São as águas de Março, no balanço dos ganhos... avancemos


Cuidemos! 
Eu optei por dizer, lido diariamente com fatos, com opiniões, com (im)pressões, com a pessoalidade, com as intenções de imagem, com a presença, com o visor da câmera; e após umas conversas minhas, dessas de rede social, e assim por providencia de algumas leituras anteriores, me veio à  mente “as águas de março” com seus trinta e um dias, as pancadas de chuvas apresentadas pela meteorologista , as reais trovoadas e tempestades,   os raios, os trovões, os ventos fortes, mudando as direções dos  barcos; com as enxurradas,   as embalagens contaminadas descem e se alojam perto de nós, sondando nossas atitudes perante os desacatos com a natureza.  São trinta e um dias em que enfileiradas ilustrações passam a persuadir nosso cenário, no entanto, não são só essas coisas, chuvas de bênçãos também chegam mais perto de nós . Na metáfora da música com que faço análogas intenções na escrita, a água  é o símbolo mais evidente da esperança de vida; claro que o contexto da composição é outro; de história de militância da reafirmação de luta por igualdade e direitos.  E se eu me reportar à bíblia na parábola, de domingo passado, a  “samaritana “ responde a Jesus : “Senhor nem balde tens  e o poço é fundo. De onde pensas em tirar água viva?” Escorregam de minhas mãos outras comparações que refletem o estado de resistência da água:  “águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão e voltam humildes pro fundo da terra”; as opções estão todas sob os cuidados dos homens, e eles vão sonhando em adivinhar a manchete que decreta o fim do mundo, antecipam-se como se as urgentes verdades estivessem entre nós . Quem teria narrado o dilúvio?  De minha escrita, não trago assunto para incomodar ninguém, nem verdades, não dito regra ou mudanças de posturas (escrevo tão igual).
Comecei na edição desse ensaio, antes mesmo de ler ou ouvir sobre a história do judeu que encontra a samaritana à margem do poço, refiz porque eu já havia esquematizado em minha cabeça, as homenagens merecidas e feitas às mulheres lindas e corajosas  que enfrentam as truculências de autoridades machistas; editei porque já era ideário , sobre a paralisação de 15 de março em que as mobilizações por todas as partes desse país afora conclamavam sobre direitos ! Grandes pessoas já entregaram o próprio sangue em defesa de nossas vidas; outros nomes com suas capacidades de persuasão já foram fontes de força, de encorajamento ou de inspiração ! E nesse mês são trinta e um dias de determinações positivas, de movimentos, de ousadias; de confiança pelas escolhas bem energizadas! Dias de mulheres que acordam cedo e vão à luta, daquelas que em público ou em púlpitos usam suas vozes para impactaram com mais conquistas; dias incomuns daquelas mulheres que sabem que é possível melhorar as condições de vida para si mesmas e para tantas outras porque emitem suas vozes, seus carismas, suas influencias! Dias de todas aquelas que em seus esforços coletivos registram seus nomes, suas histórias! Trinta e um dias para todos aqueles que ousam comprometer-se para que suas presenças sejam notadas pelo grau de sua credibilidade! São sobre esses dias que aguço minha audição! E o outono chegando mantenho viva essa intenção: sobre as águas, o respeito aos rios e às  grandes chuvas: “o mar obedece àquele que mantem viva sua fé”!
De hoje, quando sentei comigo mesma, em minha oração e retomada da escrita,  lembrei-me de que fui convidada nesses dois dias, para  está num grande evento na capital do estado, divulgando e expondo minha arte, exigi de mim e de minha vaidade que eu me fizesse presente, compartilhei da alegria do convite e comunguei da participação com mais  alguém, convencida com minha própria natureza parei e ouvi a voz da razão porque sei que não irei a nenhum lugar sozinha. E minha arte carece de doses boas de chuvas. Preterindo a decisão, compreendi que há uma voz silenciosa com a melhor linguagem para todas as horas. Lembrei-me no decorrer da intuição de que são quase quatro anos dessa luta sadia que temos tido para cuidar e ainda receber amor de nossos pais; próximo Maio fará sete anos do misterioso assassinato de nosso irmão , cabo Sodré,   esse quadro não me consola nem me deixa menos vulnerável de que estou nessa hora . São sete anos que em nossa defesa está o grande amor de Deus por nós! Sete anos em que somos compensados pelas boas lembranças, por algumas lições! Nesses intermináveis anos quantas balas atingiram outras dezenas de irmãos? De Genesis ao soneto de Camões :  durante sete anos  Jacó serviu com humildade ao pai de Raquel; do sonho de Faraó interpretado por José em que a simbologia dos sete elementos aparecem como  uma previsão do que seriam os próximos anos; de igual modo, outra passagem, nos adverte que devemos perdoar até setenta vezes sete. Nesses três exemplos, para quem já leu os capítulos está uma só mensagem: a do amor, do agir de Deus! De verdade, não acho que essas referencias vieram assim, repentinamente à minha cabeça, tenho um caminho a seguir, uma missão, e minha vida não termina aqui aos cinquenta, e o que é oportuno dizer é que despido de qualquer exagero de paixão podemos promover melhor a paz almejada. Nada é fácil, ampliar laços, aproveitar bem as ondas não depende apenas do saber nadar, outros atributos são necessários! No entanto, vale sonhar! Vale promover os exercícios para alcançar a outra margem.
foto reprodução
Certeza mesmo a gente não tem, porém as previsões são de que muitas chuvas desçam sobre nós, ainda esses mês, nada mais natural do que lidar sem medo com as imagens bonitas de um céu mais acinzentado, com as belas nuvens que parecem algodão, quem me ajudou a construir mais essa edição, sabe porque não fui ao evento, e  eu terei que mencionar de novo, um ditado repetido pelo meu pai : “cuidado, mar não tem cabelos” e se todos os rios correm para o mar, Aquele que nos sustenta saberá nos dar amparo quando tivermos que andar sobre as águas! De onde retirei essa “bonita história” , me veio como graça para um momento de tantos ganhos, poder dizer que “sim, judeu e samaritano bebem nas mesmas cacimbas ”  porque todos  avançam rumo ao “deserto que esconde a fonte de água limpa “. Obrigada a quem gosta da escrita e da escritora . Há semelhanças! Aceitando teu silencio, Senhor para purificar ainda mais meu coração! Clarear todas as águas!E porque cumpro meu papel de cristã: agradecer, dormir, sonhar... jogar as minhas redes !





