convida a reunir em qualquer templo, pede comunhão e ensina a todos o mesmo mandamento: “Nisto todos saberão que vós sois os meus discípulos; “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”, para que prova maior de amor do que essa de colocar-se e doar-se ao irmão?  Nos dias atuais, chama-se a isso de tolerância! Todos os destinos são pós, e eu cumpro as ordens de meu coração. Nessas lembranças provoco as lágrimas mas não excluo as alegrias de tantos aprendizados em vida, terei dito: quem tem Deus no coração, não terá tempo de maquinar e em expressões desejar o mal ao outro! “Nossa Senhora escuta o nosso silencio, nossa oração”






Ela não é da silva, é dos santos: mas (ENTA) é Graça!

Começando essa minha página queria dizer que primeiro dei-lhe o título, comecei a escrever já faz um dias,  encontrei as justificativas , apresentei mais perguntas do que respostas, fiz uma lista de coisas com as quais eu supostamente encontraria no decorrer da história: será isso mesmo que pretendo escrever como dedicatória para alguém porque nutro  amizade e respeito? As cenas ora apresentadas aqui não começam pelo simples fato de admitir que toda convivência humana nos proporciona uma espécie de transformação. A gente sabe que é possível conjugar no plural quando estabelecemos em nossas vidas as conquistas que nos satisfaçam, mas, sobretudo algumas que sejam capazes de ajudar na qualidade de vida de outras pessoas. Não trago evidencias, evidentemente  com a mesma convicção com que escrevo , serei capaz de dizer ainda que houvesse desaprovação.Lembrei-me quando estava escrevendo, da fábula da abelha irritada quer na imitação da fábula quer de  alguma parábola, depende de quem com sua essência ou na inocência desperte para outras intenções.
Fui “parar” no mesmo local de trabalho da pessoa sobre quem falo, ainda em 2011, foi minha aluna, (nem sei,, somos quase da mesma idade) sou numa dessas horas , pessoa de estirpe não muito boa para começar a fazer amizade, ressabiada, esmoreço na primeira conversa do “ouvir dizer” ou do “disseram”! Nesse mesmo ano, orientando um trabalho de literatura com alunos de Ensino Médio, fiz a maior campanha entre os colegas para que o visitassem e acompanhassem a defesa oral de cada um deles. De verdade, sempre fui convencida de que meus alunos escreviam e argumentavam muito bem; depois dessa fragmentação nos afastamos! Continuamos colegas é bom que se diga! Passado esses dias , e meses... em 2013 voltamos a nos encontrar no mesmo campo, dessa vez, meu nome não soara bem por aquela mediação; cheguei muito mais desconfiada! Mas eu fiz a politica da boa vizinhança, comecei com minha atuação cidadã e cristã; fiz uma adequações aqui e ali em meu modo de pensar e ver as coisas, fui sendo repetitiva nalgumas palavras , porém o melhor de mim não era enxergado __ eu resmungava demais. Não me ative a dados e números , ative-me à missão para a qual fui convidada e com o mesmo ímpeto para compreender o âmago das coisas mais implícitas, tornei-me mais humilde para digerir melhor todos os cenários, e sobretudo para relacionar-me melhor e por entender que os cristãos em paz consigo mesmos precisam da  a grandeza de seu próprio espírito, (sei que não sou fácil) ! Precisei um dia desses  dizer: a gente não é feito de papel, de cadeiras, de mesas e de armários, e o que faz com que a nossa presença seja notada são os gestos de alegria , ou de bondade, o jeito peculiar de compartilhar informações e as constantes manifestações de gratidão! Aprendi a agradecer mais! Destratá-la por conta do excesso do salto, do exagero da maquiagem ou do colorido e preferencia do preto daquelas blusas e calças do dia a dia, não a tornam menos importante do que tem sido no decorrer desses anos! Aprendi a agradecer! Aprendi a reconhecer! Aprendo de verdade a ser melhor pessoa! Obrigada, dos santos, mas eta, você precisava também ser da silva!
Obrigada , dos Santos!
