Cartilha do Mestre


Peço a inspiração divina
E também as musas celestes
Em versos de sete sílabas
Pra agora fazer um teste
Desafiando o pensamento
Jogando frases no vento
Nessa “Cartilha do Mestre.”

Nosso mestre professor
É quem nos dá atenção
Com toda sua paciência
Porque é sua missão
Desvendar quaisquer saída
Nos ensinando pra vida
No brilho da educação.

O professor é a base
De qualquer sociedade
Crítica e participativa
Nos contextos da verdade
Porque quem tem consciência
Se mantém na resistência
Em busca de liberdade.

Liberdade de expressão
De quebrar qualquer corrente
Formador de opinião
Deixando o povo ciente
Percorrendo uma distância
Nessa louca militância
Ocupando sua mente.

Merece todo respeito
Daqueles que lhe assiste
No esforçar da garganta
Com a aula que persiste
Traçando a pedagogia
Com sua metodologia
No assunto que consiste.

No ano mil e oitocentos
E vinte sete corria
O imperador do Brasil
Portanto ali decidia
Com documentos concretos
Através de um decreto
A celebração desse dia.

Foi dedicado a uma pessoa
Grande mestra professora
SANTA TEREZA DE ÁVILA
De opinião formadora
Mulher de muitas ações
Que atravessou gerações
Como ilustre educadora.

Depois de cento e vinte anos
Do decreto referido
Em mil e novecentos e quarenta e sete
Onde ficou entendido
Este marco importante
Seguindo sempre avante
Agora constituído.

Depois de anos de lutas
A data teve aceitação
Caminhando sobre o tempo
No seio desta nação
Com muitas lutas e glórias
Entre perdas e vitórias
A mais linda profissão.

A luta educacional
Nunca há de parar
Todos nós de mãos dadas
Otimistas pra ganhar
Na guerra, no amor, na paz...
Insistindo no cartaz
Organizados pra lutar.

Homenagem de José Antonio Basto

Um professor apenas




Professo essa minha culpa
Minha fiel profissão desprestigiada
Os meus saberes e lições conservados
Professo as aulas que incomodam
Declaro as várias que se acomodam
Entre livros, papéis, paredes cadentes.
Confesso, simplesmente e sem medo,
Professo e confesso essa minha profissão.

Dia do Professor! Professora! Mestre!...
Confundem-se os verbetes diversos
Se pedagoga fosse, ousaria dizer:
Contam-se em milhares de histórias, progressos
E tão poucos lembram deste profissional
Sem culto, sem fulgor, ou merecimento
Em honra deste dia, com algumas projeções
Merecem, os professores, agradecimentos.

Confesso a falta de mídia, multimídia...
Mas mentes brilham, idéias se espalham
Se há poucos encantos, pouco importa
Professor, Professora, Professores, Mestres...
Imitemos Sócrates: “Só sei que nada sei”
E nesta arena mudaremos a história
Tenho esperanças que essas sementes
Sejam flores férteis em várias memórias.

Confesso fidelidade à minha profissão
Ou torno-me apenas um sonhador?
Em detrimento de tantos que nos lesam
Não basta, neste sertão, ser professor?
Se filósofo fosse, certamente diria:
“Conhece-te a ti mesmo”, isso é tudo.
E nessa minha profissão devo esperar:
“Que do impossível chão brote uma flor”.


