De meu quintal : um 13 maior que o mundo


Ouço as palavras , ouso nalgumas ,  uso-as como parte do papel para compor a outra parte de meu silencio , recorri a  Manoel de Barros para falar de minhas crendices e narrar mais uma experiência  e antes de qualquer manifestação contrária houve um tempo em que eu acreditava nessa onda de “treze número do azar, do medo ou  da superstição, numero da derrota ” , ficou para trás , embora seja familiar  para quase todos nós o que dizem as teses na teologia cristã“o treze representa o número de discípulos presentes na última ceia, faz ainda  uma referencia ao que chegou por último e  traiu nosso Mestre ! Pensemos nas somas dos números como resultados positivos; pensemos nos números sem que a eles tenhamos de associar nossas ilusões...
Pois bem seria exaustivo falar de outros antecedentes ou analogias por quais passei relacionadas ao treze, de testemunhos, depoimentos, prefiro pois falar das positividades , das conquistas, das melhorias e quando alguém pergunta sobre qual meu número da sorte, digo-lhe que número 13, para não ser apenas vitrine , por muito pouco ano passado quando saímos do  Maranhão para conhecer as águas lindas do Velho Chico, não era um  dia treze;  contudo, para quem tem fé não há essa de ter mais ou menos sorte, se  é dia de lua cheia, se o gato é preto, ou a escada esta virada ... a gente segue! Em 2018 quando fui motivada a conhecer os Cânios do Xingó, atravessando todos os estados nordestinos para chegar ao Sergipe , meu irmão que mora em Porto Velho estava no Maranhão e tão logo eu chegava , retrucava entre si  “Ir bem ali em Porto Velho me visitar não quer”, fiquei por ali matutando!  Tem razão, o  mundo é tão pequeno , e não vale mais a velha desculpa do medo de avião , há sempre alguém na poltrona ao lado par nos dar a mão ... e assim nesse ano, por incentivo de meus tios  Jesus e Sueli que moram em Brasilia , logo no inicio desse ano começamos a dizer: esse ano vamos visitar Pardal e a família dele, sim iremos , sim podemos ,`se Deus permitir`! E Ele permitiu!Trouxe a lembrança os motivos pelos quais meu irmão viajara para  o estado do Amazonas há trinta e cinco anos , lembrei-me de ter ido com meu pai até a rodoviária para que começasse sua maratona ate chegar a capital , porque havia um percurso de embarcação , trouxe a memória alguns anos que meu  irmão deixara de dar noticias , das saudades, dos desencontros, `viver longe bate uma saudade , pegou malária dezenas de vezes, engrossou os couros, sofreu grave  acidente,  rotinas bem diferentes e pouco mais rígidas tivemos naquele inicio da década de oitenta! Meus pais acreditavam que saindo de nossa terra ` indo para uma Capital maior era sinal de “conseguir um emprego, uma perspectiva de vida melhor “, essa era uma das justificativas e  a capital que meu irmão morava foi ficando cada vez mais longe, mas desafiador.... Nesses anos todos de longas e duras experiências  alguma coisa foi sendo transformada dentro de nós, e porque a vida por si só se justifica, nos apegamos às alegrias,  às chances de encontros e reencontros
Por aqui, não prego algo que não tenha vivido, em nossa infância e adolescência tivemos limites, para perder os medos  , para ter grandeza no “ser”; para saber quanto valia um sim ou um não! [...] E assim, me organizei para a viagem e fiz o convite ao meu sobrinho Victor para que diminuísse em mim aquele impacto que é  fazer voos tão longínquos , de tabela , na semana que antecedeu a viagem tive uma crise de gripe seguida de tosse, e fiquei  visivelmente  abatida ... e nossa viagem seria dia 13 de julho  pela manhã, chegamos a Brasília e uma tão boa recepção nos aguardava, desfilamos um pouco pela capital , descansamos, ao final da tarde fomos à  Igreja de São Francisco, à noite nos preparamos para o voo, mais três horas à base do Dramim, com a sensação de que diminuiria  os enjoos e os medos, do alto me pegava às orações para evitar que “aqueles silêncios ” virassem destroços ! Ali não era um turismo comum, era um sonho pessoal nosso : de irmãos e sobrinhos para encontrar-se nas selvas amazônicas  e poder contar como nos disse o Mario: aqui não são só os matos, viu tia ! Sim , entendemos que há sangue de índios, há nosso sangue correndo por aqui e  são especiais para nós !  Ao chegar na capital, começamos a nos dar conta de algumas diferenças, a começar pelo fuso horário; depois ao descer do voo, a noticia congelada de que minha mala não havia embarcado, mas nem de longe me aborreci, ou associei isso ao nosso dia treze, dia de benção, dia de gratidão; fizemos uma viagem tranquila.  Antes de dormir, aquela pequena reunião da noite para um lanche: Juntaram-se a nós, nosso irmão, sua esposa Dora, seus “meninos Mateus, Marcio e Mario”, tudo era novidade e alegria, em tudo faziam uma piada ... dia seguinte fomos conhecer o balneário Cachoerinha; ali o sol nasce bem mais tarde, ainda assim , para todos.
E a nossa rotina naqueles cinco dias de viagem já estava mencionada: era a alegria do encontro, de conhecer novos membros, de vê a beleza do Pierre Gael , neto de nosso irmão, de citar com as frequências o nome da Maitê, minha neta amada ; das menções de nossos pais, sempre com uma citação, um exemplo...no outro dia pegamos a estrada até chegar em Guajará Mirin e  atravessar ”o pequeno Rio Mamoré”  para conhecer a cidade  do pais vizinho, para mim, seria aquela travessia, porém deu tudo certo, desfilamos na avenida daquela cidade, confundindo as vozes de outra cultura, empatamos nosso tempo, olhando uma coisa ou outra, retornarmos para almoçar do lado do Brasil , pondo em dúvidas as culinárias do país vizinho; mas registrei  tudo;   à tarde o percurso de volta mais quatro horas de viagem ate a capital !Ao chegar, repouso para o dia seguinte conhecer um pouco da historia de desbravamento de Marechal Rondon, em seu memorial, diferentes recortes  a respeito de suas viagens, de conquistas, lá a gente conhece sobre a  capela de Santo Antonio que fica com vista para  o Rio Madeira, e a nova  Usina Hidrelétrica do Santo Antonio, e aquele percurso no trem para saber outras narrativas com o maquinista; fizemos os nossos caminhos   e ao chegar ao Mercado Central encontramos uma conterrânea (nordestino a gente encontra em toda parte, firme e forte) ao que ela dizia: o mundo é muito pequeno, sim, pois é ! Quando de volta, chegando em  Brasilia, na mensagem, meu irmão disse: ficou a saudade, uma parte de mim vai sempre está ai com vocês! Sou grata, grata demais a Deus porque há eventos em nossas vidas que são tão instantes, mas tão especiais ; grata aos incentivos e companhias dos tios Jesus e Sueli e da prima Gessiana; grata ao apoio moral e o riso frequente do Victor; grata a toda recepção de carinho de nosso mano , esposa e nossos sobrinhos ... demos até breve a todos , nos despedimos de nosso irmão com aquele nó , de que eu não contaria todas as partes; as fronteiras são muitas e a nós cabe a decisão de acolher, de agradecer...
Essa foi a minha história, ela é impar, podia ter se encerrado dia 13 ou mesmo 31 de Julho, no entanto, sou gente de fé! E a gente se coloca no lugar do outro, daquele  que vive distante dos pais, dos irmãos, de sua terra natal; porém constituiu uma linda família à base dos ensinamentos cristãos , que aprendeu os sentidos dos “sim e dos não” para adquirir maturidade ; a gente perde uma coisa aqui outra ali, e vai aprendendo , e tudo que nossos pais, nos ensinam é para nosso bem...quando cheguei em Brasília já de volta para casa, dei por mim que meu treze foi mais uma vez o número da benção; da aventura consciente e necessária; trouxe comigo um pedacinho de cada , com a  sensação de saudade, de esperança , e que nesse mundo tão pequeno cabe a cada um de nós ousar e voar quando perceber a necessidade ou ficar em nosso conforto sem vistas a crer noutros encontros  , e quando nossa conterrânea nos disse : esse mundo é tão pequena , mas tão pequeno; pensei “daqui de meu quintal tenho  a chance de avistar o mar” ! Na plaquinha do Memorial Rondon, estava Mario de Andrade : estive aqui,  e em seu livro  O turista aprendiz deve ter feito boas transições ... saibam todos que também estive ; de todas as fronteiras: em encanto, o encontro, a superação e o meu coração com um TREZE que é minha oração de vitória! Instigo em todos a condição de compreender que minhas ideias fora do lugar dão sempre feição ao agradecer!