Inspirada noutras publicações, e porque Deus não dorme, através dessa pequena página, trouxe os dados dos primeiros atendimentos dados ao meu pai quando teve as crises respiratórias, há quatro anos, e a presença dela em minha vida intensifica, cercada das preocupações , das palavras de animo, das sinceras expressões e chamadas para todo e qualquer real perigo; ajudou-me na escolha  de qual pior defeito eu preferiria.. Discordamos em tantas posições e defesa de “tese”, já fui áspera ao extremo, quando mal compreendida! Já a deixei falando sozinha quando pretendia apenas manifestar um carinho, nesse ínterim, penso depois ”meu desequilíbrio emocional”  “não é desse mundo”, nunca fui normal! Eu não precisei  subestimar sua competência : é inteligente, forte, competente, estudiosa, batalhadora; é mãe, amiga, professora, irmã... vai às lágrimas quando se vê acuada por algum desafeto! Tem outras tantas e dezenas de amizades maravilhosas que lhe acrescentam alegrias; que também compartilham outras cores; acha espaço e tempo para aconselhar-se e para dar bons conselhos! Nesse inicio de ano bem como nos demais , depois de 2013 é aquela que sonda as entranhas e traz acômodo necessário para diferentes dores. Ela e toda a sua  família sabem do orgulho que tem trazido para alguns de nós e para  todos eles! Eu não comecei minha escrita hoje, porém recolho-me  especialmente nesse dia, em detrimento do Dia do Pedagogo  para trazer essa homenagem necessária. E quando estive debatendo sobre o tema de nosso sarau desse ano, eu a ouvi, e trago para ela uma breve reposta “ Mulheres na história: nomes que fazem a diferença”; para mim, na minha vida, em minha profissão , no exercício de minha função , você é um nome que tem feito toda diferença, tem igualmente convencido outras pessoas que há “ de algum modo uma porta destrancada esperando por nós , por nossa mão e poder adentrar"!
E como essa publicação está em meu blog, que é  "tão bem acessado", você só  terá três  opções, a começar pelo  interessante,  bem alertou meu novo mentor intelectual! Por último, eu nem queria  discordar  no entanto,  “ há coisas que  são só da personalidade, outras, do caráter," sou muito grata nas vezes em que me orientas no uso da razão, muita agradecida pela disponibilidade , grata pela amizade! Você está em minha história! Você é uma dádiva! E eu não perdi a fé! Toda conquista vem embrulhada e tudo vai passar, não é mesmo?! Sandálias baixas, pés no chão, vestidos coloridos ... podem até não nos enxergar....Em seu nome Gracineth Santos agradeço e parabenizo aos demais profissionais que tem na pedagogia a capacidade de multiplicar e compartilhar!  Na bíblia diz que "o amigo é o milagre do calor humano que Deus opera no coração"; sinto isso, sei disso e se eu ficar afônica porque é triste ficar sem voz, usarei esse espaço, para ouvir o eco de suas palavras ao dizer: "Estou aqui"! Se não houver harmonia em minhas palavras, queria dizer... "Nossa Senhora Aparecida rogai por todos nós"!

Uns registros, uns ensaios... minhas CEM histórias !

Obrigada Kaio Sousa 
Há cinco anos eu idealizava a construção dessa página por aqui, em minha sala de aula, o caráter em sua proposição era outro, quis de algum modo provocar para a prática de leitura e escrita, não apenas pela obrigação em fazê-lo, porém não mudei de todo o rumo , nem a uso como termômetro para influenciar melhor meu “status”! Comigo mesmo apenas exclamarei: Quem me dera de lá para cá ao menos uma página por semana! Quem me dera a capacidade de intuir e ter inspiração suficiente para promover melhor essa página! Quem me dera a aderência de outras mãos para conjugar e estimular novos ensaios! Porém, sento-me só, e quando escrevo sinto a expressão divina não apenas nessas palavras; sou inteiramente agradecida em saber que em minha missão , tenho conseguido algumas reflexões necessárias. No itinerário há sempre alguém para ler, ouvir sua própria voz ao invés da minha. E chego à marca dos 100 (cem) textos publicados. Somente isso! Pois é, e alguns deles nem são meus, trago escrito de colegas meus, amantes da literatura.  No cerne dessas minhas cem histórias há homenagens aos bons nomes de amigos que tornaram mais possível sonhos que pareciam serem só meus; e tenho dito: em minha profissão e no exercício das funções para as quais fui convidada, se eu a deixar hoje, minha passagem terá valido a pena! Não faço sensacionalismo, nem publicações para execrar nome de ninguém; sou titular do blog e esse espaço às vezes, é minha armadura ! A par disso, uso a fé!
Fiz aí há uns dias, uma metáfora , como diz uma amigo meu, no embaralhar de palavras , a trajetória dos rios e sobre as pancadas de chuvas, com a maturidade , vamos percebendo os clichês necessários: “a vida não teria essas graça toda se tudo estivesse ao nosso alcance”!É preciso que eu tenha esse medo de chuvas torrenciais, a fobia incontrolável de fogos e foguetes... Caminhos espinhosos, posições contraditórias todos atravessamos para testar nossa capacidade física; nossa condição humana: não somos santos!  A gente não agrada todas as vezes, e ainda que tenhamos acertado as noventa e nove, toda graça e gratidão estaria na centésima vez; imersos em nossos próprios egoísmos não aceitamos as conversões necessárias ... e infelizmente  a empatia não é habilidade comum porque  até que se adquira essa consciência, muitos laços terão sido desfeitos, a rigor, nem mesmo eu,  tendo em vista meus exercicios, conseguiria essa façanha facilmente! As minhas inevitáveis limitações humanas, os acúmulos emocionais, os despropósitos na administração de minha vaidade, maculam meus desejos de querer “olhar através do outro” ; há coisas que são culturais, impedindo-nos de usar o bem de nossas falas em atitudes diárias, e como diz a letra da música : é “você querer a frente das coisas, olhando de lado”!
