Sendo prata, todas sempre brilham



Cuidar das pratas de casa
Há exatos cinco anos, escrevi um texto cujo título era "Desaprender a lição nesse caso basta" numa reflexão de que a linguagem nos diferencia dos demais animais e “sensibilizar “ àqueles que ainda utilizam pasquins ou  textos apócrifos para demonstrarem insatisfações com os modelos de pessoas, de profissionais ou políticos que não se aceita mais isso como instrumentos de saber, de poder ou de disseminação de conhecimentos. Os tempos, e os paradigmas não servem para acalentar frustrações de invejosos, desocupados; incapazes de debater claramente ideias, promovendo a cultura da coletividade.
Trago daqui um exemplo, que se eu não estiver equivocada encerra hoje  um ciclo de dez anos: viagens aos Fóruns de Educação em Salvador, em Natal, São Luís.. Projeto Aprendendo a Conhecer, I Fórum de Leitura no Colégio Dr. Magno Bacelar, I Café Literário, I Gincana Cultural... lendo assim não parece que esses acontecimentos ressignificaram a história de vida de algumas pessoas, não parece que ocorreram pela determinação de uma ótica aguçada para construção de novos saberes,  não parece que o incentivo para aquele show de calouros daria mais asas ao nosso artista local; nem de longe para os que não fazem  questão de evoluir, não parece que somos além das evidencias, mais, que   as ações dentro do Projeto  receberam  críticas, comentários depreciativos; no entanto, a predisposição para que os espaços criassem vidas foi só uma pequena iniciativa. (Para mim, essas questões de falácias sem argumentos já nem devem  fazer parte desse repertório, salvo para aqueles que sofrem da falta de caráter) Sinceramente, fechados os parênteses, não trago a socialização de infratores eventuais que em nada acrescentaram para essa minha página; trago antes o cotidiano de quem foi aprovada em seu primeiro concurso público aos dezenove anos, de quem por mérito foi mais uma vez aprovada em concurso, em vestibular para a primeira graduação , dos desafios enfrentados para concluir a  Licenciatura em meses de férias,a aprovação há quatro anos no curso de Direito, e se o resultado extraoficial não o  trair, a aprovação com 80% de acertos na prova da OAB, recentemente.
A mim me resta participar do círculo de amizade de tão elevada capacidade em discernir, de zelar pelo nível de ensino daqueles que estão e conseguem ser cada dia  mais construtores do saber e do saber fazer, de dizer o quanto é possível desatrelar os julgamentos pessoais e preconceituosos do julgamento pessoal e ético de cada um, de desconstruir o determinismo de Taine à luz de um único fator: a efetiva competencia,  em repetir que os caminhos por mais longos que pareçam servem de incentivo para aos que almejam a vitória, de acreditar que nossa “visão prospectiva pode nos perenizar pela eternidade”. Não me acanho de nenhuma palavra, de dizer que ganhei nas tardes ou noites de planejamentos sempre um  tempo para os debates de discussão promissora,  cresci pessoalmente com a qualidade de quem prima pelo "papo" de ideias, com a visão de que a história estava sendo construida por nós,com a  percepção para aprender a gostar, a conhecer, a querer . Cresci com o entendimento de que cada dia é um milagre, cada dia  traz uma nuance, uma oportunidade;que as possibilidades estão para todas, bem como estiveram para ela,  que o dito popular “santo de casa não faz milagres” pode ser desmitificado.
Portanto, com mais essa lição, no silencio, na contemplação,nos  ritmos e sons de palavras,  em trocas de experiências,em harmonias ou dissabores de ideias, essa é minha maneira de parabenizar minha amiga que tem crescido interiormente com a sua fé,com a determinação, a sensibilidade de quem é responsável pela manifestação grandiosa de sua própria alma,com  atitudes, com firmeza; fazendo com que eu reescreva as passagens das canções  “esperar não é saber, quem sabe faz o milagre acontecer”; para mim, em sendo prata  todas brilham, depende de quem a olha; essa sobre quem falo brilha e brilha muito. Parabéns, Norma Silva; cuidar da prata da casa é de minha ótica uma recomendação necessária, atribuição daqueles que não se antecipam em conceitos e aprendem a conhecer. Grande abraço! Dois de maio!

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