De Urbano Santos para o nordeste brasileiro : celebrando a vida





De Janeiro desse ano, de quando percebi que meu texto sobe a boneca Maitê havia sido selecionado para participar da Antologia “Literarte Celebra o Nordeste Brasileiro” especialmente quando recebi o flyer, com os dizeres do texto escolhido e a foto, encurtando a conversa, 2019 começa com a prerrogativa de que terei a chance de mais uma vez fazer cinquentas  e desse o “ melhor ano da história da minha vida”  e eu só enxergo motivos para agradecer ! Tenho sido agraciada com a presença de pessoas do bem, que desejam o bem, sido privilegiada de estar no trabalho e função que inspiram confiança, mas e principalmente com os cuidados de Deus comigo, com minha família porque sei que toda missão a nós confiada, passa pelas mãos do Criador; minha inspiração começa com o sentimento de gratidão porque nasce de mim, além da vontade em escrever  , a vocação, devo dar graças por tudo!
Como eu disse aqui anteriormente, não faço feitos sozinha, conto todas as vezes com outras mãos (https://contosetal.blogspot.com/2019/06/pelo-poder-das-palavras-ca-estou.html)  em retomar essa participação, não pretendo recontar todas as historias , já tive dias que não foram fáceis , por conta de escolha e decisões que em nada me acrescentariam ;  ainda bem que nossos pais são aqueles que nunca desistem de nós! E para falar de qualquer outro dia do Mês de Junho, terei que buscar o que é minha participação nesse contexto e alegra-me em todas as vezes de poder ter tido o merecimento de receber a Comenda Chagas Araújo indicada pelo  amigo Edinilson, mas com a anuência dos demais. Fiz aqui uma reflexão, e já fiz contestações que depois de ditas , me pareceram arrogantes  ao extremo; dei respostas transviadas para uma autoridade local por duas vezes seguidas , quando num diálogo, nessa última em 2000 se encerrou com duas frases dele e uma pancada na mesa:  “ aqui quem manda sou eu”, desafiada, guardei minha voz, esqueci “ o verbo para calar o medo”.   Fui para o enfrentamento através de Jornal e blog com outra maior autoridade, quando meu irmão fora assassinado em 2010; por conta disso amarguei alguns silêncios, papai sentiu-se acuado e teve medo de que outros rojões nos atingissem e ficasse sem mais “um filho”; foi dolorido silenciar sobre esse caso... Então fizemos as tentativas e nada é em vão, fomos na fé, no exercício da oração, porque não há o que compreender sobre a morte... no entanto quer na sala de aula, nas ações, nas execuções de atividades, quer nas conquistas coletivas, quer na defesa de teoria, usando minha voz compreendo que tenho pertinente participação, e como digo nalgumas vezes, “ a gente sabe muito pouco sobre que usa sua voz a nossa favor” ,sem o desgaste de meus equilíbrios porque desde que assumo sei que tudo isso  faz parte. Não trago nostalgia, trago lembranças e sei, bem sei das  vezes que estendo a mão e das vezes que  sou confundida demais pelo “não saber” ou  desarrimada, nalgumas vezes nem me enxergam, narradores é como se não fizessem parte das estatísticas,  são preços e passos que atravessamos para cumprir missões maiores: cumpro a feliz sina, do plantar ao colher, é justo que haja tempo para o regar! Colho a minha parte! Não me reclamo, nem exagero nas prescrições. A própria escritura diz que “ a cada um é dada uma manifestação em vista do bem comum”
Quero antes de tudo edificar meus dons! Falei dia desses sobre um tie break  considerando a arrogância de um governo de dez anos atrás , de uma parcela enorme de gente obcecada e a provocação constante ao Núcleo Sindical de Professores , na época sob a Coordenação do professor Clemilton Barros ; tratei também dia desses de dizer que há mais de dez anos eu publicara meu primeiro livro, de lá para cá, amadurecimento  necessário; brilhos especiais fazem parte de meu olhar, continuo com as mesmas esperanças de que meu lugar seja o melhor para se viver , e mesmo enfrentando as dificuldades tenha seu potencial, suas riquezas e esforço de seus gestores espalhados em paginas especiais! Urbano Santos celebrou a vida característica pulsante dentro de mim durante todo Junho! Urbano Santos escreve nova página na história, e essa não é a partida final! Senti-me demasiadamente gratificada em ter sido uma das escolhidas para participar da obra “Literarte Celebra o Nordeste Brasileiro, orgulho em dizer que há belezas em minha terra , mesmo quando as culturas custam um pouco a chegar; sair das fronteiras e participar com Antonia Rodrigues e outros renomados nomes de uma literatura viva,  de um cotidiano perto de nós!