Obrigada Kaio Sousa
Essa minha escrita é continua  nem sei o tempo em que peguei nesse caderno para começar as primeiras linhas; mas “faltava um pedaço” , deixei outras impressões na reabertura das aulas do Chagas Araújo e Andrelina Carvalho, tive a chance de fortalecer minha audição para poder ouvir melhor minhas próprias palavras, e o que está latente dentro de mim, depois disso, não pretendo compartilhar aqui nessa página (não agora). Passado esses momentos, fui lembrada para expressar minha gratidão e ser interlocutora de fé quando da passagem da Mãe Aparecida em nossa cidade, fui testada e pedir ao coração que acuradamente me desse um retorno. Meu curador intelectual me disse que ouvisse a voz do Espirito Santo! A afinidade cria confiança, eu não terei melhor forma de comemorar meu centenário na escrita se não nessa gratidão à Aparecida pelo tamanho da festa, da manifestação dos fieis, pelos registros, pela emoção, pela santidade! Ali consegui concretizar minhas previsões mais intimas, fomos todos nós, cristãos, sensibilizados com as recepções: as crianças representando as comunidades, aos demais,  representando as escolas, os homens do cárcere, aos irmãos internados no hospital, sobretudo do Edinaldo Lima, dada sua fragilidade física, seu histórico,  sua emoção... aprendendo a rezar mais para poder perdoar; para compreender os propósitos e desígnios! Cantei e me emocionei com nossos  cantores Mirins logo pela manhã, à noite com nossa cantora Meyre Soeiro, em seguida com Fernando de Carvalho e eu queria também cantar, rezar, agradecer ... “sou caipira”, “me disseram, porém que eu viesse aqui para pedir em Romaria e prece paz aos desaventos, como eu não sei rezar” só queria expressar meu sondar, escutar, meu calar, “meu olhar, meu olhar" ! Arrisquei um paradigma: o milagre não está no pó, não está no chá, tampouco na imagem; o milagre esta em nossa fé! Em não havendo perdão quando em mim estaria a chance de acertar na centésima vez, tenho certeza de que minha voz não será esquecida de  uma  hora       para     outra ... aos que compreendem as noventa e nove oportunidades na voz, nas mãos, na escrita: minha gratidão!E enquanto o "cara lá de cima" compreender que mesmo com meus erros, meus pecados e tantos limites,ainda terei chances de escrever seguro no Manto de Nossa Senhora e sigo firme na missão! Por último, em nossa devoção à Maria, cabe o cantar e entoar pelas ruas da cidade “ Santa Mae Maria / nessa Travessia, cubra-nos teu manto cor de anil,/ guarda nossa vida, Mae Aparecida/ Santa Padroeria  do Brasil”. Em tese,  fico sempre com as boas impressões  de fé! Como incentivo para o uso e bondades: "o céu que nos cobre não cobra nada"! Cem histórias , quantas mãos me ajudam a chegar até aqui?



AS MÁSCARAS NOSSAS DE CADA DIA



O presente texto parte de uma reflexão a respeito de uma singela observação acerca do comportamento humano em seu contexto social. Não apenas situada em nosso tempo, ou em um determinado tempo especificamente, mas parte de numa análise diacrônica da humanidade. Neste sentido, não revela dados científicos e nem tampouco tem o propósito de “persuadir” o leitor a respeito de ponto de vista, mas de conduzi-lo a uma reflexão crítica sobre as diferentes posturas por nós assumidas em determinadas circunstâncias de nossas vidas e de nossa história.
Nesse sentido, sempre que alguma ideia me ronda a cabeça com desejo de materializar-se, a primeira dúvida que me surge é sobre a indefinição de que máscara  terei que usá-la para a realização de tal intento. Haja vista, que, em maior ou menor grau, as ações humanas carregam sempre em si, certa dose de dissimulação. E desta forma, considerando-me um sujeito dito normal, agente de uma “sociedade ética e moralmente exemplar” e, sobretudo, um sujeito pensante e formador de opiniões, penso que para cada ideia em que nos propomos a defender, teremos que utilizar uma máscara que corresponda a tal propósito. Assim sendo, assumir a condição de um ser mascarado, talvez seja a forma mais simples e, portanto, mais fácil de nos fazer compreender por nossos pares. Não é uma tarefa simples, porém, necessária. Pois nesta empreitada torna-se imprescindível assumir essa condição de um personagem, nivelando-se, não somente no concernente às ideias, mas principalmente na forma linguística, aos nossos “semelhantes” de modo que se possa atingir o que se pretende.  
