Do azul dourado ao amarelo ouro



Há alguns dias, usei em minha rede social a seguinte passagem: De onde alguém pode tirar a ideia de que tudo é conspiração contra não sei, comigo, Graças a Deus, tem sido tudo conspiração a favor. Desde muito jovem, por insistência de meu pai, tenho uns presságios, dos bons, é claro, e o mês de junho começa com o indicativo de que será mês de alegrias, de cores, de felicidades, de gratidão, de reencontros, de descobertas de amizades sinceras, e por sugestão de uma colega, também mês  de :”na ausência de portas, janelas”.
Por aqui antes mesmo de começar a editar esse texto, olho para alguns livros que li, deparo-me com A chave de Sara,(livro meu, por empréstimo) na história, uma chave que tinha a intenção de proteger , depois de alguns dias, no caminho de volta, não servira mais para abrir o mesmo armário , e aquele gesto foi para doar a vida. Releio algumas passagens que escrevi, tratei de repetir esse exercício para compreender para quem o fiz; da janela do quarto, das citações do sol, dos quatro elementos, das lições de alegria e amor vindas da esperança de meu pai, do assassinato de meu irmão, de homenagens, de “perdas e ganhos”, de gratidão, de oportunidades, de propostas, de ensinamentos, de aprendizagens, quantas aprendizagens! Em tudo vejo mais motivações para o agradecimento, nessas “tantas décadas”, até o momento em que escrevo, obtive tanta ajuda e Deus sabe quanto sou grata. Por isso, sonhei com a escrita dessa história, andei “pra cima e pra baixo” com ela, em transportes que nem eram meus, de caronas, daqui pra ali, por pouco ela era perdida, na viagem, ao publicá-la, peço que quando falhar em sabedoria que eu encontre discernimento em ser menos interessada e cada vez mais interessante!
Posso dizer,  como começou a dizer Coralina ‘que sou a terra” sou o sol, ”antes sol”,  em sendo a água, posso ainda ser fogo e tudo mais eu posso, pois em tempo de comemorações aprendi a ser mais otimista, sem leviandade, porque “bondade também se aprende”. Aliás, tudo se aprende: a confiar mais, a ser mais cauteloso com as palavras, aprende que tempo é ouro, “falar é prata...”, nessa idade, quantas coisas aprendi! Com quantas mãos fui capaz de aprender e ser! Com meus pais, meus irmãos, meu filho querido, meus sobrinhos, meus colegas de profissão e de função; pessoas que passam e estão em minha vida diariamente, a par disso, a imperfeição de nossas palavras cabe argumentos para outras formas de gratidão. Para mim, todas as manifestações de cartas, de mensagens em redes sociais, in off, de lembranças, de gestos, de abraços sinceros, de harmonias, todas elas merecem meu agradecimento, porque os sentimentos nunca perdem a graça, nem a validade. Das leituras, dos leitores e leitoras, do aprendizado, das mãos que adquirem e passam confiança, das simplicidades e franquezas, das fatias de bolo, de respostas que nos convencem, hoje mais uma vez, coloco gratidão como palavra da vez pela passagem de meu aniversário: Obrigada, muito obrigada! E por que ainda vejo azul dourado em todas as cores, mas o transformei em amarelo ouro, e para a colega que perguntou sobre o título: “Para dar a vida”, “para dar a vida”!
dos metais: ouro!
Vinte e um de junho de 2015, até outro dia parece que tinha trinta e cinco anos  e antes que eu mude a página do caderno e revele a minha idade, “eu rio, enquanto rio, correntezas de fé.”  Ah, retomo um outro título: Todos os elementos! Dos pássaros, pardal; dos metais: Ouro! Para o cordão, a medalha é de ouro; do anel, a pedra é de ouro; em tudo é ouro. Quanto às outras respostas, aguardemos, trilhemos, boas noticias também se espalham!







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