SINERGIA: entre o prelúdio, a impressão e a harmonia

Adiei, assuntei, alinhei e, adiei mais uma vez , depois vi que em dias chuvosos os sapos são uns bichinhos com quem me dou muito bem, mas não são só os sapos; para dar ênfase a minha escrita e leitura , não posso me reclamar também dos grilos...aliás,  em dias de chuva, dias de sol, atrapalhar a sabedoria popular para que? Tristes  seríamos ainda mais se não contássemos com as presenças desses “bichinhos” em nossas vidas,  e qual seria a graça para essa minha ilustração (quase descabível ) no prenuncio do que eu considero sinergia? Há alguma relação com as minhas escritas em rede social nesses dois primeiros meses de 2017? _Nenhuma certamente. Esse texto não nasceu hoje. Escrevo porque entre as voltas que dou, as impressões, as histórias que escuto, as motivações do dia a dia fazem com que eu reinvente algumas passagens. Mas que os bichinhos são presenças garantidas mesmo que não gostemos, são!
 Absorvo mais precisamente a sabedoria das águas, nessa onda de chuvas fortes e breves inundações é bom que se teça algum comentário somente depois que as águas passam; lá na frente, bem na frente,  quando eu nem mesmo me fizer mais presente essas minhas histórias terão produzido algum efeito e lugares e convicções não serão mais os mesmos. Abro parênteses : viajo com muita frequência no ônibus que faz linha para Urbano Santos, marco na agenda ida e volta ,”sento na janela”, gravo todas as paisagens , escrevo longas histórias, remonto enredos enormes, algumas ficam por lá mesmo... numa dessas encontrei um colega que havia lido alguns de meus “ensaios” aqui nessa página e fez um comentário muito parecido com algo já dito por um conterrâneo : “_ eu adoro as pontuações de teus textos!” Essa de pontuação pode até ser uma ironia, tenho mania de vírgulas e reticencias.  Agradeci . Absorta em meus valores advindos da família,  resguardei aquilo só em pensamento, lembrei-me de ter dito há bem pouco tempo, que sei pouquíssima coisa de matemática, mas guardo na mente, algo aprendido na geometria ou na filosofia, talvez na sala de professores antes do horário iniciar,  o nome da ciência é que faz o fuxico, “a menor distancia entre dois pontos é dada por uma reta”! Lembrei-me disso numa metáfora para a busca de nossos objetivos, lembrei-me e ainda da colheita de que tanto falamos ” para todos nós é a primeira coisa mais certa antes da morte”; não há como fugir! “Semear e Colher”! E o que a reta tem a ver com isso? O mesmo que os rios, que as águas, as chuvas , as minhas sandálias, os sapos e os grilos citados nesse embrulhado de palavras. ”Papai, eu não aprendi a enrolar  tento um embrulhar, rsrsrsrsr”. Ponto Fecha parênteses.
Fiquei aí durante muito tempo sem escrever uma linha nessa página, não que me faltasse assunto, motivações ou expectativas mais otimistas, é que o retrato por conta do digitalismo não me dá o tempo necessário para a captura de um ângulo melhor. Na vida real, como me diz um amigo meu “as travessias não são prerrogativas da poesia”. Está todo mundo por aí com algumas ideias, conectados com o mundo, nada patenteado, mas  (não) compartilhar é uma questão de honra; as condições e as maneiras de ver a vida passam por um crivo e cada vez menos acreditamos naquilo que temos dito! Nessa onda de diálogos nas redes sociais, de grupos e privacidades eu vou escolhendo a quem devo dar bom dia, a quem devolvo uma resposta, a quem eu acuso como recebida; de outro lado , há quem saiba se aquilo que postamos em nossa página é verdadeiro ou não; tudo passa a ser uma questão de julgamento. Porque nos expomos demais por muito pouco. Nos expomos nas redes pra evitar desencantos  Mas a gente caminha para a humanização, com a intenção clara, naquilo que escrevemos de fazer o bem; com polidez, com diplomacia .  E  quando falo sobre isso , aponto os primeiros dedos para mim; porque não sou apenas vidro, sou vidraça;  já falei aqui de “canteiros semeados”, de  “flores, frutos e intenção das sementes”; de minhas provações diante dos dias com nosso pai, das portas e janelas,  já falei de tantas coisas que deviam servir de lições para mim mesma,  tenho falhado, economizado nas gentilezas e  sido áspera “quando devia oferecer a outra face”, todavia ,  combinemos aqui: “semear não é tarefa fácil, exige discernimento, resistência e paixão”; semear requer firmeza nos pulsos pra lidar com as ferramentas... Apoio num dizer de uma colega com grifo meu “estamos todos, sinceramente tão precisados de atitudes, tão precisados”. Estamos aí diante de fenômenos da multimídia que exigem de nós que sejamos menos humanos; nessas horas minha esperança se esvazia e esse poder dentro de mim de “espalhar bondades” fica estremecido... Destoam infelizmente entre todos nós, nossas falas , nossas palavras de nossas atitudes , retiro tudo isso, para usar um eufemismo e parecer mais otimista com a humanidade, usando a lei da relatividade.
Talvez essa minha escrita não queira dizer nada, seja apenas umas impressões desarmônicas de uma mente torta que não apreendeu a criar ficções, quiçá algumas repetições infundadas sem nenhum caráter de reflexão, mas em mim multiplicam-se as tentativas de esvaziar-se da perplexidade diante dos eventuais alertas que nos rondam; aqui sou eu, recebi um chamado para escrever e essas “minhas divididas cuidadosas “  parecem trazer mais indagações ou dúvida, não é a intenção! Quando pretendo terminar... o que me ocorre é que devo aprender ou por amor ou pela dor e ilustro com o que diz a parábola do semeador em Mateus “por essa razão eu lhes falo em parábolas: porque vendo eles não veem  e, ouvindo, não ouvem nem entendem”. Enquanto isso, cada um com sua impressão! Eu com os sapos que saem do terraço percorrem a casa toda pra gente ficar brincando e brigando como se eles nos ouvissem! É o que sinto, o que observo, o que escrevo, nem me espanto mais... esse meu exercício não é solitário, outras pessoas o fazem: isso não é poesia!