Inicialmente, torna-se importante ressaltar que, para muitos essa ideia “meio maluca” poderá até causar alguma estranheza, porém, a concebo com a mais absoluta normalidade visto que à medida que me dedico a tentar compreender o comportamento humano, mais me persuado dessa realidade: o “homem” é um ator da vida real em contínua atuação no grande palco do mundo!Destarte, sendo a dissimulação uma das principais características do homem civilizado, e levando em consideração de que para cada ação que realizamos fazemos uso de diferentes máscaras, associo-me ao pensamento de Lissa Price, que brilhantemente afirma, “Ninguém é o que realmente parece”. E nesse sentido, o que não nos deixa ser, viver e demonstrar o que realmente somos, são “as máscaras nossas de cada dia”. Pois nesta perspectiva, a máscara nada mais é do que um véu invisível que encobre e esconde a nossa verdadeira identidade, aquilo que verdadeiramente somos.  Alguns as usam para encobrir o rosto; outros, as atitudes da alma. Pois aqueles que mais se jugam justos, corretos e intocáveis, são, geralmente, os que mais utilizam as máscaras para esconder o que realmente são. Cabe salientar, que não nos cabe aqui, e nem teria eu a pretensão de julgar especificamente a ninguém, porém, não podemos negar que elas existem e que todos nós as usamos de acordo com as nossas conveniências. Quando não pela intenção de encobrirmos nossas fraquezas e defeitos, ou de vendermos uma imagem daquilo que não somos, mas pela exigência da falsa moral e decoro da sociedade na qual estamos inseridos e dela fazemos parte, “exige” de nós. 
Os tipos das máscaras nossas de cada dia são os mais diversos. Quanto mais máscaras se têm ao dispor e delas se sabe fazer o adequado uso, melhor se sobressairá naquilo que faz e consequentemente, na vida. No entanto, é importante lembrar que não nascemos mascarados, pois é de acordo com o tempo e o meio em que vivemos que as adquirimos e aprendemos a usá-las. Rousseau sabiamente afirma que “O homem nasce puro, a sociedade o corrompe”. Desta forma, desde muito cedo somos corrompidos ao sermos modelados para servir a esse universo de dissimulação e mascaramento social. É de nossos pais, ou seja, no seio de nossas famílias que recebemos as primeiras lições e, portanto, as nossas primeiras máscaras. “O decoro social ordena” e a educação que recebemos se encarrega de nos lapidar, modelar, polir e enquadrar-nos ao modelo social vigente! 
Não tenho dúvidas de que pouquíssimas pessoas se deliciarão ao ler este texto, desagrado que julgo ser absolutamente normal. Primeiro, porque para muitos esta ideia poderá retratar de uma visão extremamente negativa e pessimista da humanidade. Segundo, porque esse tipo de leitura costuma não ser o que a maioria das pessoas gosta de ler. Pois grande parte de nós tende a se sentir atraída por leituras mais fantasiosas e superficiais, o que imperceptivelmente nos ajuda a sedimentar e solidificar nossas máscaras. E isso fortalece ainda mais a tese das máscaras nossas de cada dia.  Porém, torna-se indispensável salientar que não se tratar aqui de uma visão negativa e pessimista da humanidade, mas de uma visão realista do “homem social civilizado”. Portanto, nesta perspectiva, negar a dependência de nossas máscaras é assumir uma condição inversa. É comparável ao homem que arrogantemente estufa o peito e bate dizendo, “eu jamais menti sequer uma só vez em toda minha vida!” Argumento que por si só já imprime uma das mais terríveis e também das mais comuns mentiras que se pode dizer. Pois o homem, por sua natureza, e acrescentando a isso, as condições sociais as quais é submetido, por mais verdadeiro e transparente que seja, não estará isento de mentir, fingir, ocultar, dissimular, a depender das suas conveniências.
