Trezentos e um pouco mais: trinta ou três... histórias




         Sento-me aqui por mais essa vez e quase comecei minha história com ... Já era uma vez e se passaram dez anos ! Trinta! Três! Trezentos!  Eu sabia que mais de uma coisa especial eu teria para escrever e comemorar nesse mês! Eu sabia! Aniversário de minhas tão boas irmãs, de minha primeira sobrinha linda e inteligente Fernanda e de meu livro número II, ArteSingullar! Dia trinta! Dia trinta... Uma pequena lesão me afastou de canetas, papeis e computadores, ainda bem que está quase sanada. Diante desse papel cuidei rápido em responder: Que bom! Graças a Deus!Na ausência de talentos, algumas motivações. E nessa minha página uso quantas posso porque minha arte tem disso: reúno retratos, recortes e esperanças sem inequívocos de que tenham suas belezas!Não há linearidade, ausência de cronologia, que importa! Minha liberdade está registrada aqui na vontade de escrever, isso sim, importa!
fonte : aconteceu virou noticias
Era Julho de 2006, muito mais emblemática do que pareço hoje me mostrei  e lancei meu primeiro livro, cujo título é “ Confissões (in)versos” ,  naquele dia , soube de  uma pergunta meio fora da órbita feita por uma colega: _ Mas ela escreveu só isso?  Pois é... só e apenas isso, e dá trabalho.  Contudo outras mãos naquele ano ajudaram-me a realizar esse sonho, não escrevi “isso” sozinha, de certo já registrei minha gratidão, minha alegria em poder mais uma vez contar com as mesmas. Infelizmente por negligencia (também minha) alguns livros foram extraviados, outros deixados de lado, como se não fizessem parte da história de vida de  alguém .Fiquei desapontada, naquele dia, um senhor pouco conhecido  passou por mim e disse:  “acho que vamos jogar esses livros fora..”  Passou, como todas as  coisas passam  e eu  trouxe mais  uma leitura, mais algumas escritas, mais perspicácia de minhas grandes esperanças, da crença de “meu sucesso”, modéstia à parte,   como os grandes escritores dizem “ meu sucesso é inerente ao meu trabalho.” Quanto à primeira publicação, desde que comecei, de lá para cá, posso parafrasear  Goethe  já fui várias, venho de outras boas etapas, de dores e experiências, mais forte, mais segura, mais cristã; venho de inusitados desafios, porém todos com muito aprendizado e volto a me encontrar, sem perder de vista ,  jamais a minha essência, sem necessariamente gritar aos quatro cantos sobre minhas opções.
     Despertei disso, e noto que menos séria e muito mais brincalhona, posso dizer: ACORDEI! Que interessante!  Dez anos do lançamento de meu primeiro livro! Pouco mais de trezentos dias do lançamento do segundo e dia trinta é sempre dia de recontar histórias de gratidão e reconhecimento; só isso já me renderei enormes páginas! Dentre as homenagens de lançamento e exposição de livro, trago-as com o mesmo carinho, a inigualável gratidão, e o incomparável reconhecimento do que minhas colegas fizeram de quando fui à Feira do Livro em São Luis, naquele dia, fui instrumento de felicidade, levei meu nome e junto dele, minha querida cidade, os nomes das mãos bondosas que me ajudaram a chegar até ali. “Não precisei morrer para dar à vida”. Dei passos à frente.  Quanto a isso, interessa-me dizer por todas as intervenções e por tantos amigos, especialmente minha família que torcem por mim, por esse projeto, “apesar da ressaca”  tornamo-nos noticia! Racionalmente fomos motivo de bons comentários, sem imunidade às críticas;  posso afirmar sem nenhum medo de perder na aposta, a verdadeira catarse está cristalizada nessas atitudes, nos gestos de carinho, nas espontaneidades  como foi lá no Piquizeiro, município de Belagua,  e nos povoados daqui por onde passei, pode está ainda  nas expectativas dos que creem em novas possibilidades. Em mim, estará sempre o meu esforço de gratidão.   Reforço por onde ando, nessa linha de “aspirante a escritora” divulgando e distribuindo meu livro que abaixo de Deus há mãos generosas prontas a  deixaram um pouco de seus perfumes, disso sou testemunha.
fonte:aconteceu virou noticia
E como eu sou responsável por aquilo que escrevo, sendo besteiras ou não quero homenagear uma amiga que me incentivou demais quando da publicação do segundo livro e é presença nas minhas escritas e mais outra sempre presente nas  exposições que tenho feito.. eu já havia reescrito esse dito que eu li em algum lugar e é  para as visões de ouro, com as quais tenho aprendido que também escrevo “ um pássaro na mão só é melhor do que dois voando quando eu não acredito na possibilidade de alcançá-los” , tudo de algum modo depende do exercício.  Dito isso, da fonte de onde retiro “essas cópias” jorra outras águas, bem clarinhas e precisa-se de poucos instrumentos; e quando noto perenidade nesse projeto, trago planos tão somente de compartilhamento e de agradecimento, considerando  entre outros, o viés para mais uma reflexão : trezentos, trinta ou três: quantas histórias? Para os entendidos e os entendedores, sem palavras! Simples, eu quis escrever apenas isso: de minha imaginação, da falta de conhecimento; de minhas motivações ,da ausência de talentos; de meu reconhecimento... fico com o que me disse uma colega quando eu já estava concluindo o texto: o leitor demarca seus sinais! Trezentos dias, e outros trinta quem sabe saia o Singullar número três! Quem sabe!

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