Carta de Acolhida ao Padre James: novo Pároco de nossa cidade


Bom  noite a todos! Caríssimos irmãos em Cristo, Exmo. Revmo. Dom José Valdeci, demais autoridades presentes 



 Dar-vos-ei pastores, segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com inteligência e sabedoria” (Jeremias 3 – 15). 

crédito Gean Nunes 
É com enorme alegria que o povo de Deus se reúne aqui nessa noite, na solenidade de posse de Padre James Protons, na ocasião se  alegre por ter convivido durante esses quase três anos com nosso querido Pároco Padre Andre Nivaldo; por suas lições, sua sensibilidade em receber a todos com o mesmo cuidado cristão; mas ele foi escolhido e capacitado para uma outra missão... nos restam a lembrança de todos os ensinamentos e a saudade! A ele, nossa gratidão! E nossos corações se enchem de júbilo com a chegada de nosso mais novo Pároco: a Paróquia Nossa Senhora da Natividade e toda comunidade católica desse município  o recebe de braços abertos com muito afeto,  e bastante disponibilidade ; em nossa perspectiva de fé , oferecemos apoio para que o Senhor  como nosso mais novo pastor , caminhemos juntos como mensageiros da Boa Nova, como acolhida trouxemos essa passagem de Paulo aos Corintios  “ o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu” , que a sua estadia aqui em nossa Paróquia seja uma demonstração viva do amor de Deus por cada um de nós; revestida de sua sabedoria; do mistério que é as Três Pessoas da Santíssima Trindade.
crédito Gean Nunes 
Em uma de suas falas, Padre André dizia de que o “corte na carne não é fácil” , mas que todos nós que estamos aqui a serviço, em missão, devemos compreender que os planos de Deus são traçados para que diante Dele saibamos ser gratos por tudo que nos é anunciado.Que se diga Padre James que o compromisso por vós assumido diante dessa comunidade, de nossa Paróquia e todos os demais presentes reforça os votos de estima e solidária convivência que se espera daqui para frente; em nós o sentimento de gratidão ao nosso Bispo Dom José Valdeci , estamos certos de que as Pastorais, os grupos, os movimentos, as comunidades sentem-se honrados em mais uma vez poder contar com sua feliz participação entre nós. Repetimos Padre James , as mesmas palavras proferidas pelos gregos quando em um momento de festa cristã se dirigiam a Felipe : “Queremos ver Jesus” (Jo 12-20,21) mais acrescentaria , queremos vê-lo no irmão que sofre perto de nós, queremos vê-lo nos doentes acamados e esquecidos, queremos vê-lo naqueles menos favorecidos e quando nos dirigimos  ao Senhor como nosso  Pároco , essa é a direção para onde desejamos ir, na certeza de que Vossa Senhoria iluminado pelo Espirito Santo , com o uso da sabedoria advinda de Deus, na conversão fraterna e através de nossas orações nos fará enxergar com maior clareza o Jesus Crsito  vivo que está diariamente entre nós!
De cada um dos paroquianos, das autoridades representadas aqui; dos lideres e coordenadores, dos grupos e movimentos,   da juventude acolhida por essa Igreja, receba Padre James nosso abraço fraterno e a nossa oração para que Deus ilumine e fortaleça sua missão sacerdotal e administrativa diante de nossa Igreja, de Nossa Paróquia e todas as comunidades e setores ;  e que Ele lhe dê discernimento necessário em todas as horas para que as suas decisões culminem em um  trabalho prazeroso; para que conquistes a amizade , confiança e cumplicidade dos fieis e que sua juventude seja um elo entre os nossos desejos e os propósitos que Deus tem para com sua missão aqui na terra . Seja muito bem vindo a nossa querida cidade , que lhe acolhe com amor, respeito e admiração! Nós estaremos juntos nessa caminhada de fé, a “ Igreja é viva” a “Igreja é jovem” cantou o Profeta. Hoje nós o saudamos dizendo : A PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE É SUA! Nós somos a igreja! A Igreja esta em suas mãos! Nosso abraço, nossa gratidão pelo sacerdócio , pela linda missão de evangelizar. Muito obrigada!