As máscaras nossas de cada dia podem ser caracterizadas e entendidas das mais diversas formas, e concebidas como positivas ou negativas a depender da subjetividade e da conveniência de cada um. Elas não existem desde o início da humanidade, portanto, não são inatas. Mas passaram a existir a partir do momento em que o homem passa do seu estado de natureza ao estado social. Assim sendo, não fazem parte do estado de natureza humana, mas do estado social do homem. Nesta perspectiva, estão intrínsecas aos nossos modos de convivência social e, portanto, caracterizam toda e qualquer ação do homem como ser social. Entre os tipos de máscaras mais comuns em nossas atitudes cotidianas, destacam-se: a máscara da hipocrisia, da espiritualidade, da riqueza, da arrogância, da força, da eloquência, da superioridade, da fragilidade, da vitimização, da beleza etc. (a ordem aqui apresentada não significa ter uma mais importância que a outra). Todas elas têm como objetivo, intencional ou não, esconder uma realidade que não se pode, não se deve ou não se quer revelar. Exemplificar aqui cada ação nossa de acordo com os tipos de mascaras acima citados, julgamos não ser necessário, dada simplicidade que esse exercício requer. Pois qualquer pessoa minimamente atenta será capaz de tal proeza.
É inegável a utilização das máscaras em nossas vidas. Seja para o bem ou para o mal (potencialidades que também são relativas). Thomas Hobbes, um filósofo contratualista do início da modernidade, diz que “o homem é o lobo do próprio homem”. Para este pensador, “O homem em seu estado de natureza, vivia em permanente estado de guerra de todos contra todos. Porém, seu agir era natural. Já no estado social civil, o homem passou a agir coagido pelas regras contratuais acordadas e estabelecidas pela sociedade civil,” e todo agir coagido configura-se um agir artificial, portanto, mascarado.Já, para Rousseau, o progresso das “Ciências, das Letras e da Artes”, ao invés purificar, corromperam ainda mais os costumes da humanidade. “Ninguém mais ousa parecer aquilo que é.” Diz ele. Para este filósofo, o homem desenvolveu uma capacidade tão grande de simulação que: “Precisamos, pois, para conhecer um amigo, esperar as grandes ocasiões.” E completa ainda o filósofo, “As suspeitas, as desconfianças, os temores, a frieza, a reserva, o ódio, a traição, hão de ocultar-se sempre sob o véu uniforme e pérfido da polidez”. Nesse sentido, torna-se possível afirmar que quanto mais urbanidade e polidez adquire o homem, mais capacidade de dissimulação e disfarce terá ele.
Usamos máscaras para tudo na vida. O aculturamento dos homens está muitas vezes tão intrinsecamente ligado ao mascaramento, ao ponto de tornarem-se indissociáveis e ao mesmo tempo, imperceptíveis. Para ilustrar esse pensamento, basta um singelo olhar sobre alguns clássicos da literatura mundial, dos quais fazemos inquestionáveis usos, desde os infantis ao nível mais elevado e complexo, incluindo inclusive, os textos sagrados. A lição que nos ensina a identificar e as astúcias do “Lobo mal” da história da “Chapeuzinho vermelho”, é a mesma que nos ensina a agirmos como o próprio lobo.   A lição que nos ensina a identificar e a nos defendermos das malícias da “Serpente do Éden”, é a mesma nos ensina a agirmos como tal. Desta forma, evidencia-se que, tanto a “Madrasta da cinderela”, com toda sua malícia, astúcia e maldade, quanto a própria “Cinderela”, com toda “pureza e ingenuidade”, utilizam-se de seus disfarces e artifícios (máscaras) para levarem vantagem uma sobre outra.
Desse modo, distinguir o falso do verdadeiro no que diz a respeito a natureza das ações humanas, é uma meta praticamente inatingível, dada a capacidade de dissimulação e mascaramento desenvolvida pelo homem. Pois como diria o próprio Rousseau, “O falso é suscetível a uma infinidade de combinações; a verdade, porém, só possui uma maneira de ser.” Assim, além de toda capacidade de mascaramento desenvolvida pelo homem ao longo da “história civilizada”, existe ainda a incapacidade de capturar por parte do outro a essência da verdade a respeito daquilo que se apresenta. Nesta perspectiva, se tratando da capacidade de dissimulação e mascaramento, o Filósofo diz ainda, “Como seria agradável viver entre nós, se a aparência fosse sempre a imagem da disposição do coração, se a decência fosse a virtude, se nossas máximas nos servissem de regras.” Porém, como disse anteriormente, ninguém é o que realmente aparenta ser; quanto à decência, adotamos aquele velho ditado “faça o que digo, mas não faça o que eu faço”; e por último, adotamos de nossa tradição cristã, apenas o discurso, e descartamos o próprio Cristo. “Amar o teu irmão como a ti mesmo” ou “jamais faça ao outro aquilo que não gostaria que alguém fizesse a você”. Isso como princípio bíblico! Todavia, não costumamos em geral, agir desta forma, pois devido as nossas máscaras, os nossos discursos, geralmente segue por um caminho e as ações por outro, havendo uma considerável distância entre ambos.
