DÉCIMAS À URBANO SANTOS (RETRATO DO PASSADO, PRESENTE E FUTURO)


I
Receba agora ó minha cidade
A coroa de glórias dos tempos passados
Mocambo de lutas tu és respeitado
Vive no alicerce com sinceridade
Filhos que se foram deixaram saudades
Casas coloridas estão no presente
Plantemos agora no chão a semente
Da rica memória rumo ao futuro
Cantemos teu hino exposto nos muros
Ao som dessas décimas que faço contente.
Ex. vice-presidente do Brasil, Urbano Santos
Ex. vice-presidente do Brasil, Urbano Santos


II
Contente eu canto minha “Ponte Nova”
Voltando no tempo dos bons lampiões
Ruas de areias... bateram os pilões...
Águas que se foram ficam nas trovas
Igreja Matriz sempre se renova
Consciência nobre mantém sua beleza
Rio Boa Hora e a mãe natureza
Rua 10 de Junho princípio de tudo
Saudamos e fiquemos um minuto mudo
Terás um Poeta cantando a grandeza.


III
Chagas Araújo, pessoa e escola...
Merece acento pra não esquecer
Vulto corajoso fez por merecer
A “Emancipação” num salto de mola
Tragam os documentos, a tinta e a cola
Assine o decreto para prosseguir
Comarca de Brejo é longe daqui
Vivemos na terra onde nós nascemos
Disparem rojões e então celebremos
O seu nascimento escrito aqui.
Ex-prefeito Chagas Araújo
Ex-prefeito Chagas Araújo

IV
Raios do poente brilham no horizonte
Refletindo a imagem das casas antigas
Folclore e lendas misturam cantigas
Cultura dos povos... letras consoantes
Mergulho nas praças seguindo avante!
Compondo o poema pra esse torrão
Nos versos da vida canto com emoção
Espera-me ó fama na luz da lembrança
Eterna cidade berço da esperança
Receba essa lira com inspiração.
Casa antiga na Rua 10 de Junho

V
No alto da torre eu ouço a canção
E olho a bandeira já bem hasteada
Crianças correndo em disparada
A juventude lendo a mais bela lição
Todos em coro com o livro nas mãos
Em marcha unida para futuro enfrentarem
Prantos dos olhos escorregam ao cantarem
Cabelos arrepiam ao som das vozes
Balaios de agora... guerreiros ferozes
Soldados de hoje as armas preparem!
Rua Monsenhor Gentil –centro comercial
Rua Monsenhor Gentil –centro comercial

VI
Com a túnica de um monge consagro-te na aurora
As tuas relíquias que são pesquisadas
Tesouros perdidos em matas fechadas
Repletos de brilhos que estão na história
Aguardam uma foto que tanto demora
Museu e morada da antiguidade
Os ventos do leste nos deixam saudades
Nas folhas das árvores que sempre balançam
Trabalho... pessoas que nunca descansam
Entrego-te os versos ó minha cidade!



VII
Oitenta e três anos agora completas
Em mil e novecentos e vinte e nove corria
Nossas lindas festas só tem alegrias
Tu vives andando, escondida e discreta
Desejo-te sempre as flores repletas...
Terra de prazeres e muitos encantos
Receba as estrofes das rimas que canto
Dedicadamente ao seu aniversário
Ó data importante deste calendário
Ó minha terra amada de Urbano Santos.


Autor: José Antonio Basto
Urbano Santos-MA, Maio de 2012


jabastopoetaser@gmail.com / 88935626

- Dedicadamente ao aniversário dos “83 anos de Emancipação Política da Cidade de Urbano Santos-MA (10/06/1929 – 10/06/2012).”

Este poema nasceu para demonstrar o vigor, empenho e o mais puro sentimento nativista e patriótico, foi escrito para a reflexão de cada um dos filhos desta cidade.

Ofereço à todos os urbanossantenses do passado, presente e futuro, (in memória) dos que amaram e deram a vida por nossa terra...

Com todo respeito e apreço que merece do dedicado e modesto autor,

José Antonio Basto

Um comentário:

Nilma da Silva Sodre disse...

Isso mesmo, Zé Antonio! Nesses versos, de décimas,você canta nossa história, não esqueçamos dessa data, dessa festa, dos filhos dessa terra! Depende de nós: o presente, o futuro, a construção de uma cidade melhor.

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