(Leitura feita por Lauriene Rosa  na Missa de Solenidade de  Posse do Padre James em  12.02.2017)


"Por onde andei"? __ Nossa última de 2016

Recentemente fui convidada a estudar e conhecer sobre determinado assunto por alguém que pessoalmente, pelos meus precedentes não o faria assim gratuitamente porque na semântica do escrito não havia em nada espírito de solidariedade! Um convite para conhecer! Não aceitei; pois se há uma coisa da qual não gosto é estudar, sobretudo desses assuntos que extrapolam as possibilidades de entendimento para meus cansados neurônios!  E o convite ficou no ar com essa impressão : fiz errado porque eu  já estava errada em não conhecer e nem demostrar interesse em saber...
Para não fugir à regra , não é disso que pretendo falar, pode ser que em decorrência do desenrolar dos dados e fatos expostos haja coesão clara entre o que eu disse inicialmente e todos os demais assuntos; fiz hoje uma reflexão e ontem dia vinte e oito já contam seis anos e sete meses do brutal assassinato de nosso irmão Cabo Sodré; em agosto através do impeachment a Presidenta Dilma foi definitivamente afastada do cargo;  há três meses o ator global Domingos Montagner morreu subitamente 
A vida é frágil
 nas águas do Velho Chico de afogamento; hoje faz um mês daquela tragédia com a equipe Chapecoense; e eu podia elencar tantos outros fatos e atentados que comoveram e mudaram as rotinas desse tão batalhador povo brasileiro; podia trazer algumas citações , daí lembrei-me que fiz um grande esforço para a última publicação há um mês atrás; de lá para cá, atravessei emoções festivas e bem alegres desde o inicio do mês de Dezembro, na função,  o Premio Selo Unicef Município Aprovado, saber que por menor que tenha sido minha participação, fomos agraciados, e esse registro estará nas estatísticas de nosso município! BINGO! Nós acertamos! Da emoção do dia a dia e a alegria compartilhada do casamento de meu lindo filho dia dez, sinto um orgulho enorme de tudo isso; a ida ao Povoado São Raimundo, do aprendizado,  das lembranças e agradecimentos de alguns colegas no encerramento do ano, das músicas, as viagens, as brincadeiras, das preferencias , sim 2016 está quase findando e “ a gente” faz um balanço, uma reflexão, envia tantas mensagens bonitas e inspiradoras e dentro de nós: o que será que muda!? A nossa vida, de todos nós está repleta de episódios assim : de sinais, de impertinências, de mudança de rumo, de períodos turbulentos entre os equilíbrios e alienações! Provoco muito o incentivo para estudar! É paradoxal!
Sondados todos após a tragédia da Chapecoense, as respostas e supostas reflexões eram  muito iguais, todos chocados e extremamente emocionados entre o recebimento da noticia , a chegada dos corpos no Brasil , o velório coletivo e individual , recordou-me a letra da música de Ana Vilella: “Não é sobre tudo que o seu dinheiro/É capaz de comprar/e sim sobre cada momento/Sorrindo a se compartilhar/também não é sobre correr/Contra o tempo pra ter sempre mais/Porque/quando menos se espera /a vida já ficou pra trás” Saudações à letra! Linda canção! E à mensagem quase todo dita no Filme “Vendedor de Sonhos” o protagonismo fala do recomeço, de coisas que edificam nosso caráter, sem as experiências negativas de mágoas e ressentimentos ! Fala da nossa vida! Da importância que damos aos nossos egoísmos! Foi isso que todas as pessoas disseram quanto ao fato da tragédia: “a vida é trem bala” ! Por que nos apegamos a tantas coisas pequenas e insignificantes, provocando cada vez mais àqueles que discordam de nossas opiniões? Por que quando a estrada melhora e nos tornamos tão mais importantes nos esquecemos de potencializar energias de agradecimentos e reciprocidades? Por que não nos sentamos com o outro e no convite para o estudo, não dizemos assim: senta aqui, meu irmão, o que não souberes eu te ensinarei, por quê?
Lembrei-me de tudo isso agora, quando retornei de uma sessão com meu querido fisioterapeuta, dei “um passamento”, ao chegar em casa e ver papai ali, sentado, metade das irmãs por perto, mamãe sempre colada, nem disse logo desse conflito que eu havia passado! Na hora, numa imperfeita situação, pensei: “ e se eu morresse”? Pronto!Em segundos tudo muda... Não tenho queixas, não tenho murmurações, meu sentimento é de gratidão; reconhecer verdadeiramente que sinto abaixo de Deus outras tantas mãos e colunas que me ajudam a permanecer em pé! Por onde andei que deixei de reparar em tantas coisas positivas e agradáveis no conviver? Por onde andei que enquanto alguns me procuravam ,eu em meus pequenos poderes não os atendi? E a pergunta inicial , antes de mais nada , é uma homenagem ao amor de meu filho, contemplado na letra da canção de Nando Reis, de quem nós três: eu, ele e a Naryelle somos fãs! “A vida é frágil, irrelevante”, mas tudo, tudo vale muito a pena!Obrigada a todos pela tolerância! Feliz 2017! Novidades, de onde são as chaves?