Celebrei o Nordeste , mas antes celebrei a vida de minha adorável neta !  Celebrei a escrita e de igual modo a minha  própria vida naquele 21 de  Junho no Espaço AMEI; reinventei minha voz para falar das presenças ilustres :entre irmãos, filhos queridos, neta amada, sobrinhos, amigos , colegas de minha querida  cidade  que estavam ali conosco ; disse em meu melhor tom do trabalho dignificante que tem nossos colegas professores. Celebrei a vida, a escrita e a boa dialética visivelmente lembrada pelo meu sobrinho, fiz daquele momento o mais impar de todos, não para destacar meu aniversario, nem meu discurso mas para consagrar meu município, deixar registrado minha gratidão, e eu conseguiu! Brinquei com as palavras sem perder o foco no sentido do fato, debrucei-me sobre minha real arte para que a sensação de sensibilidade não se afastasse de mim! Que tudo isso não foi para colunas sociais, isso é fato, mas prestamos nossas homenagens, recebemos nossas placas de participação influenciamos os convidados  a conhecerem a fonte, a participarem conosco da construção da historia da “terra prometida”: Professor Manoel Ramos em sua rede social disse que Urbano Santos deu o tom da festa! De Urbano Santos para o “Nordeste” é tudo tão perto, celebremos a vida! Deixemos o orgulho de lado, e estendamos as mãos, o nordeste não são apenas os cactos, há flores espalhadas pelo chão! Agradeço a todos , centenas de pessoas que me ajudam a (e)levar minha mensagem adiante, agradeço as presenças e aos corações otimistas que nos  ajudaram na divulgação da Obra Literarte Celebra o Nordeste Brasileiro! Esquive-se de pensamentos negativos e calce os pés, a "leitura é acidentada", autoestima elevada, poder ver e ouvir, ser parte dessa linda historia, ache tempo para gratidão. 
             Celebro a vida! Desejo paz! Sejamos a luz! Tenhamos alguém para ao final apagar as luzes...Essa é minha chance , eterna será minha passagem.


Pelo poder das palavras: Cá estou ...