Exigimos sempre a verdade, mas não a suportamos. Gostamos de tudo daquilo que nos são agradáveis aos sentidos, menos da verdade. Alguém que por acaso tente ser inteiramente verdadeiro, em poucos minutos terá atraído milhares de inimigos e talvez até a morte. Como diria Martin Lute king, “Para atrair inimigos não precisa declarar guerra, basta falar a verdade!” Com isso percebe-se que a verdade não costuma ser agradável, ter belo sorriso, não dispões de muitas atrações. Ao contrário, às vezes costuma ser insuportável. Como, por exemplo, a morte! Pois ela é uma das poucas verdades indubitáveis que se tem na vida. Alguém por acaso sentir-se-ia atraído por ela? Portanto, a busca pela verdade, como diz Evandro Guedin, “deve ser uma constante em nossas vidas como horizonte último de nossa existência.” Desta forma, mesmo diante de toda dificuldade de se encontrar, mesmo sabendo de sua temporalidade, sua incompletude, e que ela não é e nem pode ser absoluta, negar sua existência, seria negar a possibilidade de se chegar a ela. Assim como não se pode negar as máscaras, também não se pode negar a possibilidade da verdade.

Professor Jurandi Pedrosa

São as águas de Março, no balanço dos ganhos... avancemos


Cuidemos! 
Eu optei por dizer, lido diariamente com fatos, com opiniões, com (im)pressões, com a pessoalidade, com as intenções de imagem, com a presença, com o visor da câmera; e após umas conversas minhas, dessas de rede social, e assim por providencia de algumas leituras anteriores, me veio à  mente “as águas de março” com seus trinta e um dias, as pancadas de chuvas apresentadas pela meteorologista , as reais trovoadas e tempestades,   os raios, os trovões, os ventos fortes, mudando as direções dos  barcos; com as enxurradas,   as embalagens contaminadas descem e se alojam perto de nós, sondando nossas atitudes perante os desacatos com a natureza.  São trinta e um dias em que enfileiradas ilustrações passam a persuadir nosso cenário, no entanto, não são só essas coisas, chuvas de bênçãos também chegam mais perto de nós . Na metáfora da música com que faço análogas intenções na escrita, a água  é o símbolo mais evidente da esperança de vida; claro que o contexto da composição é outro; de história de militância da reafirmação de luta por igualdade e direitos.  E se eu me reportar à bíblia na parábola, de domingo passado, a  “samaritana “ responde a Jesus : “Senhor nem balde tens  e o poço é fundo. De onde pensas em tirar água viva?” Escorregam de minhas mãos outras comparações que refletem o estado de resistência da água:  “águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão e voltam humildes pro fundo da terra”; as opções estão todas sob os cuidados dos homens, e eles vão sonhando em adivinhar a manchete que decreta o fim do mundo, antecipam-se como se as urgentes verdades estivessem entre nós . Quem teria narrado o dilúvio?  De minha escrita, não trago assunto para incomodar ninguém, nem verdades, não dito regra ou mudanças de posturas (escrevo tão igual).
Comecei na edição desse ensaio, antes mesmo de ler ou ouvir sobre a história do judeu que encontra a samaritana à margem do poço, refiz porque eu já havia esquematizado em minha cabeça, as homenagens merecidas e feitas às mulheres lindas e corajosas  que enfrentam as truculências de autoridades machistas; editei porque já era ideário , sobre a paralisação de 15 de março em que as mobilizações por todas as partes desse país afora conclamavam sobre direitos ! Grandes pessoas já entregaram o próprio sangue em defesa de nossas vidas; outros nomes com suas capacidades de persuasão já foram fontes de força, de encorajamento ou de inspiração ! E nesse mês são trinta e um dias de determinações positivas, de movimentos, de ousadias; de confiança pelas escolhas bem energizadas! Dias de mulheres que acordam cedo e vão à luta, daquelas que em público ou em púlpitos usam suas vozes para impactaram com mais conquistas; dias incomuns daquelas mulheres que sabem que é possível melhorar as condições de vida para si mesmas e para tantas outras porque emitem suas vozes, seus carismas, suas influencias! Dias de todas aquelas que em seus esforços coletivos registram seus nomes, suas histórias! Trinta e um dias para todos aqueles que ousam comprometer-se para que suas presenças sejam notadas pelo grau de sua credibilidade! São sobre esses dias que aguço minha audição! E o outono chegando mantenho viva essa intenção: sobre as águas, o respeito aos rios e às  grandes chuvas: “o mar obedece àquele que mantem viva sua fé”!