# Em tempo: “Flores, Frutos, Fé...” “e a intenção das sementes?”


      Já tentei escrever essa história de diferentes formas e por várias vezes, apaguei toda, reescrevi algumas partes, pensei em escrever em terceira pessoa... alguém  aí há uns dois meses, insinuou com uma certa dose de ironia  de que eu  havia  “quebrado  o pé...”Não levei em conta porque quem manda “bilhete” aos outros sem se identificar não merece atenção, não levei em conta porque quanto ao meu pé, não o quebrei,(houve um incidente)  por último não levo em conta asneiras de quem ocupa seu tempo com invejas e pensamentos pessimistas, desejando o mal para os outros. Não levo em conta quem não consegue delimitar afrontas pessoais com ocupações em espaços públicos. Para mim, inclusive, eu já disse isso, nesse mesmo canal, quem pretende participar do processo de discussão ou pretende merecer reconhecimento pelo nome, se apresenta sem ter que jogar “panfletos” por debaixo de portas, para amedrontar e desqualificar nenhum cidadão.
        E a minha história começa daqui, trouxe como parte do  título, a conotação de uma música conhecida por muitos de nós : Coração de Estudante para encaminhar minhas divagações e ratificar:  não tenho  demandas nessa página, elas  surgem , dependo de minhas inspirações e em parte de minhas intuições; no mais, qualquer comentário contrário são impressões infundadas; pretextos inventados por quem só aceita concessões se for para beneficio próprio. Aqui eu teço as cores, eu escolho as linhas, faço a opção pelos tamanhos da fonte, dos números, dos estilos.  Uso vermelho, amarelo ouro; uso azul! Procuro dizer para incitar aos que tem tempo de ler que os canais permanecem abertos para o desejo de um diálogo físico , a respeito do direito de liberdade de expressão, do acesso aos dados e informações . Em dois mil e oito,por exemplo, quando escrevi “para não dizer que não falei de eleições ” tratava de minha visão acerca daquele período e dos resultados obtidos ; em minhas escritas não contribuo de nenhuma maneira com dados ou percentuais das participações ativas, não  cito, nem lembro daqueles que na suas ignorâncias extremas  partem  para os insultos pessoais, ( há fatos que são prerrogativas de quem faz pesquisas) e nesse mérito não sei quantificar. Há quase noventa dias não escrevo uma linha nessa página, e até minhas convicções  não são as mesmas de três meses atrás. Escrever para mim ficou meio cinza, com a impertinência de uma cultura vazia que tomou conta de meu ego, perdi minha credibilidade devido  uma amnésia; fiz uma avaliação que não saiu do papel: para que mesmo?  Sobre fatos, sobre fotos e tantas felicidades expostas... baixei a guarda e a autoestima e nem mesmo de minha janela pude ver com mais precisão os mesmos tons.  Ademais, não pretendo dissertar sobre nenhum assunto, nesses dias , em que as perspectivas são completamente outras, “há coisas que não são para nós”,  e não caberia a mim a subestimação de ideias, de escolhas, sigo guiada pelo “reto raciocínio” para evitar qualquer desvario. Há virtudes; há outras que se destacam!
     Venho de uma lesão no ombro que mexeu com meu braço direito, e automaticamente com minha mão, meus dedinhos, um conflito entre as dores , as causas, as  consequências e as preocupações ( mas já estou no tratamento certo, eu acho) e com todo esse despropósito nesse ensaio, no mês de Outubro fomos envolvidos nas mais diferentes sensações, e o que mais nos abalou (sobretudo a mim)  foi a tragédia com a Professora Ana Léa que não resistiu ao incidente causado por uma arma de fogo... em meio a tudo isso, executamos nossa IV edição do Fórum de Leitura, desse ciclo, nosso último; nesse campo, me dei por satisfeita pela excelente palestra proferida, pela execução dos trabalhos e resultados, porque promovemos com outras centenas de mãos, o incentivo para a leitura e escrita! A intenção naturalmente é fazer o bem, querer que essa cultura seja acessível a todas as classes, dizer que nossa cidade com as conquistas alcançadas merece leitores bem avisados. Deixemos nossos nomes inscritos para que mereçamos maiores reconhecimentos, tem sido meu incentivo por onde passo! Pretendo dizer mais uma vez que sou uma pessoa de inúmeros defeitos, desorganizada, "arrogante", com escolhas que me causam inclusive desequilíbrio emocional; porém mantenho a calma para validar melhor os contrapontos da razão.
      E se alguém achar que essas minhas "divagações" não tem “nada a ver” hei de concordar  e passo  a acreditar que  a minha maneira de manter viva essa página sem eficácia pode não me render bons  frutos..  Contudo, o nosso novembro teve tudo a ver com o que proponho no título, num desses dias, papai tem lembrado  de pedir música pelo nome do intérprete, dessa vez pediu Martinho da Vila, acompanhou o ritmo, batendo palmas, como se soubesse a canção, dela o trecho “ como diz a sabedoria popular, um bom cabrito não berra, se um sonho dançou, sabe o que eu faço?” [...] ‘mantenho viva a esperança”.  Nesses dias, nossos irmãos que moram noutros estados estavam presentes, o mais velho , sempre alertando para nossa caçula sobre “a colheita”, sobre o cuidar e respeitar; reconhecer e agradecer; porque para cada mil mudas a gente nunca sabe quantas murcham e precisamos que algumas floresçam... a par disso fica minha reflexão:  um bom pardal sabe quando deve voar, antes que lhe cortem as asas...Saudades. Por fim, acompanho o raciocínio de Henfil para dizer “vale a intenção das sementes”! Valem as flores, as folhas,e para todas as horas vale muito  a fé!  E “(eu)canto a alegria Senhor de ser perdoada”, na paz! Trinta de novembro! Quarenta vezes mais Dulce e mais doce seria esse mês se não fosse a tragédia com  o Chapecoense! #Emluto para que a vida dê outros frutos!