Do lado esquerdo,filho querido; e o amigo França
Passaram-se já alguns meses “ a gente”  vai se ocupando , vai se acostumando com essas ondas  quentes e de umidades de ar, vai se entretendo com redes sociais instantâneas e deixando de lado o canal útil e necessário para a construção de nosso perfil , para serenidade de nossa passagem aqui nesse território que é nosso por empréstimo. Como vês, caro leitor, cada um de nós tem papel importante nos processos nos quais participamos, sem nos distanciarmos da missão, há quem encante o mundo com suas palavras, há milhares que colaboram com suas ações; há vozes que oram para que o mundo torne-se mais humano, mais cristão! Não revelo descaminho, sou professora de rede pública, e quando final do mês de Maio recebi o convite para que comparecesse à Câmara de vereadores para receber a Comenda Chagas Araújo, muito mais do que lisonjeada, tornei-me me interessante ícone para nosso município ; nossa cidade fazendo 90 anos, nossas mãos construindo essa história, nós, por indicação do vereador Edinilson Moura sendo uma das homenageadas , como não se sentir orgulhosa? Receber presentes é de todo modo, uma alegria, para mim, essa medalha foi um grandioso presente.Muito obrigada querido! 
eu e meu amigo 
No último Maio, dia 28 guardamos as lembranças de nosso irmão Cabo Sodré que há nove anos fora assassinado, há lacunas enormes nesses espaços de tempo; são quase seis anos , na lida diária, nós e nossa mãe, com nosso pai (breve fará 86 anos) nessas e tantas outras leituras temos muitos motivos para agradecer , para comemorar ! O mês começa em festa, aniversario de nosso irmão Robson,  em nós a esperança de que prevaleçam todas as vezes os pensamentos positivos, as emoções otimistas; dia dezenove minha neta amada Maitê fez um ano, logo em seguida, eu fiz meus cinquentas; mas precisarei retomar ao inicio do mês de  Junho: dia 08 fomos ao Povoado São Bento participar da inauguração da Cooperativa da Tiquira Guaribas, uma valorização necessária para as pessoas da comunidade;  dia 09 pela manhã estivemos na Missa Solene pelos 90 anos de nosso município, o sentido histórico daquele momento não caberá em descrição alguma,  depois dos ritos, recebi a oportunidade de usar minha voz; (sem ter feitos anotações) fui falando dos inúmeros desafios que já enfrentamos, citei um exemplo de quando morávamos à Rua Monsenhor Gentil, fiz a devida referencia a dois  nomes importantes para mim e de suas contribuições para o município: Rosalina Araújo e Professora Nona Oliveira porque compreendo que em seus campos de atuação, ao tempo em que tiveram suas chances  deixaram suas marcas, colaboraram para que novas histórias surgissem, tem um pouco de suas mãos, de suas conquistas nesses noventa anos de nosso município. Sou grata , de coração aos que me ofertam oportunidades, grata aos que na construção coletiva nos estendem as mãos,  nos ofertam braços; disse isso ali, publicamente. Dia nove estaria só começando porque à tarde , hora de receber a Comenda Chagas Araújo,  na justificativa,  a medalha e certificado seriam entregues aos nomes que de alguma forma contribuem com nosso município presente, e quando fui chamada, mesmo sabendo que a minha gratidão primeiramente é a Deus, segundo a minha família , dela vem nosso apoio, nossa sustentação; se não podia, nem soube, fiz alusiva homenagem aos nossos companheiros do PT , da justa e merecida lembrança de que devo a eles a oportunidade de participar e contribuir na função, não protagonizo “feitos” sozinha; descanso vez ou outra para que no revezamento necessário, outros nomes possam assumir a liderança, assim tem sido meu exercício; minha passagem.
Amigos: Edinilsom , Clemilton , Jurandi, Paulo Costa , Raimundo
Que alegria ! Que enormes satisfações! Minha medalha era do mesmo tamanho da medalha do Desembargador, significativa medalha, semelhante a de nosso deputado Aluisio Mendes, tão importante quanto a de nossa Prefeita Iracema Vale; minha medalha era de igual modo respeitada quanto a do médico querido e amigo Christian Guzman; salvando vidas; medalha valorosa entregue aos nomes amigos e professores: José Raimundo, Clemilton Barros, Jurandi da Conceição; e quão importantes contribuições da nossa amiga  Advogada Norma Silva , outros nomes desfilaram e mereceram reconhecimento, com as devidas indicações e com os trabalhos prestados. Conheci dr. Christian Guzman era um menino, da minha amizade com a mãe dele, a guerreira Laura Alice, segundo ele, quando voltava da escola, passava pela porta do Hospital Público e dizia consigo: “já pensou eu um dia sendo médico em meu município” , repetia isso na sala, dizia entre nós e claro, endossávamos com ele a possibilidade; não foi fácil, nos disse ele quando retornou de Cuba, mas conseguiu! E para nós é um grande privilegio, contar com essa prata da casa. Quanto poder tem nas palavras, todas as forças se somam aos ímpetos do otimismo.
Nesse contexto, em que mudanças atuais chegam mais perto de nós, houve na tarde do dia nove de Junho importantes discursos, ressaltando o papel e a relevância do professor para a construção de sensibilidade de um povo., afirmações audazes fizeram nossos magistrados, que adquiriram suas “cidadanias” com muito boa vontade, mas sobretudo através de muito estudo, deixaram suas mensagens de que “somente a educação servirá de porta de entrada para maiores sonhos”; palavras ratificadas nas considerações da Advogada Norma Silva, a determinação, o desejo de “aprender e ser” são constantes no vocabulário de quem deseja vencer ! Daquela tarde, eu trouxe muitas lições, de meus equívocos com algumas pessoas mais próximas, do idealizar um sonho possível construído a muitas mãos, dos propósitos e desafios e nossa capacidade de lidar, visando o bem coletivo! Quanto de amadurecimento renovo diariamente dentro de mim? O “operário letrado” participa dessa vitória comigo e a Comenda Chagas Araújo devo mesmo aos meus pais, e ao meu filho, se me faltarem atitudes, (porque estou propensa a erros) preciso do poder das palavras,  por eles, cá estou! E dia dez foi a grande festa, eu pedalei, não por escassez de afeto, mas para desgastar todo e qualquer tipo de ego, testar esse coração que pulsa , reconstruir a confiança! Mês de Junho faço as pazes com a vida, e excesso de razão... a mim basta a gratidão ! Em seu nome Edinilson, deixo o abraço, a grata satisfação!