De hoje, quando sentei comigo mesma, em minha oração e retomada da escrita,  lembrei-me de que fui convidada nesses dois dias, para  está num grande evento na capital do estado, divulgando e expondo minha arte, exigi de mim e de minha vaidade que eu me fizesse presente, compartilhei da alegria do convite e comunguei da participação com mais  alguém, convencida com minha própria natureza parei e ouvi a voz da razão porque sei que não irei a nenhum lugar sozinha. E minha arte carece de doses boas de chuvas. Preterindo a decisão, compreendi que há uma voz silenciosa com a melhor linguagem para todas as horas. Lembrei-me no decorrer da intuição de que são quase quatro anos dessa luta sadia que temos tido para cuidar e ainda receber amor de nossos pais; próximo Maio fará sete anos do misterioso assassinato de nosso irmão , cabo Sodré,   esse quadro não me consola nem me deixa menos vulnerável de que estou nessa hora . São sete anos que em nossa defesa está o grande amor de Deus por nós! Sete anos em que somos compensados pelas boas lembranças, por algumas lições! Nesses intermináveis anos quantas balas atingiram outras dezenas de irmãos? De Genesis ao soneto de Camões :  durante sete anos  Jacó serviu com humildade ao pai de Raquel; do sonho de Faraó interpretado por José em que a simbologia dos sete elementos aparecem como  uma previsão do que seriam os próximos anos; de igual modo, outra passagem, nos adverte que devemos perdoar até setenta vezes sete. Nesses três exemplos, para quem já leu os capítulos está uma só mensagem: a do amor, do agir de Deus! De verdade, não acho que essas referencias vieram assim, repentinamente à minha cabeça, tenho um caminho a seguir, uma missão, e minha vida não termina aqui aos cinquenta, e o que é oportuno dizer é que despido de qualquer exagero de paixão podemos promover melhor a paz almejada. Nada é fácil, ampliar laços, aproveitar bem as ondas não depende apenas do saber nadar, outros atributos são necessários! No entanto, vale sonhar! Vale promover os exercícios para alcançar a outra margem.
foto reprodução
Certeza mesmo a gente não tem, porém as previsões são de que muitas chuvas desçam sobre nós, ainda esses mês, nada mais natural do que lidar sem medo com as imagens bonitas de um céu mais acinzentado, com as belas nuvens que parecem algodão, quem me ajudou a construir mais essa edição, sabe porque não fui ao evento, e  eu terei que mencionar de novo, um ditado repetido pelo meu pai : “cuidado, mar não tem cabelos” e se todos os rios correm para o mar, Aquele que nos sustenta saberá nos dar amparo quando tivermos que andar sobre as águas! De onde retirei essa “bonita história” , me veio como graça para um momento de tantos ganhos, poder dizer que “sim, judeu e samaritano bebem nas mesmas cacimbas ”  porque todos  avançam rumo ao “deserto que esconde a fonte de água limpa “. Obrigada a quem gosta da escrita e da escritora . Há semelhanças! Aceitando teu silencio, Senhor para purificar ainda mais meu coração! Clarear todas as águas!E porque cumpro meu papel de cristã: agradecer, dormir, sonhar... jogar as minhas redes !





SINERGIA: entre o prelúdio, a impressão e a harmonia

Adiei, assuntei, alinhei e, adiei mais uma vez , depois vi que em dias chuvosos os sapos são uns bichinhos com quem me dou muito bem, mas não são só os sapos; para dar ênfase a minha escrita e leitura , não posso me reclamar também dos grilos...aliás,  em dias de chuva, dias de sol, atrapalhar a sabedoria popular para que? Tristes  seríamos ainda mais se não contássemos com as presenças desses “bichinhos” em nossas vidas,  e qual seria a graça para essa minha ilustração (quase descabível ) no prenuncio do que eu considero sinergia? Há alguma relação com as minhas escritas em rede social nesses dois primeiros meses de 2017? _Nenhuma certamente. Esse texto não nasceu hoje. Escrevo porque entre as voltas que dou, as impressões, as histórias que escuto, as motivações do dia a dia fazem com que eu reinvente algumas passagens. Mas que os bichinhos são presenças garantidas mesmo que não gostemos, são!