“Atrás do filho vem o avô”: é impossível não falar de amor!

Li recentemente uma crônica escrita pelo professor José Lemos e me senti bastante atraída pelo título: “Quando o Setembro chegar”, achei pura poesia, infelizmente versava sobre alguns descaminhos da política social do país entre o final da década de setenta até os dias atuais. Não me frustrei , nem impliquei, procurei um outro ideário para desmistificar essa de “mau agouro”  do mês de agosto; como alegação positiva não trago fotos , não marco em negrito essas minhas recapitulações que estão por trás de minha memória, “minha intuição”, minha provável inspiração. Cresci sabendo exatamente  quais coisas eram supérfluas e que em nada nos acrescentariam, nesse compartilhar, trago como experiência as boas lembranças dos três anos de imobilidade física de nosso pai, dele, extraio o indispensável vigor, a energia positiva, a força, a fé e não somente como meros figurantes nessa narrativa.
É impossível não falar sobre, porém não tenho a intenção de convencer ninguém, há quem apresente objeções, de todo modo, convenço-me de que  uma das mais ricas experiências da humanidade é justamente essa: a de cuidar do outro, colocar-se a disposição do outro sem necessariamente publicar bonitas fotos, (nada contra), sem a sequencia de um paradigma, sem fazer juras eternas. Passo a copiar  a afetividade é mais do que uma realização de sonhos. ”Orgulha-nos” passar agora por essa (a)provação, da necessidade de demonstrar em vida, amor por quem sempre cuidou de nós: nossos pais; além do significado subjetivo que aparece em meus relatos, a intensidade em saber que de condições bem mais simples já sobrevivemos; já ouvimos os depoimentos do menino que carregava carvão às costas, da criança às vezes indisposta indo à roça sem ao menos ter a primeira refeição, de ter saído de sua terra natal, com o pensamento de que pudesse “ser grande”, ser diferente em seu destino, do jovem policial desobediente ao comando, que pediu para sair, quando sentiu-se muito oprimido. Meu pai! Nosso pai! Nossos pais! De beleza e vaidade exuberante que passou para filhos, às filhas, e aos tão lindos e amados netos ... ( a roupa tinha que está impecavelmente passada). Para essas aquisições, alertava a todos nós, todo santo dia: Estudem meus filhos, estudem, eu não os quero na roça! Hoje quando comecei a editar essa página, sob as nossas mais frequentes  viagens, ouvindo excelentes músicas, escolhi Relicário, de Nando Reis... (ontem foi dia do Show dele em São Luís... ) E são dois cílios em pleno ar atrás do filho vem o pai e o avô [...] o que está acontecendo ? o mundo está ao contrario e ninguém reparou, uso-a como metáfora pra outros fins. Depois, li pelo menos umas três vezes, depoimentos de pais que vivem nos asilos, sem contato nenhum com os filhos. Um deles quando perguntado pela reportagem: “Eu mesmo escolhi vir para cá/ sinto saudades, mas eles não me tratavam bem/ não os vejo há bastante tempo”. Em dia dos pais, essa foi uma das repostas.  O que estaria acontecendo? Imaginei o que é chegar à velhice e não ter com quem contar para os cuidados mais básicos, imaginei esse nosso egoísmo, a ausência de nossa maturidade sendo substituída pelas coisas mais imediatas e supérfluas! Imaginei esses nossos jogos de interesses e vaidades exorbitantes! Quanta tristeza em nossos olhares pela ausência, pela desistência da vida!
Gratidão! Proteção! Crédito Kaio Sousa 
De lá para cá, (são muitos dias) tomei conta dessa máxima “por aqui a vida grita, e grita muito, por aqui não falta chão, não falta fé, não faltam mãos”! Quem nos acompanha sabe sobre o que falo.  E para nós quando setembro chegar é mês de celebrar a vida, mês de filho e também de irmão. E não  perdi de vista  as atividades literárias, em nosso III Chá Literário, no mês dos pais,  falamos de Morte e vida Severina, como disseram meus colegas de ‘bancada”: riquíssima apresentação, sensibilidades, provocações de que hoje se vive em uma cidade melhor e com muito mais qualidade de vida. Eu contei de minha lembrança bem remota de quando chegamos aqui nesse bairro, vendo doentes chegando em redes , trazidos por seus pares, da zona rural! De vê-los retornar mortos na mesma rede! Ninguém tem foto! Pouca gente sabe! Pouca gente viu! Onde estão e o que fazem nossos  severinos?