Da arte de (es) calar, de multiplicar e de comemorar uma década


foto cedidas por Jurandi
Encontrei aqui entre meus papeis, um escrito cujo título é “ Os judas nossos de cada dia”, escrito há exatamente dez anos, quando vésperas de Semana Santa, de nossa ida ao Povoado Cajazeiras para acompanhar uma sessão ordinária da Câmara de Vereadores em que o Presidente da Câmara pretendia em sua supremacia aprovar umas prestações do executivo, na ocasião, papai havia me alertado , caso escreva algo não fale sobre nomes; evite fazer citações sejam quais forem, eu (dez)obediente que sou, contei o fato. Marcante fato porque nomes grandiosos se fizeram presentes e compreenderam a sentido da luta coletiva. “ Em cada década um grande homem”,
foto cedida por Iran Avellar
Naquele ano havia sido deflagrada a greve de professores, considerando algumas arbitrariedades, entre elas, a retirada de uma matrícula de alguns colegas nossos, não foram dias fáceis, de um lado, o entendimento de que não lutávamos apenas pelas perdas salariais, de outro, a conivência de uns poucos que comungavam com a ideia do executivo e legislativo de que não passava de “insatisfação dos derrotados” no processo eleitoral. Coincidentemente nós vencemos! Os Professores Clemilton Barros  e Paulo Costa lideravam o sindicato de professores;  havíamos ajudado a eleger Professor Raimundo para a  Câmara (este foi nosso braço forte); nosso amigo,  o Sociólogo Iran Avellar havia criado um blog,  (nosso canal de comunicação) não tínhamos direito de resposta no canal de comunicação local, e “ a meia dúzia de baderneiros”  , uma forma de desqualificar a categoria, ia sendo execrada a todo instante. Não nos calamos! E com perseverança, confiantes na união e com apoios, nossa voz foi ouvida ! Nosso capitão, nosso querido José, era nosso aliado forte, dizia ao nosso coordenador  “falem nos quatro cantos, nalgum deles serão escutados”, não nos intimidamos porque houveram ameaças, rememorar mais uma vez esse ano, porque sei que outras gerações precisam lembrar desse feito! E a meia dúzia transformou-se em seis centenas e a respeitabilidade pode ser notada logo em seguida; tivemos orgulho daquele momento, nos sentimos representados, eu falava sobre isso com Professora Ivanildes Marques, com nossa Vereadora Alda, com minha amiga Francinete-Thana; com nosso representante sindical Jurandir Pedrosa ...O poeta deixou sua orientação para nós “ nossa vida, construímos a cada passo de mãos dadas”; e não temos nos afastado. Urbano Santos nossa terra querida , não é apenas a retórica de quem a administra ; é efetivamente o “orgulho e glória de sua gente”; mais do que as palavras e páginas nossa cidade tem sido construída por “várias mãos”, e é um lugar bom de se viver e quando aquela turma que ensaiou o motim para conclamar sobre direitos e deveres celebra uma década , minha querida cidade adulta que é, comemora 90 anos! E nós respeitamos tua história!
Foto cedida por Jurandi
Ousei escrever há quase dez anos uma metáfora sobre um recorte bíblico que trata da parábola da Terra Prometida: Urbano Santos: terra prometida , quem a respeitará ? , respeitar a sua história, reconhecer os nomes e personalidades que contribuem na realização de sonhos; agradecer pela contribuição nos avanços e ser parte do projeto coletivo,  estará aqui minha reverencia minha homenagem nessa década que nos deixa  um enorme legado! Seguimos dispostos a servir ao lado daqueles que iguais a nós desejam ver realizados sonhos e projetos de muito mais pessoas; e porque em nós não havia o medo de perder, em tudo houve ganhos, na alegria de ter encontrado o terreno fértil,  na conquista de aprovação do plano , na abertura de novos cursos e atendendo a muito mais colegas, na ocupação de espaço para o uso da voz , nas oportunidades de compartilhamento de informações, na experiência de fazer boas escolhas e ser protagonistas de novos ciclos; todo ou qualquer resquícios que trouxemos nos deu equilíbrio para transitarmos com mais lucidez.
Foto cedida por Jurandi
Nosso sentimento tem sido o de avançar , certamente não citarei todos os nomes , porém quero compreender que todos aqueles que participaram,  enfrentando as instabilidades de um retrocesso hão de saber que fomos vitoriosos, não pretendo conotar arrogância  no ganho; posso enxergar de maneira otimistas mesmo os maiores desafios! Eu sentir necessidade de registrar essa escrita para que  nossa luz não se extinga  assim de uma hora para outra , para que as gerações depois de nós saibam que fizemos parte de uma construção coletiva , numa metáfora da escrita de Bertolt Brecht “onde estarão aqueles que carregaram as pedras e tábuas, teriam sido os próprios  reis que as transportaram?  “ ; acrescentemos nossos nomes para que os livros tenham mais esse registro! E nossas seis centenas se multiplicam e celebram conosco outros ganhos, modéstia a parte em cada ciclo nos tornamos seres mais evoluídos , e a acuidade que se manifestava tão timidamente, tem sido frequente em nossas atitudes... porque não somos somente as palavras! A propósito não trago possibilidade de variáveis históricas, construo um pensamento e o descrevo do ponto de vista de quem conviveu intrincados momentos similares às ditaduras; e se em cada década há de se registrar pelo menos um nome, ou se para ser  mais exato devo destacar o nome que nos incentivou na caminhada; descubro aqui pelo alcance de meu olhar e permaneço com o nome de Clemilton Barros ... e nosso futuro está aqui nos átimos desses contextos, em nossas ações, no compartilhar de ideias, na configuração de sonhos! E assim se no tie break eu não estiver na partida, terei esbarrado na canção que fizemos ecoar nas mentes por tantos dias “professores, protetores, das crianças do meu país, eu queria , gostaria ...esse é o discurso que eu fiz ! Um brinde às credibilidades dos nomes que definitivamente são dez!



Uma boneca por quem encanto




Separei diferentes historias para contar sobre minha boneca Maitê, vi depois de escrito que todas elas eram perfeitas, traziam em si a mesma reflexão, a minha mais profunda gratidão; e nesse mês de Janeiro tenho a chance  de escrever uma nova história: aquela do indivisível Avôhai entre as prediletas de meu filho, a de Vias de Clara de quando estive no aniversario de minha amada sobrinha Clara;  e porque Deus me deu a chance de conhecer o Rio São Francisco, as bonitas lembranças trazidas de lá, sobretudo dos Cânios do Xingó e em  todas elas, não hesito em citar minha adorável neta.
boneca mais linda do mundo
Por mim, acrescentando ao poema de Drummond , o para sempre e eterna; recolho-me nesses poucos dias para quando mais tarde minha pequena ouvir ou contar sobre mim, falar da pessoa linda, amável e tão carinhosa que foi a vozinha dela. Como dito, no final do ano passado, os "pés do mensageiro" anunciam boas novas! Sou aquela vozinha que encheu de todos os gostos a pequena boneca! Sou e permanecerei tecendo "manhãs" com outras mãos , estando naquela cadeira de balanço, no sofá da sala, na redinha da varanda, sem nunca esquecer de manter firmes os pés no chão! A mim, depois de dada essa nova vida com os cuidados com meu pai, com o amor e cuidado de minha Maitê, terei eu mais uma vez vencido e como incentivo poder dizer : " esse será o melhor ano da história da minha vida". O que está escrito já é sentido!
P.S. Eu havia começado o dia assim" que a arte me aponte uma conta e que de zero a dez eu não seja apenas uma conta(dor)a! Porque entre contas , por conta das dores (não) sou parte, sou arte.. conta... dor" . E como não há coincidências fui contemplada para participar do Livro Literarte Celebra o Nordeste Brasileiro! Sou grata , muita grata a Deus por essa missão, e aos meus leitores todos pelo incentivo permanente!

