FÉRIAS, PARA QUE AS QUERO?




Nesse pequeno ensaio, não ensino, não catequizo, não respondo,  não ataco ninguém; faço uma pergunta que me pareceu razoável para eu falar de férias sem a exigência  das “aulas chatas” de Redação. Nesse instante, “não sou alegre, nem triste” voltarei à rotina com a mesma tranquilidade que estive no primeiro semestre. Infelizmente alguns, ao retornarem para suas atividades exageram e só veem mazelas ao seu redor.
Para começar, embora Urbano Santos não apresente muita alternativa quanto ao lazer, o município é banhado por dois rios, não há água em abundância (devido as desregradas devastações), mas é possível encontrar em espaço curto de tempo algum local saudável para tomar “aquele mergulho” e outros cenários podem ser encontrados na cidade: as ruas podem ser belas se optarmos por reclamar menos e aproveitar mais; se deixarmos de lado os egoísmos e começarmos a ver o outro sem fazer juízo ;se pautarmos nossa vida em dizer a palavra sincera, permitindo a reciprocidade; se assumirmos que por mais audaciosa que seja nossa escolha, terá mais sentido se estiver misturada com alguma prudência e sabedoria; se eu for menos obediente às imposições e ditaduras ... quando eu finalmente resolver mudar minha pergunta: Férias, se eu as quisesse?Engraçado, falaria de férias, não é mesmo?  E no mês de julho inteiro, não fiz nada que fosse extraordinário, não fiz longas viagens, não empenhei cartão de crédito, não fiz fotos, não encontrei um grande amor,  porém estou feliz, por isso mesmo eu as quis. Fiz arte na cozinha, arrisquei em pratos maravilhosos; fui à Igreja;  fui ao salão e mudei a cor do cabelo; aproveitei parte do tempo em coisas tão simples: encontro com irmãos, irmãs, sobrinhos, sobrinhas, tios, tias, primos (ah, meus primos são outras histórias). Antes que eu mude de assunto, participei do 8º Congresso Internacional de Educação, em São Luís, diante de nomes expressivos  e uma das coisas que ouvi: a partir de quando o Brasil empregará 10% do PIB em educação?(a expressão não diz muita coisa e nem trará mais felicidade aos menos desinformados); embora seja antiga essa discussão  ainda não é bem digerida pelos governantes. Portanto, as minhas férias estão encerrando, não sem antes dizer que estive presente em algumas atividades da 64ª Reunião Anual  da SBPC cujo tema era: CIENCIA,CULTURA E SABERES TRADICIONAIS PARA ENFRENTAR A POBREZA , mas essa tarefa é infinitamente mais árdua ... parece utópico mas em meio a tantos avanços, conseguimos está em 13º lugar no ranking dos países com maior volume de produção cientifica do mundo. Assim, férias, eu as quis para ser mais prudente, quiçá mais atenciosa, para conhecer e saber de quantas formas é possivel enfrentar a pobreza; férias, como eu as quero sempre!

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