E o seu Natal, começou quando?


Então, é Natal!!!!
Parece que quanto mais nos aproximamos do Natal, mais festivos e alegres  ficamos (seria  só uma impressão?) . Deve ser a lógico; mais trocamos presentes, abraçamos, cumprimentamos, enviamos mensagens, e-mails (não se troca  mais cartões) experimentamos novas receitas, apreciamos bons vinhos, participamos de mais festas... num ritmo obstinado somos dia a dia mais heróis e mais seguros de nosso papel cristão, embora pareça em muita parte dos casos, longe do natural.
Assim, o tema não teria e nem faria nenhum sentido se eu não enxergasse  o verdadeiro sentido do Natal, a história cristã nos mostra que Natal significa nascimento; não de uma pessoa comum, mas em comemoração ao nascimento de Jesus que em suma caracteriza a salvação, sinal de amor fraterno, de comunhão com o próximo.   Por isso, o clima natalino, apresentado como caráter de fé, não deve considerar apenas as festividades, as bênçãos e conversões repentinas; as confraternizações de fachadas, de aparências; de abraços e cumprimentos forçados; de trocas de presentes desprovidos de sentimentos, de consumidores alienados ou obcecados pelo produto mais prático, a rigor todos nós, (reconhecendo aqui a fragilidade humana) cumprimos a risca as exigências do mercado como se fossem obrigações.
Por causa disso, resolvo falar de Natal, do que mostra a Bíblia e outras vezes me reportando, por exemplo, às canções que prestam essa homenagem ao Nascimento de Jesus, “então é Natal e o que você fez?” Será essa a pergunta que deve nortear nossos sentimentos, nossas ações, nossas práticas diárias para com o próximo; iluminados pela verdadeira luz  e pelo amor maior Daquele que desperta em nós o desejo de conversão e de preparação real. Afinal, de luzes artificiais, de brilhos, de glamour,  de realizações camufladas, disso nossos dias estão repletos;queremos viver a Palavra pelo engajamento nas causas sociais, pela vontade e simplicidade em dizer as coisas certas; em romper com as múltiplas facetas das trevas, em comprometer-se com a verdade, com o exercício da justiça; em exigir que sejamos sal e luz como instrumentos vivos do amor cristão. Se  formos capazes de manifestar alegria com as boas novas,seremos igualmente capazes de sermos discípulos fieis em celebrar o Natal de Jesus . Acompanhemos o que nos diz o Evangelho: Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas (João 12:46).
Portanto, preparar o presépio, a ceia, a mesa, a distribuição de presentes, a troca de flores, de cores, de luzes e de brilhos tudo isso não terá nenhum sentido se não vier acompanhado de uma reflexão, de aproximação de pessoas, de uma acolhida séria e verdadeira, de um pedido por uma vida digna para os menos favorecidos, respeitando e valorizando o próximo, saindo das trevas da opressão e das ditaduras mercantilistas.Sigamos nesse Natal, o exemplo de São José  que assumiu riscos para defender  a vida de Jesus , dando-LHE condições necessárias para que pudesse viver de maneira digna. Por fim, peçamos  discernimento para nós e para nossos leitores  para reconhecer nossas fragilidades, superá-las porque o Natal não é só hoje, faço, pois uma paráfrase de uma poesia, nesse ano, que o nosso Natal tenha inicio  em nosso coração porque não há presente maior e melhor que o AMOR.Façamos um esforço!!

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