Por merecimento: a Vós é(tenra) idade será acrescentada


Estando eu quase encerrando o ciclo de 2018, estando por aqui “longe de casa há ,mais de uma semana”  com sonhos possíveis, com grandes expectativas para 2019 refiz a leitura do poema de Drummond “Para Sempre” cujo tema é porque Deus não torna as mães eternas. Nesse poema é possível encontrar outras reflexões;  faço desse poema minhas palavras, para os pais , a paternidade;  às mães, a maternidade, daí há alguns dias me veio a indagação:    Por que não a vovóternidade  para os avós? Experiências de uma ou outra avó de quem sou amiga, todas me encheram de ânimo, “olha serás acometida logo de inicio de um sintoma:  “como tudo é graça e muito breve passa” se meter em tudo e achar que a mãe quase sempre está errada! Faço o que?  “ me calo né”, Vou viver “esse momento lindo”. Aproveitar minhas passagens pelo Pillates e sentar-me no chão para brincar com as bonecas e literalmente fazer o papel de “besta” e fazer gosto conforme meu coração mandar rsrsrsrs


Mais linda do mundo 
Então, posso na mais tenra idade ser avó e fazer desse título meu melhor tributo, mas quero destacar alguns nomes aqui que me presentearam com exemplos e grandes lições, dizer de que não vale apontar para as outras, “ se fosse eu não faria” , de que cada uma tem um jeito particular de cuidar e querer bem, de que devemos dar graças a Deus em sermos merecedoras dessa bênção, enfim: amiga e comadre Fátima, “meus netos ... eu os quero muito bem!”, Alzeide Santos “ mermã, a melhor coisa, na hora que a mãe faz qualquer coisa..!”  amiga Nevinha Ramos “ só te digo uma coisa, nada no mundo se compara, se eu chego em casa meu Neto não estiver vou buscar”! Laura Alice, aquela amiga  guerreira “ meus netos são minhas alegrias”   Francinete Macedo “ faço e farei qualquer coisa por eles”! A Alessandra, a Mana, a minha madrinha Nona Oliveira a quem visito constantemente “uma renovação para nossas vidas” ... os avós Luis e Manoel Ramos  “ora, breve você estará de mãos dadas viajando por aí com sua Netinha” ! Que coisa hein gente  ! Eu podia citar ainda tantos outros exemplos. E me deparei com aquela avó que quis encher minha bola, (eu acho) tão nova ( com meus cinquentas) e já é avó! Eu podia retomar tantas outras histórias e depoimentos, eu desejaria contar quão saudável foram meus dias e de meus irmãos mais velhos em nossas idas ao Povoado São Bento para a casa de nossos avós, por lá a gente acordava com os primeiros cantares dos galos, dos perus, dos capotes, com as arrumações de quem ia mais um dia para a roça, com quem tinha uma meia duzia de vacas para nos oferecer o leite quente! Por lá a gente aprendeu a gostar da “tiquara” de buriti, de juçara, de murici; do peixe assado na brasa, (alguns com pimenta). Foi com nossos avós, que a gente ouvia os elogios quando nos apresentavam aos conhecidos; por lá aprendemos a subir e descer as ladeiras ;  quer indo para a cacimba ajudar com a cabaça d’água, ou indo nas vizinhanças;  certa vez eu me machuquei, vovó foi logo cuidando, de outra vez , meu irmão feriu-se numa descida de bicicleta...enfim nossos avós maternos, foram verdadeiros avós! Fomos seus primeiros netos queridos, e eu ocuparia uma lauda inteira para trazer boas lembranças, para contar-lhe tão rica experiência! Infelizmente ambos partiram tão cedo, eu estava com 15 anos completos quando minha avó partiu, oito meses depois, meu avô..
Separei aqui essas histórias para poder me encher da gratidão que foi mais esse ano de minha vida, agradecer a Deus porque em 2018 , dos presentes mais maravilhosos , posso garantir que foi minha adorável Maitê, dizer que quando perdemos algo, somos sempre contemplados com a bênção muito maior, sentir que falhei e não tive “perdão” das pessoas por quem nutria grande  amizade, saber que em nossas vidas tudo é tão passageiro e que devemos desculpar-nos em momentos de falhas... quem não erra?  Promovo aqui uma reflexão, e trago a experiência de meus pais, de convivência, meu filho foi o primeiro neto, foi com eles os primeiros ensinamentos, bebemos juntos da mesma fonte, uma marca está na voz do ramalho “oh meu velho e invisível Avôhai, oh meu velho e indivisível Avôhai” ,  um velho que atravessa a porta, de braços curtos, de broncas constantes,  mas de grande amor! Acrescentaria os cuidados de minha mãe, a experiência exemplar da Dindinha, nossa madrinha de tabela, cuida até hoje de todos nós, liga para saber como estamos, nossa enfermeira, cuidadora, mãe e avó com os devidos créditos...Dindinha nossa coluna forte!
Somos nós ! firmes 
Enquanto escrevo lembro de ter escutado mamãe nos dizer, que no evento que fomos juntas, uma senhora idosa, disse que precisaria ligar para o filho, porque ele se aborreceria caso ela se atrasasse, “sabe como são esses meninos de hoje, sem paciência”; de rompante minha mãe lhe disse: graças a Deus até meus netos são pacientes comigo! E são mesmo! Não citarei nenhum para não ser injusta...Enquanto edito estamos às vésperas de Natal , esse em que a sutileza, a esperança e a fé nos mantem firmes;  sem as eloquências de palavras, vamos aos preparativos dos pratos, momentos de celebrar com a liturgia, unir um pouco mais os irmãos,  de purificar-se! Entre nós, sabíamos daquele dito de meu pai “ quando um irmão teu sente dor de barriga, tu igualmente sentirá”, (porque não é normal que o irmão não consiga se importar com a dor do outro) ouvimos  a Carta de São Paulo a Tito, fizemos as Orações indicadas na Liturgia, e íamos rezar a oração universal quando Fernanda chegou com seu esposo Emanuel, e eles mesmos já sugeriram: vamos fazer cantado, e ambos com a voz linda entoaram as primeiras notas ao som do violão : “Oh, Pai nosso tu que estás, nos que amam a verdade /Fazei que o reino que é teu senhor, esteja sempre em nossos corações/ E o amor que teu filho nos deixou, o amor/ Esteja sempre conosco”  é o nosso desejo de que o  amor esteja dentro de nossos corações . E a epifania ocorreu com a brincadeira do presente, iniciada pelo casal, traziam nas mãos, duas caixinhas que passavam de mão em mão, entre filhos, netos, genros ... papai estava lá no colo de uma das netas, ele não ouviu a brincadeira que se encerrou nas mãos da avó, e da futura vovó Tania Maria,  e se estavam planejando emoção, teve sim .. e minha adorada neta Maitê não sei se porque ouviu a noticia de que viria um(a)  novo(a) bisa, ou porque fizemos muito barulho, acompanhou a mais nova avó no choro! E o amor mais uma vez vista nosso lar com a generosidade dessa tão nova noticia: Fernanda e Emanuel nossos sobrinhos tão amados quanto aos demais, serão pais! Que alegria! E  se papai já estava renovado com a presença de uma bisneta, (ele tem outros que nos visitam menos) certamente ficará ainda mais. “Vivemos tempos de purificação para que reconheçamos que o Pai pede de nós dedicação à prática do bem”. Por fim, recorrerei ao poeta para dizer :  fosse eu rainha do mundo, como um trocadilho entre a terra , os mistérios, a tenra idade e a eterna acrescentaria à  lei de  Para Sempre, um decreto, por merecimento, avós_ eterna idade lhes será acrescentada. E  mãe é nossa mãe, “ luz que não se apaga”! “Pai, dai tua paz ao mundo” quanto a isso, os pés do mensageiro anunciam... Feliz 2019