texto reeditado

Independência: uma via para a transgressão


Houve um tempo em que pensei que pudesse  escrever sobre história, organizar saraus, festivais de poesias, concursos literários, gincanas, publicações,montar bibliotecas; houve um tempo... Ele passou e agora não percebo em mim mais nenhuma euforia para que esses antigos desejos se realizem. Resta saber o que houve com o ânimo que existia  em mim outrora em falar de história, poesia, saraus, festivais, gincanas etc ?Terei despertado para outros interesses ou por que me vi acuada diante de minha fragilidade humana? Mais, terei dado conta de  minha falta  de compromisso com a coletividade?
Quero que deem certo todas as iniciativas, a democratização, a descentralização, a participação coletiva e penso muito sobre isso, sinal de que não perdi o interesse total pela política embora veja com outro olhar os resultados da emancipação politica, da democracia e do exercício do poder; e esses termos já seriam suficientes para a concretude de um cenário qualificável para onde deixo descaminhar meu ideal. Por outro lado, o lado que é minha intimidade e se acompanho o pensamento de Cecília Meireles: “eu não dei por essa mudança”, em que estação deixei perdidos meus sonhos, meus ideais? Chega um tempo em que as rebeldias e desventuras não são mais bandeiras de lutas, de independência ou de transgressão; tempo em que novos nomes surgem, novos olhares acompanham os fatos, outras mídias fazem registros.
Devo ter cansado de minhas próprias condições, não por fracasso, porque a luta continua  e se olho para o passado com lembranças boas do que vi e vivi historicamente, digo que  sou muito grata a tudo que conquistei e fui capaz de exercer aqui em minha cidade, algumas vezes sem nenhuma qualidade, sem experiência, com as instruções e boa vontade de um ou outro;com os olhos nos livros, nos papeis, com as palavras daqueles mais experientes,  penso que tenho recebido as doses diárias daquilo que mereço: nada de extraordinário; e se, por exemplo, estou hoje em um partido é por uma escolha consciente minha, torcendo para que os interesses coletivos, na prática, sejam maiores do que as palavras;porque entendo que o "grito de liberdade" deve  soar todos os dias, o grito de liberdade não deve ficar preso à garganta,às campanhas,  às pessoas, aos grupos, às associações... 
O próprio grito que se intensifica pelas ruas da cidade serve de especulação para que se percebam novos modelos, outras experiências; sem medo de ditaduras, de opressões, de tiranias; portanto, longa vida aos que levam a sério o uso do poder e usam  a transgressão para validar direitos, deveres, qualidade de vida, oportunidades, melhorias habitacionais, perspectivas; anulando as perseguições, os descasos, as falsas promessas porque já raiou um novo tempo e como mudei bastante o rumo de minha prosa, copio o que foi dito anteriormente por algum filósofo “ o finito é breve”  subscrevo ainda um dito que se repete nada dura para sempre. E essas minhas palavras soltas, independentes, nesse dia  07 de outubro é minha via para a transgressão.

Sujeitos simples, objetos e outros predicados


Assim que comecei a pensar sobre esse assunto, deduzir que deixaria claro o meu tema logo no inicio do texto; falar de sujeitos e objetos, no mínimo é algo muito maçante, considerando-se a aplicação de análise sintática, termos e complementos. Para não cair no tédio, ser totalmente inútil essa minha observação ou óbvio demais, opto por omitir gramaticalmente o conceito de cada um deles. Simples: a própria leitura dará o sentido e quando faltar algum, é que os objetos não deram conta de completá-los  devidamente,  agora quantos aos predicados ...
O caso dos sujeitos e objetos tomar  outra acepção, porque faço analogias e contravenções com as palavras sem torná-las pejorativas; os negros, os brancos, os jovens, os adultos, os letrados e outros que fazem idolatria avessa  percebem que na política o olhar para a diversidade, para a contemplação das massas,dos avanços culturais, da valoração por nível de ensino, para o processo de descentralização tudo isso perde o sentido quando a visão e o discurso  de uma grande parte que deseja mudança soa contraditório , porque cada um ao seu modo, pensa primeiro em sua necessidade pessoal. Porque “o sujeito” espera que a sociedade mude, que os valores sejam outros, que os códigos e decisões políticas sejam outros, mas ninguém pensa em moldar esse modelo, continua-se com os pedidos de tijolos, telhas, tênis, equipagens, receitas médicas, passagens, passeios etc.; necessariamente as situações se repetem,os objetos permanecem os mesmos,  sem nenhuma criatividade. Eu perguntaria: que tipo de predicados merecem eleitores e candidatos que continuam com as mesmas práticas?
Nesse caso, os objetos sozinhos não constituem crimes, os múltiplos discursos  e polêmicas não bastam para ajudar as pessoas a descobrirem a força de sua cidadania,entendo que o conservadorismo e o tradicional na política atrai muito voto, mas, os jovens de ensino médio, por exemplo, não lembram que há exatos 20 anos  Fernando Collor de Melo entrou para a história  porque outros milhares de jovens aliados à sociedade civil  naquela época resolveram protestar por inúmeras irregularidades de seu governo. Portanto, a quebra de paradigmas, as respostas nas urnas, um “não” aos atrasos, às ditaduras, ao totalitarismo trarão para nós resultados  dignos de nosso aplauso, no entanto, quanto aos nossos, de nossa cidade, o que tem feito para que os resultados de eleições sejam de fato as que contemplam o bem comum?
      Por isso, para não dizer que não apresentei nenhum predicado, os modelos de políticas adotadas devem servir para nós como “catalisador” com um intuito de acelerar a formação de um novo cidadão, um eleitor com um perfil requintado; capaz de reagir, de enfrentar barreiras, percorrer outros caminhos,exigir o cumprimento de seus direitos,  além disso, do ponto de vista da química, o catalisador é responsável por reduzir mais de 90% de gases nocivos lançados no meio ambiente; façamos isso nessa eleição, votemos pensando na cidade, na melhoria das pessoas que nela habitam, afastemos de nós “gases nocivos”,avaliemos se o candidato representa seu próprio interesse ou interesse da sociedade;  afinal somos nós os responsáveis pelos acertos e desvios que os políticos  cometem. Ah, sujeitos simples, encontremos para nós novos predicados!

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