 Absorvo mais precisamente a sabedoria das águas, nessa onda de chuvas fortes e breves inundações é bom que se teça algum comentário somente depois que as águas passam; lá na frente, bem na frente,  quando eu nem mesmo me fizer mais presente essas minhas histórias terão produzido algum efeito e lugares e convicções não serão mais os mesmos. Abro parênteses : viajo com muita frequência no ônibus que faz linha para Urbano Santos, marco na agenda ida e volta ,”sento na janela”, gravo todas as paisagens , escrevo longas histórias, remonto enredos enormes, algumas ficam por lá mesmo... numa dessas encontrei um colega que havia lido alguns de meus “ensaios” aqui nessa página e fez um comentário muito parecido com algo já dito por um conterrâneo : “_ eu adoro as pontuações de teus textos!” Essa de pontuação pode até ser uma ironia, tenho mania de vírgulas e reticencias.  Agradeci . Absorta em meus valores advindos da família,  resguardei aquilo só em pensamento, lembrei-me de ter dito há bem pouco tempo, que sei pouquíssima coisa de matemática, mas guardo na mente, algo aprendido na geometria ou na filosofia, talvez na sala de professores antes do horário iniciar,  o nome da ciência é que faz o fuxico, “a menor distancia entre dois pontos é dada por uma reta”! Lembrei-me disso numa metáfora para a busca de nossos objetivos, lembrei-me e ainda da colheita de que tanto falamos ” para todos nós é a primeira coisa mais certa antes da morte”; não há como fugir! “Semear e Colher”! E o que a reta tem a ver com isso? O mesmo que os rios, que as águas, as chuvas , as minhas sandálias, os sapos e os grilos citados nesse embrulhado de palavras. ”Papai, eu não aprendi a enrolar  tento um embrulhar, rsrsrsrsr”. Ponto Fecha parênteses.
Fiquei aí durante muito tempo sem escrever uma linha nessa página, não que me faltasse assunto, motivações ou expectativas mais otimistas, é que o retrato por conta do digitalismo não me dá o tempo necessário para a captura de um ângulo melhor. Na vida real, como me diz um amigo meu “as travessias não são prerrogativas da poesia”. Está todo mundo por aí com algumas ideias, conectados com o mundo, nada patenteado, mas  (não) compartilhar é uma questão de honra; as condições e as maneiras de ver a vida passam por um crivo e cada vez menos acreditamos naquilo que temos dito! Nessa onda de diálogos nas redes sociais, de grupos e privacidades eu vou escolhendo a quem devo dar bom dia, a quem devolvo uma resposta, a quem eu acuso como recebida; de outro lado , há quem saiba se aquilo que postamos em nossa página é verdadeiro ou não; tudo passa a ser uma questão de julgamento. Porque nos expomos demais por muito pouco. Nos expomos nas redes pra evitar desencantos  Mas a gente caminha para a humanização, com a intenção clara, naquilo que escrevemos de fazer o bem; com polidez, com diplomacia .  E  quando falo sobre isso , aponto os primeiros dedos para mim; porque não sou apenas vidro, sou vidraça;  já falei aqui de “canteiros semeados”, de  “flores, frutos e intenção das sementes”; de minhas provações diante dos dias com nosso pai, das portas e janelas,  já falei de tantas coisas que deviam servir de lições para mim mesma,  tenho falhado, economizado nas gentilezas e  sido áspera “quando devia oferecer a outra face”, todavia ,  combinemos aqui: “semear não é tarefa fácil, exige discernimento, resistência e paixão”; semear requer firmeza nos pulsos pra lidar com as ferramentas... Apoio num dizer de uma colega com grifo meu “estamos todos, sinceramente tão precisados de atitudes, tão precisados”. Estamos aí diante de fenômenos da multimídia que exigem de nós que sejamos menos humanos; nessas horas minha esperança se esvazia e esse poder dentro de mim de “espalhar bondades” fica estremecido... Destoam infelizmente entre todos nós, nossas falas , nossas palavras de nossas atitudes , retiro tudo isso, para usar um eufemismo e parecer mais otimista com a humanidade, usando a lei da relatividade.
Talvez essa minha escrita não queira dizer nada, seja apenas umas impressões desarmônicas de uma mente torta que não apreendeu a criar ficções, quiçá algumas repetições infundadas sem nenhum caráter de reflexão, mas em mim multiplicam-se as tentativas de esvaziar-se da perplexidade diante dos eventuais alertas que nos rondam; aqui sou eu, recebi um chamado para escrever e essas “minhas divididas cuidadosas “  parecem trazer mais indagações ou dúvida, não é a intenção! Quando pretendo terminar... o que me ocorre é que devo aprender ou por amor ou pela dor e ilustro com o que diz a parábola do semeador em Mateus “por essa razão eu lhes falo em parábolas: porque vendo eles não veem  e, ouvindo, não ouvem nem entendem”. Enquanto isso, cada um com sua impressão! Eu com os sapos que saem do terraço percorrem a casa toda pra gente ficar brincando e brigando como se eles nos ouvissem! É o que sinto, o que observo, o que escrevo, nem me espanto mais... esse meu exercício não é solitário, outras pessoas o fazem: isso não é poesia!

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Madalena, Madalena que seja de paz sua oração

  N esse mês  da Mulher minha voz vem através da Rita de Cássia filha da Madalena , e para começar , minha tentativa não definirá os aspecto...