Das águas do Rio Mocambo aos encantos do Velho Chico







        Não são apenas as boas aulas de com minha professora “leiga” de História, nem mesmo aqueles cansativos ditados das aulas de Geografia são mais, muito mais e posso desenhar os detalhes das bonitas lembranças que guardo dentro de mim quer seja da primeira viagem em que conheci uma capital do Nordeste quer seja dessa última feita no Doce Novembro passado próximo, mas e Belém...essa será uma nova página. Antes disso, agradecer a Deus porque permite realizar pequenos e grandes sonhos, agradecer a Ele pois tenho uma família que sempre cuidou tão bem de mim, e porque tenho um trabalho do qual posso todos os dias usufruir de benefícios iguais a
esse, da viagem.
     Descobri sobre essa viagem através de amigos, peguei o folder compartilhei, olhei o roteiro, achei no mínimo lindo, convidei mais duas amigas, de igual modo apresentei o roteiro e fomos nós...saímos do Maranhão dia 14 de Novembro já à noite, atravessamos algumas cidades do Piaui, e nosso café da manhã já estávamos em Jijoca de Jericoacoara, um dos atrativos do estado do Ceará, nossa primeira parada seria Fortaleza, Praia do Futuro só para relaxar da longa viagem, contudo se estivéssemos atualizando os “status” grande parte deles teriam sido “dentro do ônibus”, saindo da Capital do Ceará no final da tarde atravessamos pelo menos outros três estados, conhecemos a capital de Pernambuco, avistamos dali a o Centro de Convenções de Olinda e pela janela do ônibus era possível se encantar com as maravilhosas cidades que estávamos conhecendo, orgulhosos com aquele roteiro, pelo menos eu Laurilene, e Noemia, falávamos entre nós que de uma só vez tivemos a chance de conhecer os outros oitos estados do Nordeste ainda nem sonhávamos que nosso encanto maior ainda estava pela frente... e tome viaje até chegar em Aracaju, íamos durante o percurso preenchendo nossos olhos e vocabulários com os nomes das cidades e dos estados do Nordeste brasileiro! Que viagem! Falei via zap com meu irmão que mora em Alagoas, (passou bem aqui perto de mim). Até lá vez ou outra os amigos Edinilson e Carlinhos davam uma espiada no google para sondar quantos quilômetros ainda tínhamos a percorrer ! Sim, já sabíamos que o percurso era longo! Chegamos, avisaram nossos guias! Aleluia! Quando demos conta a nossa guia de Sergipe já estava entre nós! Ellen, era o nome dela; vamos almoçar! Preparei um local bem bacana para vocês, disse-nos! Isso já eram mais de 14:30 ! Dali em diante, ela já começara dizendo quais pontos íamos conhecer: a Orla de Atalaia, a Colina de Santo Antonio, Parque da Cidade, dando uma volta no Teleférico , o moderno Museu da Gente, o Mercado, a Praia, a Croa do Boreu, Canidé , Cânion do Xingó....naquele dia , já quase encerrando fomos apenas à Colina de Santo Antonio, em seguida, para nossas instalações no Hotel, bem próximo do Projeto Tamar, depois jantamos e nos recolhemos.
amigo querido
 amiga linda
       E o outro dia, foi aquele passeio na Feirinha, no Mercado, fomos ao Teleférico menos eu, os demais conterrâneos incluindo dona Jesus, Alessandra e Alexia foram as primeiras, ( a presença da Alexia nos fazia mencionar frequentemente minha pequena Maitê ) fiquei do lado de baixo, me imaginando ali nas alturas morrendo de medo, por mim, fico sem ver essas belezas daqui (pensei)! O dia foi por ali mesmo na capital do Estado, antes de nos deixar, a guia nos alertou, amanhã teremos que sair cedo , para Canidé do São Francisco e de lá iremos conhecer o Cânion do Xingó, “vocês vão amar”, aquele nome soara agora de uma outra maneira, eu verdadeiramente nem sabia que aquele destino seria nossa principal e melhor atração, retratos lindos pude fazer até chegar no encantador local, imagens entristecedoras pelas secas que assolam nossa região, subimos uma pequena serra depois de umas três horas de viagem chegamos ao município de Canidé, dali pude avistar a Usina de Xingó, gigantesco lugar, e nós tão pequenos que somos, diante das maravilhas que Deus nos proporciona e tão grandes retrucando por coisas tão pequenas ! Vi de perto, a suposta pedra de onde o ator Domingos Montagner, (imitando a vida)  havia caído e desaparecido no velho Chico há dois anos atrás ... almoçamos e ônibus mais uma vez até o porto em frente ao restaurante Karrancas para o embarque no catamarã... e eu que achava tão improvável aquele passeio desde a última vez que apenas atravessei de ferry boat a Baía São Marcos indo para São Vicente, terra natal de meu pai! Não hesitei, há coisas interessantes e grandiosas que também posso aprender, dali nossa guia turística a simpática Ellen se separava de nós, outros guias nos esperavam na embarcação; orientações para o embarque, serviços a