Além disso, preciso dizer, quando a primavera chegar estaremos celebrando Maria, a mãe, a irmã, a amiga, a filha; celebraremos ainda a vida de filho, sobrinhos queridos,
Crédito Carla Roberta: neta
de colegas, de amigos,da gratidão e de tantas bênçãos! E o nosso mês falará de gente interessante! Dirá aos pares que é narcisista, com vaidade desinteressada, sendo humilde, tendo a personalidade de quem sabe “crescer em ser”. Enquanto isso,  nesse trinta de agosto, sob o testemunho emocionante de Padre Orlando Cruz, do agradecimento e reconhecimento do milagre da vida, já posso encerrar minha “crônica” para não cansar meu leitor, e se pudéssemos todos adotar no cotidiano, o refrão do hino:  “ Maria Santa e fiel, ensina-nos a viver como escolhidos”, por zelo, por amor ao próximo! Ensina-nos a viver! E quando eu achei que já havia superado as emoções desse dia 30, quando eu ainda pensava negativo sobre as expressões  “sempre e nunca” geralmente mal colocados, veio em oração, em resposta ao que temos sido e vivido nesses três anos, em crédito para mim e todos os fiéis dessa noite: “Deus tem cuidado de vós, sim Deus tem cuidado de vós”, “tem cuidado de mim, tem cuidado de nós”, levantemo-nos todos os dias com essa certeza : Ele sempre cuidará de nós... E o nosso setembro já mostra as caras: nas vozes dos filhos estarão a voz do  pai, do amigo, do irmão, do avô, para todos os entendedores,e aos que se enxergam nesse texto,  é impossível não falar de amor. Um cálice! Um vinho! Um brinde! 