bordo, músicas temáticas, e olhem para o lado: Pedra do gavião, Morro do Macacao, Pedra do Japonês e a gente ia se envolvendo e se empolgando com a música “deixa a vida me levar, vida leva eu, sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”, nossa manifestação também de agradecimento; retomadas as conversas entre os amigos, “ a gente” lembra das farofas de infância, lembra dos banhos demorados no rio Mocambo, comenta de que custa tão pouco para ser um pouco mais feliz em nossas imperfeições, perto daqueles paredões quantas sensibilidades em nós são ainda mais tocadas: Por que eu me lembraria das extensões do Rio São Francisco justamente estando entre seus mais belos paredões? A quem interessaria dizer que aquele “Francisquinho” como costumo chamar o São Francisco de devoção de minha mãe, estava ali, numa das paredes e as profundidades das águas beiram aos 200 metros? (Carlinhos se esforçou para fazer a foto) Por que eu falaria que quase dei um vertigem antes de tomar mais uma dose de meu Drammin? E fomos ficando com a canção “eu fico com a pureza das respostas da criança, é a vida, é bonita, e é bonita” ! E cantamos as músicas, e fizemos as fotos com a “cangaceira”, brindamos,  e tomamos o banho no Paraíso do Talhado um dos pontos mais lindos de nosso passeio
Amigo querido
mergulho rápido, (e a voz de papai soava dentro de mim, “correntezas não tem cabelos”) o passeio é literalmente mágico; aquela sensação de “querer e poder” eu cheguei até aqui, e falo por mim e por meus amigos que participaram dessa “aventura” ; as águas do Velho Chico, os paredões e eu estávamos dos mesmos tamanhos! Eu me encantei e cantei o refrão do Francisciquinho  “Senhor , fazei-me instrumento de vossa paz, onde houver ódio que eu leve o amor”! Como sãos passageiros todos os minutos e momentos de nossas vidas, tudo é um sopro! Dava para lembrar  por alguns minutos sem a sensação de medo do trágico acidente envolvendo o ator, e a Lene ainda brincava “ se for um de nós não vira noticia” ! Quantos pescadores teriam ido atrás dos encantos do Chico e também desaparecido? Segundo os guias , nenhum...
amiga linda 
        Não que eu tenha esperado Dezembro para tratar desse momento tão especial , porque nosso retorno de lá, deu-se dia 18 de Novembro, no final da tarde  (dia do aniversário da Dulce) e mais uma vez o status era muito igual, passamos dessa vez em Paulo Afonso _BA, atravessamos outras cidades do Pernambuco, lembranças dos filhos queridos, dos pais, dos irmãos, da esposa amada que já partira, saudades e alegrias se misturavam... somos pessoas comuns, professores,  contribuintes e merecemos instantes assim dizíamos entre nós; fomos aos poucos ficando mais perto de casa, aos poucos ficando "LX", uma linguagem aprendida entre os nordestinos de nosso grupo! Chegamos e minha adorável neta, já me esperava no meio do caminho... e tínhamos tanto para contar , para falar, compartilhar ... dos risos altos, dos encorajamentos, dos noves estados do Nordeste, (pode Pará) das rodadas de cuscuz no café,  ( meu irmão disse que eu não teria nada para contar por conta das doses de Drammin) e eu não esperei Dezembro para tirar mais um dia e ir lá no Povoado São Bento, de origem de nossa mãe, com nossos irmãos Dulce e José Orlando , visitar nossos tios e o quintal de nossos avós, tão pouco deixei o Dezembro chegar para  naquela noite, circular nas ruas da cidade e apreciarmos a música boa de nossos conterrâneos numa seresta beneficente, eu esperei organizar melhor minhas emoções e escrever sobre essa interminável sensação que foi conhecer as águas lindas lá do Xingó, e no dia seguinte o desenho emaranhando da lembrança de meu irmão de quando viajou para Porto Velho há quase quarenta anos... “perdoe eu encher os meus olhos de água” ! E nosso Doce Novembro, cheio das boas comemorações, de aniversários, de participação em importante palestra, de um passeio encantador, foi findando, deixando marcas profundas, de passos melhores e dia 26, na madrugada quando eu levantei para deixar nosso irmão no aeroporto, um outro filho, partira precocemente vítima de um acidente fatal, nossa cidade inteira chorou a mesma dor daquela mãe que de uma hora para outra viu seu Campeão partir, seu time que tinha as cores da esperança, enlutado, prendeu a alegria da vitória! Não aguardemos nosso Dezembro chegar... meu amado Rio Mocambo foi muito bom conhecer os encantos do Velho Chico porque minhas histórias não encerram aqui... tem Belém pelo meio do caminho e é por aqui perto dos meus que celebraremos o Natal!


Postagem em destaque

De meu quintal : um 13 maior que o mundo

Ouço as palavras , ouso nalgumas ,   uso-as como parte do papel para compor a outra parte de meu silencio , recorri a   Manoel de Barros p...