Das pontes... de algumas janelas... de pessoas que insistem em desconhecer


Nesses dias, desde o dia 30 de julho, guardo assunto e motivações para escrever. Podia dessa vez, começar do meio ou do final dessa história; tempo mais uma vez de colheitas, em decorrência dos terrenos férteis, continuar semeando! Fiz um pequeno percurso logo pela manhã rumo a convenção de nosso partido e com um justo orgulho as pessoas tomavam assento, sentiam-se privilegiadas de participarem daquele momento... e o nosso discurso era uniforme “ nenhum de nós , nessa trajetória, no cenário politico consegue grande coisa , se na hipótese de mudar de opinião , não contar com outras mãos”. No calor dos abraços, dos climas entre pessoas, nas concentrações, nos bastidores, nos palcos, é possível que haja uma diferença: há os que agradecem pela existência das pontes, e os que concentram forças em suas próprias vaidades. É uma escolha!
Depois do saboroso almoço, servido entre amigos, mais tarde, peguei minha bicicletinha , sai
Da arte sobre a arte, de mãos que pintam 
 rua acima para visitar duas pessoas especiais para mim... inicialmente uma delas não estava, adiantei uns passos; chegando lá, nossa conversa inicial foi sobre o sucesso da convenção; contei-lhe de minha frustração de quando fui candidata a vereadora há vinte anos, de minha resposta áspera e muito mal educada para uma autoridade autoritária, das lutas iniciais de classe, entre 2004 e 2007 com o Professor Raimundo e Professora Paizinha  para a criação do núcleo sindical; disse-lhe das vezes que fiquei no vácuo, compartilhei de minha leitura e releitura do livro Pollyana !Que leitura sadia! Tanta coisa boba e mal feita nesses cinquenta... vale a pena contar? Para mim, Vale... ainda teve a nossa história de 2004 quando só nós, apenas nós saímos às ruas de vermelho , na candidatura da Julia Almeida, e outras  que nem contei,  de ir e vir nas garupas de motos, para a zona rural, de adormecer na calçada até o dia clarear ; ocupei por equivoco as primeiras cadeiras, fui hostilizada por minha disposição e opção naquele período e no cenário.  Na minha história, na história do município de Urbano Santos  houve o trinta de julho, em que mais uma vez, com redundância, tive orgulho em vestir a camisa vermelha! De ouvir e ver bons nomes repetidos, de perceber a chegada de novos sangues, de somar ,de multiplicar porém, e especialmente de compartilhar ! Não trago declaração ou reclamação velada de ninguém para ninguém, eu me comprometo sozinha, nessa hora! Vesti vermelho porque tenho clareza de minha contribuição e participação no cenário. Vesti vermelho porque sei do esforço que há para o “educar e empoderar -se de politicas publicas.”  Nós perseguimos a qualidade, prosseguimos na boa hipótese de que em cada um há uma importante contribuição a ser potencializada. E como nada é consensual entre todos os pares; o que Vale sob minha ótica  é no dizer de Freire, uma “reflexão para a ação” da coletividade, da concepção afetiva sobre si mesmo e sobre os outros! Saio dali, com esses pensamentos, “tomando pé” sobre minha parcela de soma,  tomando consciência de meus comportamentos, da suposta arrogância, de decisão interior... arrisquei “ pernas, para que as quero”? _ para isso, para imprimir marcas, para apressar meus passos e encontrar condições favoráveis às relações espontâneas, às considerações sobre aquilo que desafia a humanidade.  Pegar minha bicicleta , retornar...
À noite, colori, vesti outras cores, conheci a pequena Lavinge e uma mãe atenta às descobertas, às realizações da maternidade, os anjos em vida...entendo , na conclusão da escrita, se misturo, quando falho, nas vezes em que sou omissa ou conivente com alguma inserção, mais, há controvérsias entre algumas falas e outras atitudes, no entanto , quem nessas circunstancias não convive diariamente com esse paradoxo? Agora, preciso aliar essa minha “crônica”, aos meus exercícios, às aplicabilidades, às divergências ou às promissoras ideologias, são latentes em mim. Aprendi equação muito cedo, ainda no ginasial... É disso que falo, digo, ou  faço para dirimir ressentimentos . Retomei para a minha leitura de Pollyana , no enredo traz os ensinamentos de altruísmo adquiridos nas lições com seu pai “veja sempre o lado bom das coisas”,  a ausência de telas das janelas fez com que a pequena menina visse outras belezas... porém ela perdeu os movimentos. Nessa lida , lembrei-me de minha ida para visitar meus pais, firmes e fortes, cheios de fé, dão cores às nossas vidas, dão confiança para os desafios parecerem mais cheios de graça. É sobre isso que aprendemos! É isso que valorizamos! E hoje eu dizia numa fala minha, citando minhas leituras, meu pai nos encorajava da seguinte forma: “ Quando Deus fecha uma porta, Ele abre janelas”, profecia para todos os otimistas .Nossa Maria caçula se esquece disso: de pessoas que são pontes, da abertura de janelas, e outras tantas gentes que nas primeiras chances, batem às portas, fecham as janelas.
Isso dito, levo em consideração que sou professora há mais de vinte anos , peço desculpas àqueles que negam nossos ensinamentos  por eu não ter conseguido compartilhar grandes transformações, " as vezes a gente pensa que ensina alguma coisa que sabe", fiz cinquentas e não sei se ainda terei mais vinte para reparar esse grande desperdício, por ter ocasionado um descaminho,  porém me convenço de uma coisa, essas miudezas não devem mais servir  para nós que temos espirito elevado, precisamos nesse tempo, porque ainda há tempo, “arder em caridade” como foi ensaiado pelo Apóstolo Paulo,  aliás, em todos os lugares há sujeitos anônimos precisando de nós, de nossa caridade, de nossa gratidão, de nossos reconhecimentos.  De minha gratidão a Deus por tantas mãos em minha vida, recortar Fernando Pessoa “ Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. Trinta de julho... da arte, sobre a vida, sobre a arte, de mãos que pintam, que escrevem, de quem imprime marcas, de todas as formas de pontes, daquelas janelas... de pessoas que insistem em desconhecer. Uso outras tintas no cabelo, visto outras cores!  Sigo meus passos... PT saudações.

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